Minas Gerais
A programação também contou com a mesa “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”, dedicada à reflexão sobre o papel da Cultura Viva na sustentabilidade, na justiça socioambiental e nas territorialidades culturais. O primeiro dia foi concluído com a apresentação da Orquestra Filarmônica de Varginha e um momento de socialização dos grupos, com a sistematização inicial das propostas construídas ao longo do dia.
Já no segundo dia, após a apresentação do grupo Tapera Dança Afro, o Fórum realizou a eleição e a posse dos representantes da Rede Mineira de Pontos de Cultura, dos membros da Comissão Mineira e dos delegados e delegadas que representarão Minas Gerais na Teia Nacional 2026. À tarde, a plenária de sistematização reuniu os participantes para a apresentação consolidada dos três eixos temáticos e a aprovação das propostas finais a serem encaminhadas à Comissão Nacional de Pontos de Cultura. O encerramento contou com a apresentação musical “O lado negro das coisas”, de Tiocapone.
X Fórum Estadual dos Pontos e Pontões de Cultura de Minas Gerais
Onde: Belo Horizonte - Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa
Quando: 13 e 14 de dezembro de 2025
Quantos pessoas participantes: 139
Quem realizou o encontro: Rede Mineira de Pontos de Cultura e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais
Representantes do MinC presentes: Márcia Rollemberg, secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, e João Pontes, diretor da Política Nacional Cultura Viva (SCDC)

- Fotos: Maíra Aragão
Delegação eleita para a 6ª Teia Nacional:
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Rosimeire Sabino Miranda - Phototerapia (Governador Valadares)
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Márcia Betânia Oliveira Horta - Instituto Bateia - IBA (Diamantina)
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Rhaul de Oliveira Sagarana - Cresertão (Arinos)
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Fernanda Geralda do Nascimento - Teatro da Pedra (São João del-Rei)
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Andressa Iza Gonçalves - Museu da Oralidade da Viraminas Associação Cultural (Três Corações)
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José dos Passos Pereira Barbosa - Associação Cultural Reis dos Temerosos de São Francisco (São Francisco)
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Wanessa Borges Alves - Instituto das Artes e Movimento (Movart) (Araxá)
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Erick Corrêa de Alkimim - Loas Xacriabá (São João das Missões)
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Lais Yumi Ayala Tanaka - AARCA (Carrancas)
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Patricia Lessa Rodrigues Alves - Cia Voz da Terra (São Thomé das Letras)
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Vânia Regina Cuenca Torres - Quik Cidadania (Nova Lima)
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Pablo Henrique Ferreira de Melo - Coletivo Causos Gerais (Juiz de Fora)
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Bruno de Sena Marçal - Coquistas de Tia Toinha (Belo Horizonte)
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Izaque Vieira de Carvalho - Produto Novo - Estúdio e Selo (Belo Horizonte)
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Isabela Moreira Silva - Associação Cultural Bloco Afro Ìlù Àse Muvuka (Juiz de Fora)
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Alba Valeria Freitas Dutra - Folias da Cultura (Rubim)
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Rosangela Sant’Ana Fialho - Palmeira Pequenina (Cajuri)
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João Roberto de Souza Silva (Jotaerre) - Instituto sociocultural Valemais ( Belo Horizonte)
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Maíra da Silva Aragão - Culturando na Montanha (São Thomé das Letras)
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Tauana Romanelli Assumpção - Coletivo Toda Voz (São Lourenço)
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Paulo Roberto Franca da Mata - Coletivo SejaDoce! (Divinópolis)
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Aline Gonçalves Barbosa - Coletivo Anônimo (Santos Dumont)
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Carlos dos Santos Passo - Filó Incubadora Cultural- Ponto de Cultura (Ipatinga)
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Ricardo Augusto Santos Oliveira - Trupe de Truões (Uberlândia)
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Otávio Luiz Machado - Acervo Otávio Luiz Machado (Frutal)
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Emerson Alves Aquino - Associação Trupe (Brasília de Minas)
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Janaína Braga Trindade - ACUMA (Caxambu)
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Luciene da Silva Nogueira - Circovolante - Casa do Palhaço (Mariana)
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Ernane Ferreira da Silva (Nan) - Centro de Artesanato de Januária (Januária)
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Ivone Machado da Silva - Tecelagem de Berilo (Berilo)
Propostas apresentadas no fórum estadual:
Tema central: Cultura Viva pela Justiça Climática
Realização de uma articulação interministerial envolvendo a Casa Civil, Ministério Público, Justiça do Trabalho , Ministério do Meio Ambiente e outros, de modo a garantir a aplicação de percentual em 5% ou mais, das multas ambientais em Minas Gerais e em outros estados, para que sejam destinadas à Política Nacional Cultura Viva, no sentido de se criar linhas de fomento específicas que priorizem projetos culturais com foco em mitigação, adaptação e narrativas sobre a crise climática, especialmente em territórios impactados diretamente.
Eixo 1 – Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos
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Linha "Meu Primeiro Edital" com condições especiais para contemplação de proponentes nunca antes contemplados, para promover a desconcentração e a democratização do acesso ao recurso
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Programa Nacional de Formação Cultura Viva: Criar formação continuada (online e presencial) para gestores e Pontos em gestão comunitária, acessibilidade e prestação de contas, para garantir execução técnica do Plano.
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Vinculação progressiva de uma porcentagem do orçamento até chegar a 0.5% do orçamento para a PNCV, com execução independente da Política Nacional Aldir Blanc, acompanhando a demanda de acordo com a aprovação de novos cadastros de pontos de cultura.
Eixo 2 – Governança da Política Nacional de Cultura Viva
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Assegurar que a estrutura de governança promova a participação efetiva e a transparência na alocação de recursos para pautas climáticas.
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Instituir mecanismos formais de diálogo entre a gestão da cultura e as pastas de Meio Ambiente e Cidades para alinhar estratégias de atuação.
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Ampliar a representação nos conselhos de cultura para que tenha representantes de movimentos ambientais e comunidades tradicionais afetadas diretamente pelas mudanças climáticas. (a exemplo de Brumadinho)
Eixo 3 – Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística
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Garantir condições dignas de trabalho para trabalhadoras e trabalhadores da Cultura Viva, assegurando proteção social, geração de renda, reconhecimento profissional e formação continuada, respeitando a diversidade, a intermitência e as especificidades do trabalho cultural comunitário desenvolvido nos Pontos e Pontões de Cultura em todo o território nacional, em regime de cooperação federativa e com participação social.
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Fortalecer a sustentabilidade econômica da Cultura Viva por meio do apoio a modelos de economia solidária, criativa, circular e territorial, promovendo a geração de renda, o comércio justo, a permanência das comunidades em seus territórios e a integração entre cultura, justiça social, justiça climática e desenvolvimento local sustentável.
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Garantir a sustentabilidade estrutural da Política Nacional Cultura Viva por meio de financiamento público permanente e previsível, do reconhecimento institucional dos Pontos e Pontões de Cultura como equipamentos públicos essenciais e da simplificação dos instrumentos de gestão, assegurando condições dignas de funcionamento, acesso, continuidade e autonomia das ações culturais comunitárias.
SAIBA MAIS
Rumo à Teia Nacional 2026: Minas Gerais realiza X Fórum Estadual de Pontos e Pontões de Cultura
