Versão para população
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Estatísticas
Estimativa de novos casos no Brasil para 2026 a 2028: 13.240 novos casos, sendo 6.330 homens e 6.910 mulheres para cada ano do triênio (INCA, 2026)
Número de mortes (C25): 14.379, sendo 7.080 homens e 7.299 mulheres (Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM, 2024).
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O que aumenta o risco?
Podemos identificar fatores de risco hereditários e não hereditários para o desenvolvimento do câncer de pâncreas. A menor parcela, algo em torno de 10% a 15% dos casos, decorre de fatores de risco hereditários. Dentre esses podemos destacar as síndromes de predisposição genética com associação ao câncer de pâncreas como:
- Câncer de mama e de ovário hereditários associados aos genes BRCA1, BRCA2 e PALB2
- Síndrome de Peutz-Jeghers
- Síndrome de pancreatite hereditária
Dentre os fatores de risco não hereditários, temos:
- tabagismo
- excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade)
- diabetes mellitus
- pancreatite crônica não hereditária.
- Exposição aos produtos do decaimento do tório-232, bem como à radiação ionizante do tipo raios X e gama, constitui um importante fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pâncreas no contexto ocupacional (IARC, 2025).
REFERÊNCIA
IARC. List of classifications by cancer sites with sufficient or limited evidence in humans, IARC Monographs Volumes 1–140a. International Agency for Research on Cancer, 2025. Disponível em: < https://monographs.iarc.who.int/wp-content/uploads/2019/07/Classifications_by_cancer_site.pdf>. Acesso em: 21 nov. 2025
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Como prevenir?
A melhor forma de se prevenir do câncer de pâncreas é assumir um estilo de vida saudável.
Não fumar ou usar produto de tabaco não fumado.
Manter o peso corporal adequado é importante pois o excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade) também são fatores de risco para desenvolver diabetes, que também aumenta o risco para câncer de pâncreas.
O uso correto dos equipamentos de proteção individual (EPIs) e o acompanhamento regular da saúde dos trabalhadores são medidas essenciais para prevenir o câncer de pâncreas e permitir a identificação precoce da doença. Essas ações são especialmente importantes para pessoas que, em suas atividades de trabalho, estão expostas a fatores de risco ocupacionais, como radiações ionizantes, incluindo o tório-232 e seus produtos de decaimento, além de raios X e raios gama.
REFERÊNCIA
IARC. List of classifications by cancer sites with sufficient or limited evidence in humans, IARC Monographs Volumes 1–140a. International Agency for Research on Cancer, 2025. Disponível em: < https://monographs.iarc.who.int/wp-content/uploads/2019/07/Classifications_by_cancer_site.pdf>. Acesso em: 21 nov. 2025
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Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais comuns do câncer de pâncreas são:
Fraqueza, perda de peso, falta de apetite, dor abdominal, urina escura, olhos e pele de cor amarela, náuseas e dores nas costas. Essa variedade de sinais e sintomas não são específicos do câncer de pâncreas, e esse é um dos fatores que colabora para o diagnóstico tardio da doença. Vale chamar atenção para o diabetes, que tanto pode ser um fator de risco para o câncer de pâncreas, como uma manifestação clínica que antecede o diagnóstico da neoplasia. Assim, o surgimento recente de diabetes em adultos pode ser uma eventual antecipação do diagnóstico do câncer pancreático.
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Detecção precoce
A detecção precoce do câncer é uma estratégia utilizada para encontrar um tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento bem sucedido.
A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou de pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.
Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de pâncreas traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado.
Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer é possível em apenas parte dos casos, pois a maioria só apresenta sinais e sintomas em fases mais avançadas da doença. Os sinais e sintomas mais comuns e que devem ser investigados são:
- Icterícia (pele e mucosas amarelas)
- Urina escura (cor de chá preto)
- Cansaço, perda de apetite e de peso
- Dor em abdômen superior e costas
Na maior parte das vezes esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em poucos dias.
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Diagnóstico
Não existe sinal ou sintoma cuja presença seja sinônimo do diagnóstico de câncer de pâncreas. Exames de imagem, como ultrassonografia (convencional ou endoscópica), tomografia computadorizada, e ressonância magnética são métodos utilizados no processo diagnóstico. Além deles, os exames de sangue, incluindo a dosagem do antígeno carbohidrato Ca 19.9, podem auxiliar no raciocínio diagnóstico.
O laudo histopatológico, obtido após biópsia de material ou da peça cirúrgica define o diagnóstico da neoplasia.
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Tratamento
O tratamento a ser realizado depende do laudo histopatológico (o tipo de tumor), da avaliação clínica do paciente e dos exames, laboratoriais e de estadiamento. O estado geral em que o paciente se encontra no momento do diagnóstico é fundamental no processo de definição terapêutica. A cirurgia, único método capaz de oferecer chance curativa, é possível em uma minoria dos casos, pelo fato de, na maioria das vezes, o diagnóstico ser feito em fase avançada da doença. Nos casos em que a cirurgia não seja apropriada, a radioterapia e a quimioterapia são as formas de tratamento, associadas a todo o suporte necessário para minimizar os transtornos gerados pela doença.
Desta forma, dor, depressão, falta de ar ou qualquer outra manifestação deve ser objeto da atenção da equipe de cuidado.
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Acompanhamento pós-tratamento
Após cirurgia curativa, o paciente deve ser acompanhado a cada 6 meses com exames laboratoriais para o marcador CA 19.9 e eventual tomografia.
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