Ir para o Conteúdo 1 Ir para a Página Inicial 2 Ir para o menu de Navegação 3 Ir para a Busca 4 Ir para o Mapa do site 5
Abrir menu principal de navegação
Instituto Nacional de Câncer - INCA
Termos mais buscados
  • imposto de renda
  • assinatura
  • inss
  • mei
  • enem
Termos mais buscados
  • imposto de renda
  • assinatura
  • inss
  • Acesso à informação
    • Institucional
      • Estrutura
      • Competências
      • Quem é quem
      • Atendimento no INCA
      • Atuação internacional
      • Concurso público
      • Contrato temporário
      • Programa de estágio
      • Voluntariado
    • Agenda de autoridades
    • Ações e programas
    • Participação social
      • Consultas públicas
      • Conselho consultivo (Consinca)
    • Auditorias
    • Convênios e transferências
    • Receitas e despesas
      • 2026
      • 2025
      • 2024
      • 2023
      • 2022
      • 2021
      • 2020
    • Licitações e contratos
      • Licitações
      • Contratos
      • Contratações anuais
      • Orientações para fornecedores
    • Servidores
    • Informações classificadas
    • Serviço de Informação ao Cidadão - SIC
    • Perguntas frequentes (FAQ)
      • Atendimento no INCA
      • Câncer
      • Câncer e coronavírus (Covid-19)
      • Direitos sociais da pessoa com câncer
      • Doação de medula óssea
      • Doação de plaquetas
      • Doação de sangue
      • Educação a distância
      • Estudos clínicos
      • Formol
      • HPV
      • Processo de pré-qualificação de marcas
      • Quimioterapia
      • Radioterapia
      • Sangue de cordão umbilical
      • Tabagismo
      • Tabagismo e coronavírus (Covid-19)
      • Transplante de Medula Óssea
      • Voluntariado
      • Exame Nacional de Residência (Enare)
      • Atendimento no INCA
      • Câncer
      • Câncer e coronavírus (Covid-19)
      • Direitos sociais da pessoa com câncer
      • Doação de medula óssea
      • Doação de plaquetas
      • Doação de sangue
      • Educação a distância
      • Estudos clínicos
      • Formol
      • HPV
      • Processo de pré-qualificação de marcas
      • Quimioterapia
      • Radioterapia
      • Sangue de cordão umbilical
      • Tabagismo
      • Tabagismo e coronavírus (Covid-19)
      • Transplante de Medula Óssea
      • Voluntariado
      • Exame Nacional de Residência (Enare)
    • Dados abertos
    • Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)
      • Encarregado de dados
      • Glossário
      • Princípios da LGPD
      • Publicações
    • Transparência e prestação de contas
      • Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI)
      • Plano Estratégico
      • Painel Público de Indicadores do INCA
      • Relatórios de gestão
      • Programa de Projetos de Pesquisa e Ensino de Desenvolvimento Institucional
  • Assuntos
    • Notícias
    • Campanhas
      • 2022
      • 2023
      • 2024
      • 2025
      • 2026
    • Câncer
      • O que é câncer?
      • Como surge o câncer?
      • Tipos de câncer
      • Tratamento do câncer
      • Orientações aos pacientes e familiares
      • Números de câncer
    • Causas e prevenção do câncer
      • O que causa o câncer?
      • Como prevenir o câncer
      • Alimentação
      • Atividade física
      • Bebidas alcoólicas
      • Exposição à radiação
      • Exposição no trabalho e no ambiente
      • Exposição solar
      • HPV e outras infecções
      • Hereditariedade
      • Peso corporal
      • Tabagismo
      • Dicas
      • Mitos e verdades
    • Ensino
      • Cursos
      • Educação a distância
      • Residências
      • Mestrado e doutorado
      • Estágios de pós-graduação
      • Visita técnica
      • INCA de portas abertas
      • Rede de Bibliotecas
    • Eventos
    • Gestor e profissional de saúde
      • Controle do Câncer de Mama
      • Controle do Câncer do Colo do Útero
      • Observatório da Política Nacional de Controle do Tabaco
      • Programa Nacional de Controle do Tabagismo
      • Programa de Qualidade em Mamografia
