Maranhão
A programação contou com mesas para discussões sobre a Política Nacional Cultura Viva (PNCV) e a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) e os três eixos temáticos propostos para a Teia nacional: 1) Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos; 2) Governança da Política Nacional de Cultura Viva; 3) Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística. .
Também foram apresentadas experiências locais, como as dos Pontos de Cultura Floresta Criativa, Mestre Leonardo e Encantado Brasil Norte. As atividades foram intercaladas por apresentações artísticas, com forte presença das expressões tradicionais e populares maranhenses, como o cacuriá e o tambor de crioula. O Bumba meu Boi de Santa Fé e o bloco afro Akomabu foram atrações do primeiro dia. A participação de pontos de cultura que atuam em territórios rurais, comunidades tradicionais, quilombolas e de terreiro teve destaque ao longo do encontro.
Teia Estadual e 1º Fórum Estadual de Pontos e Pontões de Cultura do Maranhão
Onde: São Luís - Rio Poty Hotel
Quando: 11 e 12 de dezembro de 2025
Quantas pessoas inscritas: 103
Quem realizou o encontro: Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão
Representante do MinC presente: Leandro Anton, coordenador de Articulação da Cultura Viva (SCDC)

- Fórum dos Pontos e Pontões de Cultura do Maranhão
Delegação eleita para a 6ª Teia Nacional:
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Maria Lúcia Gato de Jesus - Coteatro (*)
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Nubiragina Salasar dos Reis - Tambor de Crioula São Francisco
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Janete Mota Lima - Tenda de Umbanda São Sebastião
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Jaqueline Fernandes Martins - Associação dos Umbandistas de Bacabal
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Josilene Brandão da Costa - Ponto de Cultura de Matriz Africana (DANEJI)
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Jucine Azevêdo de Castro - O Príncipe da Baixada
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Jessica de Lourdes Cantanhede Barbosa - Associação Beneficente
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Claudyo Jackson Damascena Simão - Gameleira
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Lúcio Flávio Trindade Avelar - Terreiro de Tambor de Mina Nossa Senhora Santana
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Adailson Sousa dos Santos Trigueiro - Boi Trincheira Querida do Bairro de Fátima
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Joanna Karla da Silva Ferreira - Cooperativa Central de Reforma Agrária
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Liedson Almeida Lemos - Solar Cultural da Terra Maria Firmina dos Reis
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Raimunda Nonata Monteiro Pinto - Nossa Senhora da Vitória
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Emilia Justino Cabral Nazar Neta - Boi de São Simão
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Basílio Costa Curans - Floresta Criativa - Mestre Apolônio
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Imira Reis Brito - Ponto de Cultura Laborarte
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Carlos Eduardo da Silva Palhares - Teatro Ferreira Gullar
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Simei Arrana Dantas - Tambor de Crioula Arte Nossa: a África no Maranhão
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Jessica Mendonça de Carvalho - Casarão Porta e Janela
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Nivaldo Luis Nogueira Nunes - Instituto Ambiental de Desenvolvimento Sustentável da Região de Pericumã
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Ramon Candido Oliveira Silva - Boizinho Expressão Cultural
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Edilson Ferreira - AGLEPS
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Elitiel Pereira de Souza Guedes - Centro de Formação e Capacitação Padre Jósimo
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Manoel de Almeida e Silva - Ponto de Cultura ILEXPP
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Antonio dos Reis Machado - Capoeira Ações da Nossa Identidade Cultural
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Oswaldo de Abreu Monteiro - Ateliê do Sonho SLZ
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Carlos Felipe Pereira do Nascimento - Associação Folclórica Os Teremembeses
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Leidyanne Barbosa de Oliveira - Companhia de Teatro e Dança Arte Livre (Ciatdal)
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Wagner Alves Leite - Associação Artística Cultural Guerreiros da Fé
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João Batista Cunha - Tenda de Umbanda São João Batista
(*) Esta é a lista que figura na ata enviada ao MinC. Em outra lista, o nome de Maria Lúcia Gato é substituído pelo da suplente Narlize Costa Fonseca
Propostas apresentadas no fórum estadual:
Tema central: Pontos de Cultura pela Justiça Climática
Implementar programa intersetorial com a criação de um calendário climático para o fortalecimento da autonomia comunitária, combate ao racismo ambiental, ampliação da participação social nos processos decisórios e impulsionamento de economias sustentáveis baseadas na cultura, ancestralidade e justiça climática, que articule estudos relativos às bacias hidrográficas, cartografia social dos territórios e comunidades tradicionais, salvaguarda de mestres e saberes, tombamento e reconhecimento de territórios tradicionais, educação ambiental e climática, valorização dos saberes tradicionais na saúde, preservação do patrimônio natural e mecanismos de certificação de práticas ancestrais.
Eixo 1 – Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos
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Criação de calendário climático para discutir, conscientizar e promover a temática nas comunidades alcançadas pelos pontos e pontões de cultura.
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Garantir a participação dos conselhos de políticas culturais nas três esferas federativas na elaboração de editais da PNCV e assegurar a continuidade dessas políticas culturais, garantindo participação ativa da sociedade civil na sua implementação e fiscalização.
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Reconhecer os pontos de cultura como espaços de promoção de educação ambiental, memória territorial e integração entre políticas públicas, incluindo a justiça climática como eixo transversal e como agentes de educação popular, produção cultural e valorização dos saberes tradicionais, com prioridade para territórios vulnerabilizados, por conflitos socioambientais em consonância com a legislação ambiental vigente.
Eixo 2 – Governança da Política Nacional de Cultura Viva
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Criação de departamentos para gestão da política nacional cultura viva nas secretarias municipais e estaduais de cultura, visando a implementação eficiente da política, o diálogo com a sociedade civil e o seu fortalecimento nas diferentes vertentes.
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O Ministério da Cultura deve estabelecer em consonância com as gestões estaduais e municipais planos de monitoramento, geração de dados e publicização dos resultados da Política Nacional Cultura Viva nas políticas de fomento cultural.
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O Ministério da Cultura deve atualizar a instrução normativa da Governança da Política Nacional Cultura Viva para garantir e ou reconhecer as instâncias, os fóruns, comissões, GTs temáticos e comitês gestores em consonância com a sociedade civil, que deverá criar normativas internas que orientem tempo de mandatos, periodicidade de reuniões virtuais e ou presenciais, garantindo assim a participação democrática da sociedade civil na gestão da política.
Eixo 3 – Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística
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Criar mecanismos permanentes de fomento, como fundos contínuos, contratos plurianuais e linhas de manutenção que assegurem a continuidade das ações culturais, reduzam a dependência de editais pontuais e permitam planejamento de longo prazo para pontos e pontões de cultura.
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Simplificar efetivamente os processos de acesso e prestação de contas com metodologias adequadas aos perfis dos coletivos culturais, ao mesmo tempo em que se fortalece a articulação entre União, estados e municípios para garantir repasses ágeis, coordenação integrada e implementação homogênea da política em todo o país.
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Reduzir desigualdades regionais por meio de políticas de descentralização que ampliem acesso a equipamentos, formação e tecnologias, valorizando a economia viva dos territórios (periferias, zonas rurais, comunidades tradicionais) e promovendo inclusão digital, mídia livre e inovação como pilares da produção cultural.
SAIBA MAIS
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