Espírito Santo
A 4ª Teia Estadual de Pontos de Cultura e Memória promoveu, entre 27 de fevereiro e 1º de março, o intercâmbio, a articulação e a troca de experiências entre fazedores de cultura no município de Aracruz, que também será sede da 6ª Teia Nacional - Pontos de Cultura pela Justiça Climática, de 19 a 24 de maio.
O primeiro dia do evento foi dedicado à cerimônia de abertura e às apresentações culturais, que começaram com o cortejo dos pontos de cultura, seguido por uma apresentação do Coral Guarani Tape Retxakã e rodas de break e de capoeira. No sábado foi a vez do 4º Fórum Estadual dos Pontos de Cultura, instância destinada à discussão, troca de experiências e avaliação das atividades desenvolvidas dentro da Cultura Viva, em âmbito estadual.
Além do fórum, a programação contou com três oficinas conduzidas por mestres da cultura popular: Mestra Maria Laurinda, do Grupo de Caxambu Santa Cruz do Quilombo de Monte Alegre; Mestra Gessi Cassiano, do Jongo de Santa Bárbara da Comunidade Quilombola de Linharinho; e Mestre Felipe, da banda de congo de Bicanga.
No último dia, na plenária final, foram apresentadas as resoluções dos grupos de trabalho, a “Carta dos Pontos de Memória reunidos na Teia da Memória do Espírito Santo” e a moção para inclusão de um GT de Memória na Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNPdC).
4ª Teia Estadual de Pontos de Cultura e Memória do Espírito Santo
Onde: Aracruz - Sesc Praia Formosa
Quando: De 27 de fevereiro a 1º de março de 2026
Quem realizou o encontro: Governo do Estado, por meio da Secretaria da Cultura (Secult), em parceria com o MinC e com a Rede Estadual Cultura Viva.
Representante do MinC presente: Carolina Freitas, coordenadora de Planejamento e Sistema da Cultura Viva

- Foto: Rudson Azeredo
Delegação eleita para a 6ª Teia Nacional:
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Rosimar Silva Domingos - Caxambu do Horizonte (Alegre)
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Josiléia dos Santos do Nascimento - Associação de Mulheres Jongueiras Quilombolas de São Cristóvão - AMJQSC (São Mateus)
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Nágila dos Santos Alves - Instituto Cultura + (Linhares)
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Raízes Santana de Paula - Ponto de Cultura Carapoeira (Serra)
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José Geraldo Furtuna da Silva - Associação Cultural 100% Capoeira (Aracruz)
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Fabricio de Jesus Santos - Grupo Estirpe (Mucurici)
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Francisca Clara de Assis Salles da Silva Lopes - Biblioteca Ruth Salles (Cariacica)
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Jackson Ferreira Santos - Projeto Boca a Boca (Vila Velha)
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Barbara Favalessa Almeida - Pontão Indígena Taba Okara (Aracruz)
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Marcelo Oliveira da Silva - Associação Indígena Guarani Ka'agwy Porã (Aracruz)
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Bruno Joaquim Siqueira - Associação Indígena Tupinikim da Aldeia Irajá (Aracruz)
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Diego Meireles Rocha - Produção Cultural TDT (Ibiraçu)
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Iberê Sassi - Instituto Goiamum (Serra)
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Adriele Nascimento Coelho - Agência de Desenvolvimento Social Jovem - Adesjovem (Viana)
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Yago Moreira da Silva - Tempestade Alternativa (Aracruz)
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Miguel Lima - Instituto Urbano (Colatina)
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Vitor Fernandes Sibien - Coletivo Biosfera (Aracruz)
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Ivani Maria Gomes - Banda de Congo de São Benedito de Itaparica (Aracruz)
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Elinete Antunes do Nascimento - Banda de Congo São Benedito e São Sebastião (Serra)
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Geovan João Alves da Silva - Rede de Pontos de Cultura REMA - Rede de Matriz Africana (Cariacica)
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Hildete Jorge - Criarte (Aracruz)
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Rosângela Caus - Banda de Congo Raízes da Barra (Vila Velha)
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Debora Christine Barros Schulz - Instituto Sociocultural Casa Amarela (Vila Velha)
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Bruno Scopel Depizzol - Associação Amigos da Justiça (Ibiraçu)
