Mato Grosso
As atividades incluíram rodas de conversa, espaços formativos, debates temáticos e a eleição dos delegados e delegadas que representarão Mato Grosso na Teia Nacional, no Espírito Santo. Também foram escolhidos cinco membros da Comissão Estadual de Pontos de Cultura de Mato Grosso – “Rede Pontos do Mato”, representantes de municípios dos territórios culturais Cuiabá, Araguaia, Juruena, Vermelho e Teles Pires.
Quando foi realizado o encontro, o estado contava com 136 organizações certificadas no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, distribuídas em 38 do total de 142 municípios. Para ajudar a articular as ações de integração da rede, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) selecionou, por meio de chamamento público, três Pontões de Cultura, entre eles o Flor do Mato, de Tangará da Serra.
Teia/V Fórum Estadual de Pontos de Cultura de Mato Grosso
Onde: Poconé - Sesc Porto Cercado
Quando: 8, 9 e 10 de dezembro de 2025
Quem realizou o encontro: Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e três Pontões de Cultura
Representante do MinC presente: Carolina Freitas, coordenadora de Planejamento da Cultura Viva (SCDC)

- Fotos: Lennon Magno
Delegação eleita para a 6ª Teia Nacional:
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Joyce Lilian Lombardi - Instituto Estadual Sementes do Bem (Cuiabá)
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Lois Lene Bento de Sousa - Associação Instituto Saberes (Juína)
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Marilza da Silva Costa - Afrobrasilidades (Tangará da Serra)
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Marinalva Marques de Souza - Alcartes - Academia de Letras, Cultura e Artes do Centro (Barra do Garças)
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Anselmo da Costa Paraná - Anjos da Lata (Várzea Grande)
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Charles Pierre Salomé Junior - Instituto Celeiro das Artes (Campo Verde)
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Eliana Boroponepa Monzilar - Coletivo Bolorie Balatiponé (Barra do Bugres)
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Isaac Amajumepá - Coletivo Acervo e Memória Indígena e Indigenista (Cuiabá)
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Rodrigo Zaiden dos Santos Ribeiro - Associação Estadual das Etnias Ciganas de Mato Grosso (AEEC-MT) - Cuiabá
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Paulo Eduardo Seber Marquezini - OSCA – Obras Sociais da Comunidade de Araputanga (Araputanga)
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Ronaldo Adriano Freitas Lima - Espaço Cultural TEAF (Alta Floresta)
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Denisy de Paula Xavier - Associação Matogrossense de Dança Folclórica do Siriri e Cururu Projeto Guato (Instituto Guató) - Cuiabá
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Isadora Bruna da Silva Monge - Instituto Cultural Casarão das Artes (Cuiabá)
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Luís Otávio Marques de Oliveira - Ponto de Cultura Ninho do Sol (Campo Novo)
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Suzana Shisuco Hirooka - Ponto de Cultura Casa Dom Aquino (Cuiabá)
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Alcides Ribeiro dos Santos - Museu da Viola de Cocho e Artes Pantaneiras (Santo Antônio do Leverger)
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Júlio César Freitas Coelho - Associação Sociocultural e Ambientalista Leite de Pedras – Laboratório Cênico (Circo Escola Leite de Pedras) - Cuiabá
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Alessandra Garcia Grandini - Movimento Vambora (Cuiabá)
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Hadassah Luz Nogueira de Souza - Associação Cultural MT Queer (Cuiabá)
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Carolina Miranda Barros - Instituto INREDE (Cuiabá)
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Elisângela Passos Andrade - Instituto Ciranda (Cuiabá)
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Jucirlane Oliveira de Santana - Associação Koblenz Brasil – Kobra (Harmonia e Evolução) - (Rondonópolis)
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Karla Cristina Vecchia de Souza - Mulheres do Hip Hop de Mato Grosso (Cuiabá)
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Larissa Silva Freire Spinelli - Casa de Cultura Silva Freire (Cuiabá)
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Priscila Cristina Fernandes - Associação Flor do Mato (Tangará da Serra)
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Sirlene Vieira de Campos Borralho - Instituto Nobres Vozes – Innovo (Nobres)
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Ghunnar Viana Marquardt - Coletivo Batalha da Alencastro (Cuiabá)
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Leandro Faustino Polastrini - Associação Folclórica de Tangará da Serra (Tangará da Serra)
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Vinícius José Hoffmann Bertuol - Grupo Tibanaré (Cuiabá)
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Wanderson Alex Moreira de Lana - Faces de Cultura (Primavera do Leste)
Propostas aprovadas no fórum estadual
Tema central: “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”
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Instituir o Programa Nacional de Fomento Cultura Viva pela Justiça Climática como política pública permanente, com dotação orçamentária própria, reconhecendo os Pontos de Cultura como agentes estratégicos no enfrentamento das desigualdades climáticas, especialmente nos territórios periféricos, comunidades tradicionais e contextos historicamente vulnerabilizados.
