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Diretoria de Parcerias com a Sociedade Civil visita iniciativas de reintegração social de mulheres no Espírito Santo
Foto: DPSC - ASCOM | SGPR
A Diretoria de Parcerias com a Sociedade Civil visitou, nesta quarta-feira (27), a Fazenda Santa Casa e o Viveiro São Francisco, no Espírito Santo: iniciativas que recebem todos os duas mulheres privadas de liberdade para atividades de formação prática e trabalho remunerado no contexto da produção agroecológica. As mulheres trabalhadoras se deslocam diariamente da unidade prisional às propriedade, executam suas tarefas do cotidiano, recebem formações, salário e têm direito à remição de pena. As experiências integram produção agroecológica, acompanhamento psicossocial e ações de apoio à autonomia econômica.
Nas duas unidades, o trabalho funciona como eixo de reintegração social e construção de ofício. As trabalhadoras atuam em atividades como: produção de mudas nativas da Mata Atlântica a partir de sementes crioulas; manejo de sementes crioulas; preparação de mudas para recuperação de nascentes e matas ciliares; cultivo de hortaliças; produção de ovos e queijos; manejo agroecológico integrado; outras ações de geração de renda envoltas no contexto da Agroecologia.
Durante a visita, as trabalhadoras relataram como o trabalho diário tem sido um espaço concreto de reconstrução de rotina, autoestima e sentido; sempre com atenção para preservar identidades e trajetórias. O coordenador do projeto, Sérgio Mariano, destacou os seis anos da iniciativa:
“Esse projeto, que carrega o nome de ‘Cuidar de Vidas’ da Santa Casa de Cachoeiro, é mais um envolvimento no cuidado de vidas. Ele completou seis anos e tem o propósito de ressocializar um grupo de mulheres privadas de liberdade com o compromisso de produzir alimentos saudáveis e frescos para atender pacientes e funcionários do hospital. Temos um resultado surpreendente nesse processo de resgate da autoestima, além do aprendizado de novas tarefas, como trabalhar com a terra, com animais de leite e de corte e também galinhas poedeiras. Ganha as detentas em final de pena, com salário e remissão de pena, e ganha o hospital com alimentos de qualidade”.
Sérgio Mariano também comentou sobre o trabalho no Viveiro. Segundo ele, “o projeto de produção de mudas no viveiro São Francisco trabalha com ressocialização de mulheres, em especial aqueles em final de pena. Nesse caso, além da ressocialização, o objetivo nobre do projeto é também reflorestar encostas, nascentes e recomposição de áreas degradadas da Mata Atlântica”.
Ramon Jung Pereira, coordenador-geral de Parcerias com a Sociedade Civil, completa: "o que vimos aqui são experiências sólidas, que integram trabalho, formação prática, Agroecologia e cuidado. É impressionante ver como o trabalho, quando aliado a acompanhamento e respeito, abre novas possibilidades para mulheres trabalhadoras que estão reconstruindo suas vidas. A partir desse encontro, a Diretoria abre novos diálogos para aprimorar a cooperação entre Estado e sociedade civil e fortalecer iniciativas que têm produzido resultados concretos nos territórios a partir de projetos realmente integrais, com métodos diferentes e, consequentemente, resultados diferentes”.
