Versão para população
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Estatísticas
Estimativa de novos casos: 53.810, sendo 26.270 homens e 27.540 mulheres (2026 - INCA); e
Número de mortes (C18 a C20): , 23.371, sendo 12.856 homens e 12.515 mulheres ( Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM, 2024).
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O que aumenta o risco?
Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são:
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Idade acima de 50 anos. Cerca de 90% dos casos ocorrem em pessoas com mais de 50 anos;
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Consumo de carnes processadas, comumente conhecidas como embutidos (salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame, entre outras);
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Consumo excessivo de carne vermelha (acima de 500 gramas de carne cozida por semana);
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Excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade);
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Uso de tabaco;
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Consumo de bebidas alcoólicas;
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Alimentação pobre em frutas, vegetais e outros alimentos que contenham fibras.
Outros fatores relacionados à maior chance de desenvolvimento da doença são história familiar de câncer de intestino e história pessoal de câncer de intestino, ovário, útero ou mama.
Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC). Pacientes com essas doenças devem ter acompanhamento individualizado.
Além disso, fatores relacionados às condições de trabalho e ambiente também podem contribuir para o risco de desenvolvimento do câncer do intestino. Entre esses fatores, destaca-se a exposição prolongada a radiações ionizantes (raios X e raios gama) e ao asbesto e amianto, principalmente no ambiente de trabalho ou pelo acúmulo de exposição ao longo do tempo.
REFERÊNCIAS
IARC. List of classifications by cancer sites with sufficient or limited evidence in humans, IARC Monographs Volumes 1–140a. International Agency for Research on Cancer, 2025. Disponível em: < https://monographs.iarc.who.int/wp-content/uploads/2019/07/Classifications_by_cancer_site.pdf>. Acesso em: 21 nov. 2025
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Tabagismo: O tabagismo tem relação com vários tipos de câncer e é responsável por cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão. 08 abr. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/tabagismo. Acesso em 13 ago. 2026.
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (Brasil). Posicionamento do Instituto Nacional de Câncer acerca das Bebidas Alcoólicas. 26 abr. 2024. Disponível em: https://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/15987. Acesso em 13 ago. 2026.
OTERO, U. B; NOGUEIRA, F. A.M; MADEIRA, C. S. P; JUNIOR, J.S.S; BANDINO, M. Câncer relacionado ao trabalho: relato de experiência do Instituto Nacional do Câncer na atualização da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho do Ministério da Saúde no Brasil. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, [s. l.], vol. 50, p. edoc1, 2025.
Ministério da Saúde (BR). Portaria GM/MS nº 5.674, de 1º de novembro de 2024.Altera a Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017, e atualiza a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT). Diário Oficial União. 5 nov 2024.
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Como prevenir?
A promoção de hábitos de vida saudáveis é fundamental na prevenção do câncer de intestino. Uma alimentação saudável e a prática de atividade física tem efeito protetor contra esse câncer. Além disso, deve-se limitar o consumo de carnes vermelhas a, no máximo, 500 gramas de carne vermelha cozida por semana e evitar o consumo de carnes processadas.
Uma alimentação saudável é composta, principalmente, por alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, leguminosas, grãos e sementes. Esse padrão de alimentação é rico em fibras e, além de promover o bom funcionamento do intestino, também ajuda no controle do peso corporal. O consumo de laticínios (leite, queijo e iogurte), como parte do padrão de uma alimentação saudável, também contribui para a prevenção desse tipo de câncer.
Manter o peso corporal adequado e fazer atividade física, movimentando-se diariamente ou na maior parte da semana, são fatores importantes para a prevenção deste tipo de câncer.
Não fumar e evitar a exposição à fumaça do tabaco (tabagismo passivo) são outras medidas que contribuem para a redução do risco. Para quem deseja parar de fumar, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito. Também é recomendado evitar o consumo de bebidas alcoólicas. A Organização Mundial da Saúde ressalta que não existe dose segura para o consumo de bebidas alcoólicas.
