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Presidente do Coaf participa da 7ª Reunião da LAC LEN e destaca desafios no rastreamento de criptoativos
, Ricardo Saadi ressaltou a importância da análise de blockchain como ferramenta de inteligência financeira para identificação de fluxos ilícitos, mapeamento de redes transnacionais e apoio à recuperação de ativos.
O presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Andrade Saadi, participou da 7ª Reunião da Rede de Agentes de Combate à Corrupção da América Latina e do Caribe (LAC LEN), iniciada em 24 de fevereiro de 2026. O encontro foi aberto pela Controladoria-Geral da União (CGU) e reuniu representantes de 14 países, além de organismos internacionais como o Federal Bureau of Investigation (FBI), a Interpol e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
A programação incluiu sessões temáticas voltadas ao enfrentamento da corrupção transnacional e do crime organizado, com ênfase em cooperação internacional, recuperação de ativos, responsabilização de pessoas jurídicas e intercâmbio de experiências entre autoridades de fiscalização, investigação e persecução penal.
No âmbito da Sessão 5 — “Rastreamento, apreensão e confisco de criptoativos e outros ativos digitais em investigações transnacionais de corrupção e crime organizado” — o presidente do Coaf destacou os desafios relacionados ao uso crescente de criptoativos por organizações criminosas e a necessidade de aprimoramento contínuo das capacidades técnicas das unidades de inteligência financeira.
Em sua intervenção, Ricardo Saadi ressaltou a importância da análise de blockchain como ferramenta de inteligência financeira para identificação de fluxos ilícitos, mapeamento de redes transnacionais e apoio à recuperação de ativos. Enfatizou, ainda, que a eficácia dessas medidas depende da integração entre autoridades nacionais e da cooperação estruturada entre unidades de inteligência financeira e órgãos de persecução penal em diferentes jurisdições.
O presidente do Coaf também salientou que a crescente digitalização dos instrumentos utilizados pelo crime organizado impõe desafios regulatórios e operacionais, exigindo atualização permanente de metodologias analíticas, intercâmbio tempestivo de informações e harmonização de procedimentos internacionais.
A reunião foi copresidida pelo Brasil, representado pelo secretário de Integridade Privada da CGU, Marcelo Pontes Vianna, e pela Costa Rica, por meio da procuradora adjunta do Ministério Público daquele país, Tattiana García Chaves.
A participação do Coaf no encontro reforça o compromisso institucional do Brasil com o fortalecimento dos mecanismos de prevenção e combate à lavagem de dinheiro, à corrupção e ao financiamento de atividades ilícitas, bem como com o aprimoramento da cooperação internacional em matéria de inteligência financeira.
Fonte: Coaf