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PARTICIPAÇÃO SOCIAL
Participantes encerram Jornada de Formação e Integração exaltando a diversidade do grupo
- Foto: GRACCHO\ASCOM\SGPR
A Secretaria Nacional de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República encerrou os três dias da Jornada de Formação e Integração de Consultores e Consultoras para trabalhar com os fóruns de participação social nos estados e no Distrito Federal, com orientações para as primeiras tarefas previstas para março. Os planos de trabalho devem detalhar as ações para diálogo com movimentos sociais, organizações e redes da sociedade civil, além de gestores das políticas públicas do governo federal nos territórios.
Os consultores(as) vão dar suporte técnico e metodológico para os fóruns de participação social criados para contribuir na implantação do Programa de Participação Social e Educação Popular nos Territórios. A iniciativa está prevista em projeto de cooperação técnica internacional firmado com a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), de fortalecimento institucional e inovação das ações e programas da Secretaria Nacional de Participação Social.
Os participantes da jornada de formação e integração avaliaram que a metodologia e o conteúdo aplicados pela Secretaria Nacional de Participação Social foram adequados para nortear o trabalho do grupo nos territórios e contribuíram para mostrar a diversidade das consultorias.
A consultora Idyane França, de Natal, volta para casa convicta da importância do trabalho que vai desenvolver no Rio Grande do Norte para que a participação social chegue em todos os territórios. Ela avalia que os três dias da Jornada de Formação e Integração dos Consultores e Consultoras que atuarão junto aos fóruns de participação social nos estados e no Distrito Federal foram suficientes para iniciar as atividades. “Eu levo desafios, primeiramente, porque realmente é um desafio grande se a gente for analisar, porque não é tão simples assim diante das estruturas sociais que vivemos. Ao mesmo tempo, eu levo esperança que esse projeto vingue e possa ter de fato o objetivo alcançado, porque vai ser de suma importância para nação brasileira.” Para Idyane, apesar de partir da mesma metodologia para o país todo, será necessária uma adaptação respeitando a diversidade dos estados e do Distrito Federal.
A consultora Jéssica Macena, de Aracaju, ressaltou a riqueza da troca de experiências dos participantes para desenvolver a consultoria em Sergipe. “Eu saio com mais aprendizado na bagagem, mais coisas para compartilhar no meu estado. Estou também muito ansiosa para ouvir e para poder levar o conhecimento que eu agreguei nesses três dias que passei aqui.” Jéssica considera atuar para o enraizamento da participação social e da educação popular nos territórios e para diminuir a negação da política permitindo que as pessoas sintam-se parte do processo e incluídas nas políticas públicas do governo federal. “Eu achei as dinâmicas muito legais, ficou tudo muito lúdico. Assim, não ficou uma coisa maçante, cansativa. Ficou de uma forma leve e que a gente conseguiu absorver o máximo possível”.
O consultor Rodolfo Rodrigues Nascimento, de Cuiabá, concorda: “Foi uma experiência riquíssima, compartilhar tantos conhecimentos com os companheiros ao redor do Brasil. E, principalmente, para essa grande responsabilidade de trabalhar com participação social no meu estado, com toda essa bagagem que a gente construiu aqui ao longo desses dias.” Rodolfo disse que a programação foi muito bem organizada e que pretende compartilhar com os movimentos sociais do Mato Grosso para chegar ao resultado que deve alcançar.
A consultora Jaycelene Maria da Silva Brasil, de Rio Branco, destacou que foi fundamental entender em detalhes o seu papel enquanto consultora de participação social e educação popular no seu estado, o Acre. “É uma bússola orientativa dentro de todos os outros detalhes que vieram. Alguns mais burocráticos e mais institucionais desse processo, com incidência no meu território, no caso, a Amazônia. Ela já exerce atividades de defesa dos direitos humanos e de educação popular. “É um elemento inspirador de aprimoramento para o meu fazer, porque é sempre bom a gente estar se aprimorando. Nesse momento, essa troca é territorial com outros estados do Brasil. A gente tá juntando a educação popular quando há essa benção da Amazônia, do meu território. As raízes afro amazônicas, afroindígenas, de valorização dos povos originários da Amazônia, são super importantes dentro desse processo de formação para educação.”
A consultora Ana Cleia Ferreira Rosa, conhecida como Kika, da cidade de Porto Nacional, no Tocantins, disse que está levando conhecimento para desempenhar o seu papel no estado. “Na verdade, uma gama de informação, que preciso, inclusive, sistematizar. Entendemos a importância dos consultores de levar essa política de participação social para os nossos territórios”. Kika considera uma responsabilidade gigantesca, melhor orientada a partir da jornada. “A gente precisa dialogar com diferentes movimentos sociais. Vou com uma clareza maior de saber como chegar com essas políticas na ponta através da organização dos movimentos sociais. E procurar estratégias de como enxergar a educação popular em determinado território”.
O consultor Denivan Costa de Lima, de Maceió, acredita que os aprendizados vão qualificar as consultorias. “Foram três dias de informações para a gente que vai estar no território. Deu subsídio para pensar como agir diante das dificuldades que a gente passa atualmente. Então eu acho que foi importante no sentido de que nos deu referência de território, por exemplo, e sobre como trabalhar a educação popular mais participativa”. Ele se sente mais preparado e mais seguro para a construção do plano do trabalho e do próprio trabalho em Alagoas. “Tem pessoas de vários lugares aqui, e a gente percebe que algumas dinâmicas são parecidas, algumas problemáticas, outras são totalmente diferentes, cada estado trazendo suas questões específicas. Gostei dessa diversidade, é um grande aprendizado.”
Cleudo Gomes, de Cabedelo, na Paraíba, também avaliou que as conversas com pessoas do Brasil inteiro contribuíram para a compreensão do trabalho no país. “Cada um volta para o seu estado e vai atuar da mesma maneira. Mas o objetivo e o desafio de todos é o mesmo. Eu acho que as potencialidades são as mesmas, porém elas têm especificidades em virtude das disputas regionais, em virtude dos arranjos que existem em cada estado, e a compreensão dos movimentos sociais de seu papel”. Ele exaltou a diversidade do grupo. “Foi de uma riqueza extraordinária. Porque quando você pega as cinco regiões do país, você pega a diversidade de atores sociais e atrizes. O que nós trouxemos para consultoria é incrível. A gente tem um indígena, a gente tem uma pessoa trans, a pessoa não binária, tem homens negros e mulheres negras, pessoas do Candomblé. É isso, é a diversidade do nosso país.”