      • Programa de Qualidade em Radioterapia
      • Envio de amostras de exames citopatológico e histopatológico
    • Pesquisa
      • Pesquisa básica e experimental
      • Pesquisa clínica e desenvolvimento tecnológico
      • Pesquisa translacional e aplicação diagnóstica
      • Plataformas multiusuário
      • Comitês e comissões
      • Ensaios clínicos
      • Banco Nacional de Tumores
      • Programa de bolsas em pesquisa oncológica
      • Ciclo de Palestras da Coordenação de Pesquisa e do Programa de Pós-graduação em Oncologia
      • Inovação
      • Oportunidades Internacionais
      • International Meeting in Oncology Research
  • Canais de atendimento
    • Fale conosco
    • Ouvidoria
      • Ouvidoria-Geral
      • Ouvidoria HC II
      • Ouvidoria HC III/IV
    • Comunicação
      • Solicitação de uso de marca
    • Imprensa
      • Releases
  • Centrais de conteúdo
    • Aplicativos
      • Meu INCApp
      • INCAConecta
      • Atlas de Mortalidade por Câncer
      • Armazém da Saúde
    • Áudios
    • Exposições
      • A mulher e o câncer de mama no Brasil
      • A mulher e o câncer do colo do útero
      • Saber Saúde: 20 anos
      • Caminhos da agroecologia: cultivando a vida
      • INCA: 80 anos de história na saúde pública do Brasil
      • O controle do tabaco no Brasil: uma trajetória
      • Coletânea Saúde do Homem
      • Solicitação de download de exposição
    • Infográficos
    • Repositório Institucional (Ninho)
    • Publicações
    • Revistas
      • Revista Brasileira de Cancerologia (RBC)
      • Rede Câncer
    • Vídeos
  • Composição
  • Serviços
  • GOV.BR
    • Serviços
      • Buscar serviços por
        • Categorias
        • Órgãos
        • Estados
      • Serviços por público alvo
        • Cidadãos
        • Empresas
        • Órgãos e Entidades Públicas
        • Demais segmentos (ONGs, organizações sociais, etc)
        • Servidor Público
    • Temas em Destaque
      • Orçamento Nacional
      • Redes de Atendimento do Governo Federal
      • Proteção de Dados Pessoais
      • Serviços para Imigrantes
      • Política e Orçamento Educacionais
      • Educação Profissional e Tecnológica
      • Educação Profissional para Jovens e Adultos
      • Trabalho e Emprego
      • Serviços para Pessoas com Deficiência
      • Combate à Discriminação Racial
      • Política de Proteção Social
      • Política para Mulheres
      • Saúde Reprodutiva da Mulher
      • Cuidados na Primeira Infância
      • Habitação Popular
      • Controle de Poluição e Resíduos Sólidos
    • Notícias
      • Serviços para o cidadão
      • Saúde
      • Agricultura e Pecuária
      • Cidadania e Assistência Social
      • Ciência e Tecnologia
      • Comunicação
      • Cultura e Esporte
      • Economia e Gestão Pública
      • Educação e Pesquisa
      • Energia
      • Forças Armadas e Defesa Civil
      • Infraestrutura
      • Justiça e Segurança
      • Meio Ambiente
      • Trabalho e Previdência
      • Turismo
    • Galeria de Aplicativos
    • Acompanhe o Planalto
    • Navegação
      • Acessibilidade
      • Mapa do Site
      • Termo de Uso e Aviso de Privacidade
    • Consultar minhas solicitações
    • Órgãos do Governo
    • Por dentro do Gov.br
      • Dúvidas Frequentes em relação ao Portal gov.br
      • Dúvidas Frequentes da conta gov.br
      • Ajuda para Navegar o Portal
      • Conheça os elementos do Portal
      • Política de e-participação
      • Termos de Uso
      • Governo Digital
      • Guia de Edição de Serviços do Portal Gov.br
    • Canais do Executivo Federal
    • Dados do Governo Federal
      • Dados Abertos
      • Painel Estatístico de Pessoal
      • Painel de Compras do Governo Federal
      • Acesso à Informação
    • Empresas e Negócios
Links Úteis
  • Galeria de Aplicativos
  • Participe
  • Galeria de Aplicativos
  • Participe
Redes sociais
  • YouTube
Você está aqui: Página Inicial Assuntos Câncer Tipos de câncer Câncer anal Versão para profissionais de saúde
Info

