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GOVERNO DO BRASIL NA RUA
Moradia digna retomada
- Foto: RUY CASTRO\ASCOM\SGPR
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, visitou nesta quinta-feira o Residencial Getúlio Alves Barbosa, empreendimento do programa Minha Casa Minha Vida, localizado no bairro Santa Maria, na região do Jardim Recreio, uma das maiores periferias urbanas de Sergipe.
A obra foi iniciada durante o governo da então presidenta Dilma Rousseff, ficou paralisada por seis anos e foi retomada no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A agenda contou também com a presença da secretária nacional de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Izadora Brito.
O empreendimento é composto por cinco torres de sete andares, com dois elevadores em cada bloco e oito apartamentos por andar, totalizando 280 moradias. As unidades possuem três quartos e cerca de 60 metros quadrados. O projeto integra a modalidade Entidades do programa e atende famílias da Faixa 1, voltada à população de menor renda.
Erguido em regime de autogestão, o residencial teve as obras retomadas em janeiro de 2024, com previsão de entrega para abril de 2026. O investimento do Governo Federal é de aproximadamente R$ 39,3 milhões.
Além das moradias, o residencial contará com espaços de convivência e lazer, incluindo quatro salas comunitárias, destinadas a jogos, internet e estudos, vídeo e TV e brinquedoteca, além de salão de festas, quadra de futebol society e área de churrasqueira.
Pelas regras atualizadas do programa no atual governo, famílias beneficiárias do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) não pagarão pelas moradias. Já os demais contemplados terão prazo reduzido de pagamento, limitado a cinco anos.
Durante a visita, o ministro conversou com moradores e acompanhou de perto a realidade das famílias atendidas pelo programa. Entre elas está Raimunda Arruda de Alencar, 59 anos, servidora pública do Estado de Sergipe, mãe de uma filha e avó de dois netos. Ela contou que participou diretamente das obras do residencial para garantir a casa própria.
“A gente fazia tudo. Trabalhava oito horas semanais. Eu trabalhava nos domingos, como auxiliar de pedreiro”, relatou.
Raimunda também lembrou do período em que as obras ficaram paradas. “Ficamos sem esperança nesses seis anos. A gente brigava na rua para eleger o presidente, porque ele pensava no pobre.”
Ela ainda destacou as dificuldades antes de conseguir acessar o programa. “Eu chegava na imobiliária e o salário nunca dava. Conseguiram me encaixar dentro do que o programa pediu. Foi assim que eu consegui ter a minha casa.”
A filha de Raimunda, Emilli Alencar Sales, também foi contemplada pelo programa. Mãe e filha serão proprietárias de um apartamento de três quartos no residencial, garantindo mais segurança e dignidade para a família.
O projeto também tem forte presença de mulheres chefes de família entre os beneficiários, que representam cerca de 75% das moradias, além de atender um número significativo de trabalhadores informais.