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O programa deverá contemplar o fomento às políticas de educação ambiental nos territórios ocupados pelos Pontos de Cultura, garantindo financiamento extra para Pontos e Pontões de Cultura localizados em áreas de reserva ambiental, reservas indígenas, quilombos, em territórios em situação de conflito, em áreas sensíveis a mudanças climáticas que trabalham na proteção do meio ambiente e na ajuda e suporte de populações em risco, relacionados a mudanças climáticas.
Eixo 1 – Plano Nacional Cultura Viva +10 e Justiça Climática
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Viabilizar a destinação de imóveis públicos e privados sem função social para fins de sede dos Pontos de Cultura.
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Ampliar e fortalecer a articulação da Rede de Pontos de Cultura com as redes estaduais de educação e com as instituições de ensino superior, CRAS escolas, unidades de saúde, para que esses espaços funcionem como ambientes de práticas formativas, extensionistas e de promoção de políticas sociais, educacionais e de direitos humanos.
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Ampliar, garantir e assegurar mecanismos de fomento específicos para povos e comunidades tradicionais — incluindo quilombolas, indígenas, pantaneiros, povos de matriz africana, populações em vulnerabilidade, ribeirinhos, ciganos e comunidades rurais, assegurando percentuais proporcionais de vagas e recursos.
Eixo 2 – Governança da Política Nacional Cultura Viva
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Pactuação de protocolos de gestão compartilhada entre o Ministério da Cultura (MinC), as secretarias estaduais de Cultura, o Distrito Federal e os municípios, com definição clara de responsabilidades:
. União: formulação de diretrizes, financiamento estrutural e monitoramento em âmbito nacional;
. Estados/Distrito Federal: articulação territorial, oferta de processos formativos e acompanhamento das ações;
. Municípios: apoio local, disponibilização de infraestrutura e execução integrada das políticas.
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Inclusão da Política Cultura Viva no Plano Nacional de Cultura e nas agendas permanentes dos Fóruns Nacionais de Gestores de Cultura, fortalecendo sua institucionalidade e continuidade.
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Instituição, no âmbito do Ministério da Cultura, do Programa Nacional “Minha Sede, Minha Vida”, destinado a garantir recursos públicos para a aquisição, regularização fundiária ou construção de sedes próprias de entidades culturais, priorizando Pontos de Cultura certificados ou em processo de certificação.
Eixo 3 – Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade
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Garantir recurso financeiro e mecanismos legais nas esferas: municipal, estadual e federal (recursos próprios somados ao recurso da Aldir Blanc) dentro do orçamento público para manutenção permanente das estruturas físicas dos Pontos e Pontões de Cultura em despesas correntes (aluguel, gás, luz, água, internet). Promover aditivos financeiros e programas para o desenvolvimento da economia circular e, também, para processos de circulação dos bens e produtos culturais entre Pontos e Pontões de Cultura;
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Garantir a previsibilidade do financiamento de três anos nos mecanismos de fomento para Pontos e Pontões de Cultura, garantindo sustentabilidade na manutenção e execução das políticas culturais no território em que o Ponto/Pontão está inserido.
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Criar linhas de financiamento para um programa de formação, geração de renda e empregabilidade na cadeia produtiva da cultura para população trans/travesti com oferta de bolsa de formação continuada em formação cultural e elaboração de projeto. Garantir aditivo de valor financeiro para Pontos e Pontões de Cultura que trabalham na proteção, fortalecimento, mobilização e na difusão das práticas e vivências artísticas de comunidades menorizadas, marginalizadas e em vulnerabilidade e/ou risco social.
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