Paraná
Leandro Anton, coordenador-geral de Articulação da Cultura Viva, falou sobre a sexta edição da Teia nacional e seu tema central, “Pontos de Cultura pela Justiça Climática” e respondeu as dúvidas do público presente. Ele destacou a importância de os governos estaduais e a sociedade civil tecerem, junto com o governo federal, esse processo de reflexão sobre o futuro da Cultura Viva e o papel da cultura para um país com justiça climática. Reforçou, ainda, o crescimento da rede paranaense, que passou de 93 pontos certificados, em 2023, para 519 em janeiro deste ano, reflexo principalmente dos investimentos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).
A programação artística ficou por conta do Grupo de Capoeira Guerreiro dos Palmares, do Coletivo Batalha do Lago, da Congada da Lapa, do grupo indígena JÓGÓG, do grupo de percussão Batuque do Quilombo e da cantora, multi-instrumentista e pessoa com deficiência visual Helen Mello, que integra o Ponto de Cultura Associação de Apoio ao Desenvolvimento Desportivo e Sociocultural (Adesc).
4º Fórum/Teia da Rede de Pontos de Cultura do Paraná
Onde: Guarapuava
Quando: 30 de janeiro e 1º de fevereiro de 2026
Quantos pessoas inscritas: 220
Quem realizou o encontro: Secretaria de Estado de Cultura (Seec), com apoio do Comitê de Cultura do Paraná, da Comissão dos Pontos de Cultura do Paraná e do MinC
Representante do MinC presente: Leandro Anton, coordenador-geral de Articulação da Cultura Viva

Delegação eleita para a 6ª Teia Nacional:
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Fernanda Lopes Machado - Estudos e Memória Ancestral - Samba de Biloca (Araucária)
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Elza de Farias - Instituto dos Povos Negros de Guarapuava e Microrregião - IPONG (Guarapuava)
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Scheyla de Oliveira - Conexão das Periferias (Guarapuava)
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Valdemar Soares Kriszewske - Centro de Tradições Gaúchas Estância da Serra (Inácio Martins)
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Luis Alberto Oliveira Gomez - Soylocoporti (Curitiba)
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Thiago Inácio da Silva - Casa do Pai Chico (Curitiba)
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Adalton Gransa Cordeiro - Associação Laranjal (Manoel Ribas)
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Mario Jacintho Junior - Aporã Ete (Piraquara)
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Marilene Rete Veríssimo - Aldeia Indígena Rio D'Areia (Inácio Martins)
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Ilson de Oliveira Neto de Medeiros - Coletivo Maracatu Pedreira (Jacarezinho)
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Beatriz da Paixão Freitas - Grupo Dupla de Dois (Ponta Grossa)
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Iracema Barbosa dos Anjos Malanhuk - Feira Estação das Artes (Ponta Grossa)
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Paulina Para Katu Vogado - Coletivo Koe Ju Porã (Turvo)
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Renan Fellipe Brandão - Batalha do Parigot (Curitiba)
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Claudilene Nivagsu Rufino Passo Liso - Associação dos Índios Kaingang Moradores da Terra Indígena Boa Vista (Laranjeiras do Sul)
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Marcelo Braga de Rezende - Centro Espírita Sete Cruzes das Almas - CESCA (Piraquara)
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Rita Fiorelli Zanoni - CTG Terra dos Pinheirais (Irati)
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Edward Charles Rodrigues Fão - Kaos Imaginário (Londrina)
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Rafael Henrique Edling - Instituto Histórico e Geográfico de Guarapuava (Guarapuava)
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Renata Borges Branco - Coletivo Unificar - Parada da Diversidade do Vale do Ivaí (Apucarana)
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Thiago Douglas Moreira da Silva - Alauza Cultural (Paranaguá)
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Hilda Michalczeszen Correia - Associação Casa do Artesão (Campo Mourão)
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Maria Elza Mendes- Cidade Nova Informa (Foz do Iguaçu)
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Ricardo Callegari - Pontão de Cultura do Sudoeste (Francisco Beltrão)
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Ana Maria Scharnei - Grupo Folclórico Ucraniano Ivan Kupalo (Irati)
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Fabianne Batista Balvedi - Rede de Estúdios Livres do Paraná (Curitiba)
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Andrea de Dio Licio - Afeceu - Feira do Ceu Artesanato e Culinária Cambé (Cambé)
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Leunir Siqueira Duarte - Centro de Tradições Gaúchas Guarapuava (Guarapuava)
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Everson Pontes - Liga Cultural das Organizações Carnavalescas de Ponta Grossa (Ponta Grossa)
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Rodrigo José Tereza- Cia de Dança Magia das Ruas (Guarapuava)
Propostas apresentadas no fórum estadual:
Eixo 1 – Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos
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Estabelecer um fundo tripartite específico para o tema, garantindo recursos para a continuidade das atividades dos Pontos de Cultura em cada estado como subsídio temporário. É fundamental garantir, dentro dos planos diretores municipais e estaduais, a contribuição estratégica da Rede Cultura Viva na dinamização do equilíbrio social e ambiental, integrando a cultura de base comunitária ao planejamento urbano e rural.
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Promover, por meio de parcerias entre instituições públicas e privadas, a formação técnica e política de "ponteiros" e "ponteiras" no tema da Justiça Climática. Essa formação visa transformar os Pontos de Cultura em unidades de monitoramento e alerta ambiental precoce, aproveitando a capilaridade e a presença territorial desses coletivos para a proteção ativa da biodiversidade local.
