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Cacica lidera Cortejo Indígena na TEIA Nacional em Aracruz
Grupo Guerreiros Tupinikim da aldeia Irajá – foto: Thaís Gobbo
Marcela Rocha, conhecida como Cunhatã, é uma importante liderança indígena Tupinikim em Aracruz, único município capixaba com áreas aldeadas. O local abriga duas etnias Tupinikim e Guarani, distribuídas em 12 aldeias.
A única cacica da região é da Aldeia Irajá, que realizou um cortejo do grupo Guerreiros Tupinikim, na Teia Nacional. Para a cacica, o momento representa uma oportunidade de troca cultural importante.
“Para nós é gratificante, porque estamos mostrando um pouco da nossa cultura, um pouco da nossa dança, mostrando a nossa pintura. E a gente também vai estar levando um pouco da cultura de outras pessoas, de outros povos também que estão participando da Teia.”
Além do intercâmbio cultural, Marcela destaca também a luta por mais respeito e dignidade aos povos indígenas e pela igualdade de direitos para as mulheres na ocupação dos espaços. Ela explica como é ser cacica no contexto atual.

- Cacica Marcela à direita e sua filha Îusara - Foto: Thais Gobbo / Varal Agência de Comunicação
“Ser cacique mulher não é fácil, principalmente neste século em que a gente ainda está vivendo. É um período em que a mulher convive com o machismo, com o racismo. Muitas das vezes querem nos calar, mas nós mulheres temos que nos posicionar e dizer para o povo que nós mulheres também temos a nossa voz, e a nossa voz não pode ser calada. É cada mulher abraçar a causa de si própria, porque assim nós vamos ter um mundo com uma igualdade melhor.”
A Teia Nacional segue em Aracruz até o dia 24 de maio, com mais de 200 atividades gratuitas, como shows, cortejos, cinema, feiras criativas, rodas culturais e encontros para debater políticas relacionadas à cultura, ao território e ao meio ambiente.
Por: Edilene Barbosa
Cobertura Colaborativa Teia 2026