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Tiago Uliana Fagundes - Instituto GG5 de Desenvolvimento Comunitário (Vila Velha)
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Genildo Coelho Hautequestt Filho - Associação de Salvaguarda do Patrimônio Imaterial Cachoeirense (Cachoeiro de Itapemirim)
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Carlos Francisco Ola - Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira (Guaçuí)
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Fernanda de Oliveira Vieira - Coletivo Nanda Produções (Serra)
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Joana Francisco da Penha - Afrochaves (Alfredo Chaves)
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Luciana Araújo - Ponto de Cultura Odara Coletivo de Arte (Aracruz)
Propostas apresentadas no fórum estadual:
Tema central: Cultura Viva pela Justiça Climática
. Criação de um Programa Nacional Cultura Viva e Justiça Climática, estruturado de forma integrada e permanente, com fomento direto, plurianual e desburocratizado aos Pontos e Pontões de Cultura, articulado a um Fundo Nacional de Justiça Climática para a Cultura, abastecido por mecanismos de captação pública e por contrapartidas obrigatórias de empresas cujas atividades impulsionam a crise climática.
O programa deverá assegurar a proteção jurídica, econômica e territorial dos saberes e fazeres tradicionais de mestres e mestras, especialmente povos e comunidades originárias e tradicionais, instituindo instrumentos legais de salvaguarda e defesa frente a grandes empreendimentos extrativistas, bem como linhas específicas de apoio à sustentabilidade cultural nos territórios.
Propõe-se, ainda, a realização de pesquisa nacional contínua sobre as condições de existência, trabalho e infraestrutura dos Pontos de Cultura e os impactos da emergência climática em seus territórios, produzindo dados que orientem políticas de mitigação, adaptação e transição ecológica no âmbito da Política Nacional Cultura Viva, garantindo que cultura, justiça social e justiça climática sejam dimensões indissociáveis do desenvolvimento do país.
Eixo 1 – Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos
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Reconhecer, garantir e estruturar dentro da Política Cultura Viva ferramentas de fomento para pontos de cultura que atuem com projetos exclusivamente voltados para a cultura das infâncias e juventudes.
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Implementar a Política Nacional Cultura Viva com a realização de seminários estaduais alternados com a realização das teias nacionais, com garantia de recursos para a sua realização através do Sistema Nacional de Cultura.
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Diminuir a idade mínima para reconhecimento das mestras e dos mestres das culturas tradicionais para 50 anos, com 20 anos de práticas comprovadas.
Eixo 2 – Governança da Política Nacional de Cultura Viva
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Facilitação de acesso dos agentes culturais ao letramento técnico para gestão cultural, através de compromisso jurídico firmados entre os Pontos e Pontões de Cultura e gestão pública, como garantia de permanência para o fomento continuado do Cultura Viva.
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Manter a participação fortalecida, deliberativa e legítima dos fóruns, comitês, conselhos municipais e estadual que representam a sociedade civil no processo de definição do uso dos recursos das leis de incentivo nos municípios e Estado e a construção de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da Cultura Viva.
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Institucionalizar o pacto de governança federativa: leis e fundos municipais para orçamento contínuo, trocando editais temporários por fomento contínuo, garantindo suporte técnico a Pontos e Pontões, unindo gestão compartilhada e sustentabilidade financeira, social e ambiental.
Eixo 3 – Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística
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Desenvolvimento e ampliação dos serviços da plataforma Cultura Viva para incluir comércio eletrônico dos Pontos de Cultura.
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Programa Nacional de Profissionalização e Qualificação Técnica para os Pontos de Cultura.
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Ampliar o orçamento de 12,6% para 20% do Programa Cultura Viva para manutenção dos Pontos de Cultura e criação de novas modalidades de investimento para os Pontos.
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