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Garantir a transição energética de 100% da Rede Cultura Viva até 2036, eliminando a dependência de fontes fósseis e reduzindo os custos operacionais das sedes. Complementarmente, deve-se institucionalizar a obrigatoriedade da neutralização de carbono e da gestão de resíduos sólidos em todos os eventos financiados por leis de fomento e incentivo, como a PNAB, Lei Paulo Gustavo e Lei Rouanet.
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Viabilizar a criação de 8 Pontões de Cultura territoriais, um para cada macrorregião, estabelecendo conselhos gestores participativos que garantam a meta estratégica de implantar, no mínimo, um Ponto de Cultura em cada um dos 399 municípios do Paraná. Para assegurar a redução de desigualdades regionais, devem ser implementadas cotas geográficas nas políticas de fomento, com reserva de vagas específicas para a ampliação e capilaridade da Rede Cultura Viva em todo o estado.
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Implementar programas de formação cultural continuada voltados à capacitação de agentes e difusão dos direitos culturais assegurados pela Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), visando a certificação de novos pontos e o fortalecimento institucional da rede. Esta estratégia deve inserir obrigatoriamente a dimensão cultural na política pública de educação ambiental, transformando os Pontos de Cultura em pólos de mitigação de impactos climáticos e promoção da sustentabilidade em convergência com a Estratégia Brasil 2050.
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Criar uma rede estruturante focada na juventude periférica e nos detentores de saberes tradicionais, utilizando o Ponto de Cultura como centro tecnológico para o ensino de programação, gestão de dados e inteligência artificial ética. O objetivo é garantir a soberania tecnológica da Rede Cultura Viva, promovendo a inclusão digital de base comunitária como ferramenta fundamental para a superação de desigualdades e a dinamização da economia criativa local.
Eixo 2 – Governança da Política Nacional de Cultura Viva
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Propor a revisão dos critérios de repasse da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura aos municípios, incorporando, além do critério populacional, o volume de ações culturais realizadas, a existência de grupos coletivos e pontos de cultura ativos e a vocação artística dos territórios. Defendemos um modelo híbrido que reconheça a cultura viva e contínua, que fortaleça quem já atua nos territórios e que promova uma distribuição mais justa e eficaz dos recursos públicos.
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Implementação e implantação de programas contínuos de formação política e técnica, para a PNCV, para todos agentes culturais e de operacionalização do processo, sejam eles gestores, conselheiros, pareceristas, sociedade civil, em articulações intersetoriais (gestão transversal), tais como educação, saúde, meio ambiente, trabalho e emprego, fomentando o intercâmbio e a mobilidade entre a Rede Cultura Viva.
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Criar novos mecanismos de financiamento para a PNCV, nos moldes do Fundo Nacional de Cultura, devendo ser replicado aos estados e municípios. Criando, assim, o Sistema Nacional de Financiamento da PNCV e tornando sua gestão financeira autônoma e independente de outras fontes de fomento cultural.
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Os estados que aderiram à Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura ficam comprometidos, obrigatoriamente, a aplicar recursos próprios no montante igual ou maior ao valor aplicado na categoria PNCV – Política Nacional de Cultura Viva.
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Definir recursos específicos permanentes de diferentes fontes transversais para 3 (três) linhas de atuação: Difusão, Formação e preservação cultural, garantindo acesso à diversidade cultural.
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Propor a Secretaria Estadual de Cultura a implementação dos Agentes Territoriais da Cultura Viva com chamamento através de edital, sendo obrigatório que sejam representantes da sociedade civil.
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Criação e desenvolvimento da Política Estadual de Cultura Viva (PEC VIVA).
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Criar uma normativa de consulta pública para os editais do PNCV e PNAB, que delibere junto a sociedade civil, conselhos de cultura e comissão de pontos de cultura, tornando-se processo deliberativo.
Eixo 3 – Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística
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Fomento contínuo e renda para os Pontos de Cultura – Instituir mecanismos permanentes de fomento à Política Cultura Viva como: a criação de Fundo de Justiça Climática, linhas microcrédito e financiamento que priorize os Pontos que desenvolvem ações ambientais e territoriais, assim como, a criação de normativas para os Termos de Cooperação Cultural (TCC), permitindo que o Estado estabeleça parcerias diretas com Pontos de Cultura. A proposta inclui a ampliação da destinação de recursos pelo marco regulatório aos Pontos de Cultura, inclui ainda a regulamentação e ampliação da Bolsa Cultura Viva, fortalecendo a autonomia, a desburocratização e a permanência das ações culturais nos territórios, assim como seu fortalecimento.
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Reconhecimento do trabalho cultural comunitário e ampliação de direitos – Promover o reconhecimento formal do trabalho dos pontos de cultura por meio da atualização dos marcos regulatórios e da inclusão das diversas funções e profissões da cultura no CBO do Ministério do Trabalho. Instituir uma comissão específica que mapeie a diversidade profissional e características sócio-econômicas de ponteiros e ponteiras presentes no nosso setor para o reconhecimento trabalhista do setor cultural, garantindo direitos, proteção social, previdência e acesso a políticas públicas aos agentes da Cultura Viva.
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Formação, autonomia e acesso à informação nos territórios – Criar programas permanentes de formação junto ao ministério do trabalho, ministério educação e sistema S para Pontos de Cultura, gestores e servidores públicos da cultura, contemplando gestão cultural comunitária, direitos culturais e trabalhistas, elaboração de projetos, prestação de contas por objeto, economia solidária e cooperativismo cultural. Aprimorar as estratégias de busca ativa, mapeamento permanente dos Pontos e agentes da Cultura Viva presentes no MAPAS da Cultura que sejam disponibilizados de modo acessível, através da ampliação e criação da produção e circulação de materiais formativos e informativos, priorizando territórios periféricos, rurais, tradicionais e fora dos grandes centros, garantindo interiorização da PNCV.
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