O ano de 2025 marca um momento especial para a cultura brasileira: a celebração de mais de 20 anos de parceria entre a Petrobras e o renomado Grupo Galpão. Por meio do Programa Petrobras Cultural, a companhia reafirma seu papel de liderança no fomento à arte, garantindo a manutenção e a circulação de uma das companhias teatrais mais importantes do país.
Esse apoio é essencial para que o Galpão, sediado em Belo Horizonte (MG) e fundado em 1982, mantenha sua capacidade de pesquisa e criação, levando o teatro a públicos diversos de todo o território nacional, do Norte ao Sul do Brasil, e a festivais internacionais (América Latina, América do Norte e Europa). Mais de um 1,9 milhão de pessoas, de cerca de 700 cidades, no Brasil e no exterior, já assistiram aos espetáculos do Galpão.
Circulação e formação em foco
O projeto de 2025, focado na manutenção e programação do Grupo Galpão, inclui uma série de atividades de grande impacto:
- Nova Montagem: Circulação da 27ª montagem do Grupo, baseada no romance Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, com direção e dramaturgia de Rodrigo Portella.
- Oficinas Formativas: Realização de 20 oficinas com o elenco e a equipe de gestão do Galpão, compartilhando mais de 40 anos de experiência teatral e de gestão cultural.
- Conteúdo Digital: Produção de conteúdo para plataformas virtuais, incluindo materiais de bastidores, registros de apresentações emblemáticas — como a estreia nacional — e conteúdos formativos que apresentam o processo criativo do Grupo.
Estabilidade para a arte: a voz de quem faz
Para Beto Franco, ator e um dos fundadores do Grupo Galpão, o patrocínio público é um pilar de sustentação: "Ter uma parceira sólida como a Petrobras permite que o Grupo concentre sua energia naquilo que fundamenta seus 43 anos de trajetória: a experimentação artística, a produção contínua e a consolidação de uma linguagem teatral singular, algo que somente se constrói ao longo de décadas”.
Ele ressalta que a parceria com a estatal "permite que o Grupo fortaleça sua base operacional e alcance outros países, participando de festivais internacionais e levando o teatro produzido no Brasil a diferentes públicos ao redor do mundo, difundindo assim a cultura brasileira."
O ator também destacou a importância da parceria para o alcance da nova montagem e a democratização do acesso à cultura, com a geração de resultados para toda a sociedade brasileira:
- CIRCULAÇÃO E ACESSO: O patrocínio viabilizou as temporadas de estreia em quatro capitais, garantindo uma circulação expressiva e a presença do Grupo em diferentes contextos e públicos.
- TROCA DE CONHECIMENTO: As oficinas do Galpão “alcançam artistas, estudantes, educadores, técnicos e gestores culturais de diferentes regiões do país, oferecendo um espaço raro de troca intergeracional e de transmissão de conhecimento prático”, detalha o ator. Assim, ajudam a formar profissionais em toda a cadeia produtiva da cultura, da interpretação à gestão.
- RETORNO SOCIAL: "O investimento público em cultura é uma das formas mais eficazes de gerar desenvolvimento humano, social e simbólico no país", conclui Franco, citando o impacto em empregos, formação de público e a projeção internacional da cultura brasileira.
Ter uma parceira sólida como a Petrobras permite que o Grupo concentre sua energia naquilo que fundamenta seus 43 anos de trajetória: a experimentação artística, a produção contínua e a consolidação de uma linguagem teatral singular, algo que somente se constrói ao longo de décadas
BETO FRANCO
Ator, um dos fundadores do Grupo Galpão
Ciclo virtuoso
O investimento da Petrobras, ao lado do Ministério da Cultura, transforma-se em um ciclo virtuoso: oferece a estabilidade para que a arte floresça e, em troca, gera um retorno social em forma de cultura, emprego e visibilidade para o Brasil.
O Galpão
Criado em 1982, o Grupo Galpão é uma das companhias mais importantes do cenário teatral brasileiro. Sua origem está ligada à tradição do teatro popular e de rua, e alia rigor, pesquisa, busca de linguagem, com montagem de peças que possuem grande poder de comunicação com o público.
Sem fórmulas nem métodos definidos, o Galpão pauta sua prática por um teatro de grupo, que não só monta espetáculos, mas que se propõe também a uma permanente reflexão sobre a ética do ator e do teatro, inserido em um amplo universo social e cultural.