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LOGÍSTICA PORTUÁRIA
Portos do Sudeste movimentam 635 milhões de toneladas até novembro, alta de 6,01% em relação ao mesmo período de 2024
Crescimento de 8,3% nas exportações até novembro, somado ao aumento de 6,58% na navegação de longo curso, confirma construção sólida, eficiente e operacional do superávit brasileiro. Foto: Vosmar Rosa/MPor
Os portos da Região Sudeste confirmaram sua posição estratégica na infraestrutura logística nacional, com movimentação de 635,3 milhões de toneladas de cargas no acumulado de janeiro a novembro de 2025. O desempenho, que representa crescimento de 6,01% em relação ao mesmo período de 2024, reforça a contribuição decisiva da região para os resultados positivos da balança comercial brasileira no melhor triênio da história (2023-2025).
"O Sudeste demonstra, na prática, o conceito de eficiência multimodal. Temos ali portos públicos e terminais privados operando em sintonia para garantir que o Brasil não perca oportunidades”, analisa o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
O Sudeste demonstra, na prática, o conceito de eficiência multimodal. Temos ali portos públicos e terminais privados operando em sintonia para garantir que o Brasil não perca oportunidades”
Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos
O desempenho dos terminais de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo foi decisivo para que as exportações brasileiras batessem o recorde de 348 bilhões de dólares no ano passado. O Sudeste operou em 2025 como um hub polivalente: garantiu a saída do minério de ferro e do petróleo, ao mesmo tempo em que escoou a safra e recebeu insumos industriais.
A evidência disso foi o crescimento de 8,3% nas exportações até novembro, somado ao aumento de 6,58% na navegação de longo curso, o que confirma que o superávit brasileiro foi construído sobre a base sólida de eficiência logística e operacional.
ACELERAÇÃO NO FIM DO ANO – A forte sinergia entre a produção e a logística ficou evidente na reta final de 2025. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o recorde de exportações em dezembro foi impulsionado pela retomada da atividade das plataformas de petróleo, após paradas programadas.
Os portos da região acompanharam a demanda. Apenas no mês de novembro, a movimentação de granéis líquidos (que inclui petróleo e derivados) nos portos do Sudeste foi de 19,2 milhões de toneladas, alta de 22,54% frente ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano (janeiro a novembro), o valor salta para 206,6 mi/t, uma alta de 9,01% no comparativo.
EVITAR GARGALOS — No quadro geral de novembro, a região teve um crescimento logístico relevante, movimentando 59,6 milhões de toneladas, um salto de 17% na comparação com novembro de 2024. Esse desempenho contribuiu para evitar que o comércio exterior brasileiro tivesse gargalos logísticos justamente no momento de maior demanda internacional.
COMMODITIES MINERAIS — No acumulado do ano, os dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) revelam a liderança absoluta das commodities minerais na pauta da região. O minério de ferro segue como o carro-chefe, com 215,9 milhões de toneladas movimentadas, escoadas principalmente pelos terminais do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, como Tubarão (72,6 mi/t), Itaguaí (52,6 mi/t) e Ilha Guaíba (28,7 mi/t). Já petróleo e derivados (óleo bruto) também tiveram destaque expressivo, somando 167,8 milhões de toneladas.
PRINCIPAL PORTO — O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina e principal porto brasileiro em volume de carga movimentada, reafirmou seu papel estratégico para o agronegócio e a indústria. O complexo movimentou 131,7 milhões de toneladas no período. Além de ser a principal saída para a carga conteinerizada do país (alto valor agregado), Santos foi vital para o escoamento da safra, com destaque para a soja, cuja movimentação foi de 38,5 milhões de toneladas na região.