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SUDESTE
4º Fórum Paulista dos Pontos de Cultura reúne representantes de 600 grupos culturais
Foto: Rogério Capela
Com mais de 800 participantes e 600 grupos e entidades culturais representados, o 4º Fórum Paulista dos Pontos de Cultura terminou neste domingo (1º), em Campinas. Ao longo de quatro dias, o evento promoveu debates, formações, construção coletiva de propostas e a celebração da diversidade cultural do estado, que tem a maior rede da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) do país. Atualmente, São Paulo soma mais de 2.700 integrantes no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, distribuídos em 392 municípios.
Realizado pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas de São Paulo e a Comissão Organizadora, o Fórum contou com o apoio do Ministério da Cultura (MinC), do Pontão de Cultura Areté e da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC). Sob o tema Cultura Viva Tecendo o Bem Viver, o encontro serviu como etapa preparatória da rede paulista para a 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática, que ocorrerá entre 24 e 29 de março, em Aracruz (ES).
“O 4º Fórum Paulista dos Pontos de Cultura foi um espaço oportuno onde a diversidade cultural se encontrou, celebrou e estreitou as relações sociais. Foi um convite à reflexão sobre a importância da cultura como instrumento de coesão social e fortalecimento da cultura como política”, destacou o diretor de Promoção das Culturas Tradicionais e Populares do Ministério da Cultura (MinC), Tião Soares.
O diretor da PNCV, João Pontes, também participou das atividades. Destacou a importância de Campinas na história da Cultura Viva e o compromisso do Governo Federal em garantir recursos para fortalecer a cultura de base comunitária. De acordo com o Ministério da Cultura, São Paulo foi contemplado com mais de R$ 91 milhões para investir em sua rede de pontos e pontões de cultura neste segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).
“Foi um momento potente de diálogo, de reflexão, de construção e teve uma marca muito importante: a Economia Solidária, com o Banco Cultura Viva e a Isabelita, que foi a moeda social utilizada. Teve debates muito qualificados, encontros de gestores, encontros dos pontos, a eleição dos pontos para a Teia Nacional. Tem um simbolismo muito importante porque o Fórum Paulista foi realizado em Campinas, que é um dos berços da Cultura Viva, uma cidade que inspirou o então programa em 2004”, defendeu João Pontes.
Programação
As atividades ocuparam o Teatro Municipal Castro Mendes, a Sala dos Toninhos e a Casa do Hip-Hop. O evento começou na quinta-feira (26), com o credenciamento dos participantes, a cerimônia de abertura institucional e um cortejo cultural. Na sexta (27), o dia foi dedicado às discussões sobre o regimento interno e às atividades formativas sobre o histórico da política e os investimentos federais.
Já no sábado (28), os participantes se reuniram em eixos temáticos para a construção de propostas e a realização da plenária para aprovar o documento final e eleger a delegação paulista para a 6ª Teia Nacional. O encerramento, no domingo (1º), ficou por conta do Encontro “Ponto a Ponto”, dedicado à troca de experiências e à despedida das delegações.
“O Fórum Estadual da Cultura Viva é um espaço fundamental de escuta, articulação e fortalecimento da rede de pontos de cultura no estado. É onde consolidamos diretrizes, organizamos a governança e reafirmamos o compromisso com uma política pública construída de forma participativa”, explicou a diretora de Fomento à Cultura, Economia e Indústria Criativas, Liana Crocco, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado.
A programação incluiu ainda uma homenagem a mestres e mestras que marcaram a trajetória da Cultura Viva no estado: Mãe Izabel, Mestre Alceu, Professora Neide, Mãe Eleonora, Mestre Lumumba, Babá Paulo e Marcos Pardim. A cerimônia reconheceu o papel dessas lideranças na preservação de saberes tradicionais e na transformação social por meio da cultura.