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Seminário discute justiça climática e saúde nas periferias
- Foto: VINÍCIUS REIS\ASCOM\SGPR
No Dia Mundial do Meio Ambiente, o seminário “Justiça Climática e Saúde nas Periferias” reuniu no auditório da Secretaria-Geral da Presidência da República, no Anexo I do Palácio do Planalto, em Brasília (DF), representantes de moradores de periferias de todo o Brasil. O evento discutiu os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde de populações periféricas.
Promovido pela Secretaria de Diálogos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o seminário contou com a participação de especialistas, gestores públicos e movimentos sociais para contribuir para a construção de políticas públicas voltadas às periferias.
A abertura contou com a presença da secretária nacional de Diálogos e Articulação de Políticas Públicas da SGPR, Kenarik Boujikian, que chamou a atenção para importância do debate para mostrar o quanto a injustiça climática e de saúde atinge os periféricos no Brasil. “A gente precisa da justiça climática para a dignidade humana no sentido macro, e justiça prevê equidade e como a equidade está passando muito longe das periferias do Brasil, vem a injustiça”, afirmou Boujikian, citando dados de acesso a saneamento no Brasil como exemplo.
Adalberto Maluf Filho, secretário de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, lembrou que as mudanças climáticas impactam muito a vida de todos e, “por isso, é importante esse diálogo, esse debate para discutir justiça climática, transição energética justa, racismo ambiental, em especial, unificando a agenda de saúde, meio ambiente, educação ambiental, cultura, participação social e governança”. ”A agenda ambiental e de saúde certamente são as duas agendas mais transversais. O Ministério do Planejamento publicando um documento sobre a agenda transversal do meio ambiente que é hoje a agenda número um em transversalidade”, disse Maluf Filho
Estudos mostram que as periferias urbanas e rurais concentram a maior parte da população negra, indígena e de comunidades tradicionais e são desproporcionalmente afetadas por desastres ambientais, falta de saneamento, poluição e calor extremo. O seminário propõe um olhar atento a essas realidades, valorizando também os saberes, resistências e soluções produzidas nesses territórios.
A programação teve mesas de debate sobre racismo ambiental, resiliência comunitária, ações intersetoriais em saúde e a construção do Plano de Ação de Saúde de Belém, em preparação à COP30, que será realizada em novembro de 2025.