Versão para profissionais de saúde

Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em 05/06/2022 01h24 Atualizado em 28/04/2026 12h32
    • Detecção precoce

      As estratégias para a detecção precoce do câncer são o diagnóstico precoce (abordagem de pessoas com sinais e/ou sintomas iniciais da doença) e o rastreamento (aplicação de teste ou exame numa população assintomática, aparentemente saudável, com o objetivo de identificar lesões sugestivas de pré-câncer e câncer e, a partir daí encaminhamento dos pacientes com resultados alterados para investigação diagnóstica e tratamento) (WHO, 2007).

      Diagnóstico Precoce

      A estratégia de diagnóstico precoce contribui para a redução do estágio de apresentação do câncer (WHO, 2017). Nessa estratégia, destaca-se a importância de ter a população e os profissionais aptos para o reconhecimento dos sinais e sintomas suspeitos de câncer, bem como o acesso rápido e facilitado aos serviços de saúde.

      O diagnóstico precoce do câncer anal deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas mais comuns, como (NICE, 2015; NCI, 2021): 

      • Tumoração ou úlcera anal inexplicadas
      • Hematoquezia
      • Incontinência fecal.

      Rastreamento

      O rastreamento do câncer é uma estratégia dirigida a um grupo populacional específico no qual o balanço entre benefícios e riscos dessa prática é mais favorável, com maior impacto na redução da mortalidade e da incidência, nos casos de existência de lesões precursoras. Os benefícios são o melhor prognóstico da doença, com tratamento mais efetivo e menor morbidade associada. Os riscos ou malefícios incluem os resultados falso-positivos, que geram ansiedade e excesso de exames; os resultados falso-negativos, que resultam em falsa tranquilidade para o paciente; o sobrediagnóstico e o sobretratamento, relacionados à identificação de tumores de comportamento indolente (diagnosticados e tratados sem que representem uma ameaça à vida) (BRASIL, 2010; INCA, 2021).

      Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de ânus traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado (NICE, 2015; NCI, 2021).

       

      Referências:

      BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Rastreamento. Cadernos de Atenção Primária, n. 29 Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_primaria_29_rastreamento.pdf  Acesso em: 30 jun.  2025.

      INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). Detecção precoce do câncer. – Rio de Janeiro : INCA, 2021. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document/deteccao-precoce-do-cancer_0.pdf . Acesso em: 30 jun.  2025. 

      NATIONAL HEALTH SERVICE (NCI). Anal Cancer—Health Professional Version.  Published:  29 june 2021. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/anal/hp.  Acesso em: 30 jun.  2025.

      NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE (NICE). Guideline Suspected cancer: recognition and referral. Published: 23 June 2015. Disponível em:  https://www.nice.org.uk/guidance/ng12.   Acesso em: 30 jun.  2025.

      WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Early detection. Geneva: WHO, 2007. (Cancer control: knowledge into action: WHO guide for effective programmes, module 3). Disponível em: https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/43743/9241547338_eng.pdf?sequence=1  Acesso em: 30 jun.  2025.

      Estudos clínicos abertos:

      Confira os estudos clínicos abertos para inclusão de pacientes no INCA.

       

    • Prevenção e Fatores de Risco

      É importante reconhecer que a exposição ocupacional aos vírus HPV e HIV, ambos classificados pela IARC como carcinógenos para humanos (IARC, 2025), pode contribuir para o desenvolvimento do câncer anal, configurando esse tumor como uma neoplasia potencialmente relacionada ao trabalho (CRT) em grupos específicos. Profissionais do sexo apresentam maior vulnerabilidade em razão do contato repetido e desprotegido com múltiplos parceiros, o que aumenta a probabilidade de infecções persistentes pelos subtipos oncogênicos HPV-16, HPV-18 e HPV-33, além da possível coinfecção pelo HIV. Esse contexto ocupacional intensifica o risco de progressão da infecção viral para lesões precursoras e, posteriormente, para o câncer, reforçando a necessidade de políticas de prevenção e proteção voltadas à saúde dessa população.

