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Gestores culturais discutem integração entre leitura comunitária e Cultura Viva durante a Teia Nacional 2026
Roda de conversa – Foto: Washington Kuipers
Representantes de Pontos e Pontões de Cultura de diferentes regiões do país participaram, nesta sexta-feira (22), de uma roda de conversa sobre o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e a Política Nacional Cultura Viva (PNCV), durante a programação da 6ª Teia Nacional, realizada no SESC Formosa, em Aracruz, no Espírito Santo.
O encontro reuniu gestores culturais, representantes de bibliotecas comunitárias e agentes da Cultura Viva para discutir estratégias de fortalecimento das políticas públicas de incentivo ao livro, à leitura e à literatura, especialmente nos territórios periféricos, rurais e tradicionais.
Durante a atividade, o diretor de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, Jéferson Assumção, destacou que o novo Plano Nacional do Livro e Leitura, lançado em abril deste ano pelo Governo Federal, estabelece metas para os próximos dez anos e busca ampliar o acesso da população aos espaços de leitura.
Segundo ele, uma das prioridades é fortalecer a conexão entre bibliotecas públicas e bibliotecas comunitárias e os Pontos de Cultura têm papel importante na democratização do acesso ao livro e à leitura em todo o Brasil.
“Estamos articulando as bibliotecas comunitárias com a Cultura Viva para fortalecer essa integração com os Pontos de Cultura e ampliar o acesso à leitura no Brasil. A proposta é criar ambientes cada vez mais favoráveis às comunidades leitoras, conectando iniciativas que já desenvolvem esse trabalho nos territórios.”
De acordo com o diretor Jéferson, o Mapa de Eventos Literários do Brasil já contabiliza 450 eventos mapeados, entre bienais, feiras do livro, feiras de bairro e festas literárias que crescem em diferentes regiões do país. Somente a Bahia concentra 101 festas literárias. Além disso, cerca de 2 milhões de brasileiros participam de clubes de leitura.
Representando o Rio Grande do Norte, Ricardo Buihú, do Ponto de Cultura Brinquedoteca Itinerante e Popular e da Biblioteca Comunitária Professora Salizete Freire, destacou a importância da leitura como instrumento de cidadania e transformação social.

- Ricardo Buihú - Foto Washington Kuipers
“Mesmo com toda a tecnologia, o livro continua sendo fundamental para a educação. Trabalhamos o livro como instrumento de cidadania, memória e brincadeira, unindo leitura, brinquedos populares e cantigas de roda.”
O Amazonas também esteve representado no debate por meio do gestor do Pontão de Cultura Marquesiano, Waldir Júnior, que relacionou a discussão nacional às ações desenvolvidas pelo projeto “Fábulas e Apólogos da Amazônia”, iniciativa de incentivo à leitura realizada em comunidades rurais e ribeirinhas de Manaus e do interior amazonense.

- Waldir Júnior - Pontão de Cultura Marquesiano Amazonas
Segundo ele, a participação no encontro fortalece o trabalho desenvolvido no território amazônico e amplia o acesso às informações sobre políticas públicas voltadas ao livro e à leitura.
“A gente retorna a Manaus com mais bagagem, mais informações e possibilidades para compartilhar com escritores, poetas e agentes culturais que desejam desenvolver suas produções e acessar políticas públicas voltadas à literatura”, afirmou Waldir Júnior.
A 6ª Teia Nacional segue até o dia 24 de maio, reunindo representantes da Rede Cultura Viva de todas as regiões do país, com debates, apresentações culturais, rodas de conversa e atividades formativas voltadas à valorização da diversidade cultural brasileira.
Por: Edilene Barbosa
Cobertura Colaborativa Teia 2026