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Renan Filho exalta ciclo de investimentos em infraestrutura e impacto na melhoria da logística no país
Ministro Renan Filho reforçou que o Governo do Brasil almeja executar R$ 400 bilhões em obras de estradas, ferrovias e mobilidade até 2026. Foto: Diego Campos/Secom-PR
Completar a execução de R$ 400 bilhões em obras de estradas, ferrovias e mobilidade até 2026 — o maior ciclo de investimentos em infraestrutura da história recente do país – é o cenário almejado pelo Governo do Brasil e reforçado pelo ministro Renan Filho (Transportes) durante entrevista ao programa A Voz do Brasil desta terça-feira, 30 de dezembro.
O ministro detalhou o regime de parceria com o setor privado que avança a execução de projetos e permite que o Governo já tenha realizado em três anos quase quatro vezes mais leilões de concessão em comparação com a gestão anterior. Até dezembro de 2025, já foram 22, contra seis entre 2019 e 2022. Até 2026, a meta é chegar a 36.
“Fizemos leilões que atraíram R$ 240 bilhões em novos contratos para duplicar rodovias, aprimorar acesso às cidades, melhorar travessias urbanas, iluminar e sinalizar trechos de rodovias”, afirmou. Ele apontou ainda a melhoria na qualidade de vida para os profissionais que atuam no transporte rodoviário com pontos de parada e de descanso para caminhoneiros. “Oito já foram entregues e, ao longo de 2026, mais 30 serão finalizados. São investimentos fundamentais”.
MAIOR CICLO – A expectativa para 2026, segundo Renan Filho, é realizar outros 14 leilões de concessão rodoviária. “Vamos encerrar o governo do presidente Lula com 36 leilões e aproximadamente R$ 400 bilhões de investimentos em infraestrutura rodoviária contratados. Vai ser o maior ciclo de investimentos na nossa infraestrutura nos últimos tempos. Nós precisamos levar isso adiante, porque o potencial do Brasil é gigantesco e a gente tem muito espaço para crescer ainda mais”.
O ministro listou obras em andamento com recursos da União para atender interior e capitais em todas as regiões. Tocantins, Pará, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas e Mato Grosso são alguns dos estados contemplados.
“Temos mais de mil contratos de obras públicas que foram intensificados, ampliados, porque o governo ampliou o investimento público. Estamos iniciando a duplicação da BR-304 no Rio Grande do Norte, obras importantes na Paraíba, com a duplicação da BR-230 de Campina Grande até Farinha, uma obra que andou muito bem este ano. Também a triplicação da BR-230 de João Pessoa até Cabedelo, o acesso aos portos do estado da Paraíba. Em Pernambuco, obras como a duplicação de São Caetano até Garanhuns, relevante para o agreste do estado. Temos obras importantes na travessia urbana de Juazeiro, na Bahia. Em Petrolina, a travessia urbana, e outras super relevantes no estado de Minas, no Rio Grande do Sul. Toda a Serra Gaúcha foi reconstruída no pós-enchente de 2024. Em Santa Catarina, o avanço das obras na BR-480, BR-470, na BR-280. Há uma obra importante na BR-319, no Amazonas. No Mato Grosso, estamos duplicando a BR-163. No Tocantins, duplicando a BR-153. Ou seja, obras públicas muito relevantes no Brasil inteiro.”
FERROVIAS – As concessões e reformas no sistema ferroviário, essenciais para escoar a produção e melhorar a vida da população, também foram tema da entrevista. “Recentemente, estive na cidade de Aparecida (SP) entregando um viaduto que botou solução a um conflito ferroviário na cidade. Aparecida é uma cidade de 35 mil habitantes, mas recebe 10 milhões de turistas por ano. Todos aqueles turistas da Romaria, de Nossa Senhora de Aparecida, Padroeira do Brasil, eram obrigados a ficar na hotelaria de um lado da cidade e atravessar a linha do trem, com o trem passando de carga. Fizemos um viaduto e entregamos”, pontuou.
“Investimentos como esse também estão em máximas históricas nas ferrovias. Estamos construindo a Fico, a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste, de Mara Rosa (GO) até Água Boa (MT) e atuando na Transnordestina. Só nessas duas obras tem quase 15 mil pessoas trabalhando. Terminamos as obras da Ferrovia Norte-Sul também”, relatou. Para 2026, estão previstos novos leilões, incluindo o Anel Ferroviário de São Paulo.
EMPREGABILIDADE — Mais do que gerar infraestrutura, os investimentos rodoviários e ferroviários se conectam, segundo o ministro, com geração de emprego e renda. “Estamos em máxima de emprego, com salário médio crescente, batendo recorde de exportação e o investimento em infraestrutura precisa ser grande. O Brasil vive um momento bom e a gente precisa intensificar o trabalho para que cada vez mais isso chegue em sua totalidade à população”, observou.
CNH ACESSÍVEL — O lançamento do novo programa CNH do Brasil também foi destacado pelo ministro dos Transportes como passo importante não apenas para reduzir em 80% o custo para a população conquistar a habilitação. "A CNH do Brasil vai ser um novo momento para dar acesso às pessoas ao mercado de trabalho, dado que tirar uma CNH significa a possibilidade de arrumar um emprego melhor para o cidadão”, destacou.