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PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Superlive inicia formação de 20 mil agentes territoriais de governo
A primeira edição de um conjunto de encontros de formação virtual com agentes territoriais que atuam nas mais diversas políticas públicas federais aconteceu nesta terça-feira, 10, no Palácio do Planalto em Brasília com participação do Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, e do secretário Nacional de Economia Popular e Solidária, Gilberto Carvalho.
A iniciativa foi transmitida online e integra um projeto mais amplo que visa qualificar os profissionais, não só na política pública em que atuam, mas de uma forma transversal como agente territorial de governo.
Os temas das lives são propostos por uma comissão interministerial que também planeja, mobiliza e acompanha o processo de formação tanto presencial quanto virtual dos agentes territoriais.
Os encontros virtuais têm como objetivo apresentar e debater questões como as funções de um agente territorial, os pontos comuns entre os agentes territoriais de diferentes políticas públicas, os temas transversais, a articulação intersetorial e os projetos de formação para fortalecer o trabalho dos agentes territoriais.
Para o ministro Guilherme Boulos, a iniciativa dos encontros é fundamental para ouvir os agentes e para o governo federal agir para que o trabalho dos agentes territoriais esteja em sintonia com o que está sendo feito pelo governo em Brasília, fortalecendo o diálogo com a população. “Os agentes territoriais são um fluxo de relação do governo com a sociedade de maneira permanente. Esse papel é chave. Estou falando isso, inclusive, para jogar mais peso no ombro, nas costas, do tamanho da responsabilidade que é a relação com a sociedade, ela se dá também hoje através das redes sociais, não tem nada que valha e substitua o olho no olho, o pé no barro, o tomar um cafezinho junto e o sentir o que a pessoa tá falando. Quem faz isso são os agentes territoriais e por isso a gente propôs esse momento”, disse Boulos.
Já o secretário Gilberto Carvalho destacou que os territórios são importantes porque é onde a vida acontece de fato e que, progressivamente, há um distanciamento entre as políticas públicas e a realidade dos territórios. “Você de Brasília realiza ou determina a realização de obras ou de ações e, muitas vezes, não se dá conta do que o que se passa no cotidiano da vida concreta das pessoas. Então, para nós, o território ganhou essa importância porque nós entendemos que é importante suscitar em cada canto lá nas pontas do país nesse processo de diálogo mais intenso possível. ”, afirmou Carvalho.
A expectativa é que mais 5 encontros sejam realizados até o mês de julho desse ano. Um segundo encontro será feito em março, abordando o tema da violência contra a mulher e o Pacto Nacional contra o Feminicídio; em abril, tratando sobre racismo estrutural; em maio, falando sobre o fim da escala 6x1; em junho, com o tema soberania nacional e democracia; e em julho o diálogo será sobre comunicação popular e Educomunicação e a taxação dos super ricos.