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COMBATE À DENGUE
Ministério da Saúde vai redistribuir vacinas contra a dengue e destinar R$ 300 milhões para compra de medicamentos
Ministra Nísia Trindade durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 20 de março - Foto: Walterson Rosa/MS
Nesta quarta-feira, 20 de março, o Ministério da Saúde apresentou o cenário epidemiológico da dengue no país e afirmou que haverá redistribuição das doses da vacina contra a dengue entre os municípios. A pasta informou que, diante da baixa adesão à vacinação, iniciada em fevereiro, está redefinindo a estratégia de distribuição entre os municípios. Um novo ranking será realizado, levando em consideração os dados epidemiológicos atualizados e os estoques de imunizantes em cada unidade.
"Vamos fazer a redistribuição das doses que não foram aplicadas usando um ranqueamento dos municípios que estão em emergência por dengue”
NÍSIA TRINDADE
Ministra da Saúde
“Estamos trabalhando com respaldo dos conselhos estaduais e municipais de saúde e do nosso comitê técnico para que possamos aproveitar as vacinas que não foram utilizadas neste momento. Vamos fazer a redistribuição das doses que não foram aplicadas usando um ranqueamento dos municípios que estão em emergência por dengue”, destacou.
A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, completou que há uma logística complexa na redistribuição da vacina devido ao tempo que levaria para chegar até os municípios e que a prioridade é a garantia da segunda dose. “Nós temos um quantitativo importante que não pode ficar parado nos municípios e, por isso, decidimos fazer uma ação para que a gente tivesse uma ampliação de municípios e não de faixa etária. Então, dentro do mesmo estado nós vamos fazer uma nota técnica para orientar para quais municípios iriam. O novo critério para utilização dessas doses é que os municípios que estão no estado com maior número de casos recebam essas doses”, afirmou a secretária. De acordo com Ethea, se a faixa etária fosse ampliada haveria uma demora maior do ponto de vista técnico.
REPASSES — A ministra Nísia também anunciou o repasse de R$ 300 milhões destinados à compra de medicamentos e soros utilizados no tratamento da doença. “Um tema muito importante, que são os medicamentos para dengue, soro e outros medicamentos que são utilizados para salvar vidas, abordagem clínica, evitar os casos graves e tratá-los da maneira adequada. Estamos destinando R$ 300 milhões para estados e municípios fazerem a aquisição de medicamentos”, disse.
O Governo Federal reservou R$ 1,5 bilhão em recursos federais para apoiar estados e municípios. Até o momento, foram liberados R$ 79 milhões para os estados do Acre, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo, e mais 244 municípios. Além do apoio para a assistência farmacêutica, entre as principais ações da semana estão a publicação de portarias que reforçam o auxílio aos municípios e estados em situação de emergência. Por meio da Portaria GM/MS 3.386/2024, os estados do Amazonas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo receberão o custeio emergencial no valor de R$ 9,7 milhões, que chegará a 63 municípios.
Já a Portaria GM/MS 3.383/2024 autoriza a destinação de R$ 8,6 milhões para o estado de São Paulo e R$ 16,7 mil para o município de Maravilhas, em Minas Gerais. O Centro de Operações especiais também realizará visitas técnicas a estados e municípios para apoiar as ações de vigilância.
CENÁRIO — Os indicadores da dengue mostram que há 1.937.651 casos prováveis de dengue no país. Os números são atualizados até a última sexta-feira, dia 15 de março, a 11º semana epidemiológica. Enquanto durarem os decretos de emergência, estados e municípios poderão solicitar e receber os recursos emergenciais. A ministra da Saúde declarou que é fundamental o cuidado com as pessoas para evitar que os quadros tenham agravamento e levem a óbitos. Segundo ela, esse é um aspecto fundamental: “Salvar vidas e evitar mortes. Esse é o nosso mote nesses casos. Temos que olhar para as pessoas que estão sendo infectadas e que podem agravar.”
“Temos um conjunto de ações que envolvem desde o apoio ao controle do mosquito, campanhas que são feitas, e o Dia D é o marco, como sabemos, no sentido da união nacional expressa na frase ‘Brasil Unido Contra a Dengue’, e uma série de ações técnicas e visitas em todo o território”, afirmou a ministra