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Sinais e sintomas
Os sintomas mais frequentemente associados ao câncer do intestino são:
- sangue nas fezes;
- alteração no funcionamento do intestino (prisão de ventre ou diarréia);
- dor, cólica ou desconforto abdominal;
- fraqueza e anemia;
- perda de peso sem causa aparente;
- alteração na forma das fezes (fezes muito finas e compridas);
- sensação de evacuação incompleta;
- massa (tumoração) abdominal.
Na maioria das vezes, esses sintomas não são causados por câncer. Eles podem estar presentes em diferentes doenças e, por isso, é importante procurar o quanto antes uma Unidade Básica de Saúde para avaliação.
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Detecção precoce
A detecção precoce do câncer é uma estratégia utilizada para encontrar uma lesão pré-cancerosa ou um tumor numa fase inicial e possibilitar maior chance de tratamento bem-sucedido.
A detecção precoce do câncer de intestino pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce).
Os principais sinais e sintomas sugestivos deste câncer são:
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Sangramento nas fezes;
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Massa (tumoração) abdominal;
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Dor abdominal;
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Perda de peso e anemia;
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Mudança de hábito intestinal.
Geralmente esses sintomas não são causados por câncer, mas é necessário investigá-los, principalmente se não melhorarem em alguns dias.
Além do diagnóstico precoce, a Organização Mundial da Saúde preconiza que os países com condições de garantir a confirmação diagnóstica, referência e tratamento, realizem o rastreamento do câncer de intestino. Sendo assim, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento, a cada dois anos, para homens e mulheres sem sintomas da doença por meio do exame FIT para identificar a presença de sangue oculto de fezes. Caso o teste seja positivo, a pessoa será orientada a realizar outro exame para investigar se há câncer. Geralmente, indica-se a colonoscopia, exame para visualizar o interior do intestino, para ver se há câncer ou pólipos que possam vir a se transformar em câncer. A remoção dos pólipos evita a ocorrência do câncer.
O Ministério da Saúde tem trabalhado para implementar um programa de rastreamento desse câncer no país.
REFERÊNCIAS
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. Detecção precoce do câncer. Rio de Janeiro: INCA, 2021. Disponível em: https://ninho.inca.gov.br/jspui/handle/123456789/3973. Acesso em 13 ago. 2026.
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Diagnóstico
O diagnóstico requer biópsia, exame onde um pequeno pedaço de tecido é retirado da lesão suspeita e analisado por um patologista. A retirada da amostra é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (colonoscópio).
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Tratamento
O câncer de intestino é uma doença tratável e frequentemente curável, e seu tratamento depende do estágio da doença e de sua localização. A cirurgia é o principal tratamento e pode ser utilizada isoladamente ou em associação à radioterapia (uso de radiação) e à quimioterapia (uso de medicamentos). Como referido acima, o tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor. Quando a doença está espalhada, com comprometimento de outros órgãos (metástases), como o fígado ou pulmão, as chances de cura ficam reduzidas.
A retirada (ressecção) de parte do intestino que contém o tumor pode implicar na realização de um estoma (colostomia ou ileostomia) – procedimento que cria uma abertura no intestino, exteriorizando-o na parede abdominal para desviar a saída de fezes e gases para uma bolsa coletora externa, podendo ser temporário ou definitivo quando o ânus necessita ser retirado.
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Acompanhamento pós-tratamento
Após o tratamento, é importante realizar o acompanhamento médico para detecção precoce de recidivas ou novos tumores, monitorar a saúde geral e garantir melhor qualidade de vida.
Na consulta médica, o médico fará uma entrevista dirigida, além de ouvir as queixas do paciente e realizar o exame físico. Exames complementares são solicitados e incluem marcadores tumorais (exames de sangue), colonoscopia e exames de imagem (tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética).
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