      O uso consistente do preservativo, controle adequado do HIV, cuidado com lesões anais e acesso regular a serviços de saúde, são medidas ainda mais importantes para profissionais do sexo e pessoas vivendo com HIV, que têm maior risco de desenvolver o câncer anal.

    • Sinais e sintomas

      Muitos dos sintomas iniciais do câncer anal podem ser confundidos com condições benignas, como hemorroidas ou fissuras anais, o que frequentemente retarda o diagnóstico. É imperativo que todo nós estejamos atentos as alterações persistentes na região anal. O sintoma mais comum é o sangramento anal vivo durante ou após a evacuação, muitas vezes acompanhado de dor na região.

      Sintomas Comuns

      Sinais de Alerta Adicionais

      Sangramento anal vivo durante a evacuação

      Presença de uma massa ou nódulo na região anal

      Dor ou pressão constante no ânus

      Prurido (coceira) ou ardor persistente

      Alteração no calibre das fezes (fezes mais finas)

      Secreções anormais ou feridas que não cicatrizam

      Mudança nos hábitos intestinais (diarreia ou prisão de ventre)

      Incontinência fecal ou dificuldade em controlar os gases

      A presença desses sintomas não confirma um diagnóstico de câncer, mas indica a necessidade de uma avaliação médica imediata. A detecção precoce é o fator determinante para o sucesso do tratamento e para a preservação da função intestinal.

    • Diagnóstico

      Diante de sintomas suspeitos, o paciente deve procurar a Unidade Básica de Saúde, onde a avaliação inicial inclui o exame de toque retal, capaz de identificar alterações no canal anal. Em caso de suspeita, é indicada a biópsia para confirmação diagnóstica, além de exames de imagem, como ressonância magnética e tomografia, que avaliam a extensão da doença e orientam o tratamento.

    • Classificação e estadiamento

      O diagnóstico precoce contribui diretamente para a redução do estágio de apresentação e melhora do prognóstico.11 Para o profissional de saúde, a investigação deve ser rigorosa diante de qualquer tumoração ou úlcera anal inexplicada, hematoquezia ou incontinência fecal. O estadiamento do câncer anal é fundamentado no sistema TNM da American Joint Committee on Cancer (AJCC). A 9ª edições expandiram a classificação para melhor refletir o prognóstico baseado na carga tumoral e no envolvimento linfonodal.

             Estadiamento TNM     (AJCC 9ª Edição)

      Critérios Clínicos e Patológicos

      Tis

      Carcinoma in situ (Lesão intraepitelial de alto grau)

      T1

      Tumor com maior eixo   ≦ 2cm

      T2

      Tumor com maior eixo  > 2cm e ≤ 5cm

      T3

      Tumor com maior eixo > 5cm

      T4

      Invasão de órgãos adjacentes (vagina, uretra, bexiga)

      N1a

      Metástases em gânglios inguinais, mesorretais ou ilíacos internos

      N1b

      Metástases em gânglios ilíacos externos

      N1c

      Envolvimento de gânglios ilíacos externos e N1a

      A Ressonância Magnética (RM) de pelve de alta resolução é o método de eleição para a avaliação anatômica local e detecção de linfadenopatias regionais. A Tomografia Computadorizada (TC) de tórax e abdome é essencial para a pesquisa de metástases à distância, sendo o PET-TC não tem sido usado de rotina nos pacientes.

       

    • Tratamento

      O tratamento de escolha para o câncer anal (carcinoma de células escamosas, estágios I a III) é a quimiorradioterapia exclusiva, ou seja, sem necessidade inicial de cirurgia.

      Quimioterapia radiossensibilizadora: A combinação padrão é Mitomicina-C (MMC) com uma fluoropirimidina. Pode-se utilizar 5-fluorouracil (5-FU) em infusão contínua ou capecitabina por via oral durante a radioterapia. A capecitabina tem sido cada vez mais utilizada por facilitar o tratamento, com eficácia semelhante ao 5-FU.

      Atenção à toxicidade: Pacientes com deficiência de DPD têm maior risco de toxicidade grave com fluoropirimidinas e devem ser avaliados sempre que possível. Em casos selecionados (como contraindicação à MMC), pode-se considerar o uso de cisplatina com 5-FU, com cautela em pacientes com doença renal ou neuropatia.

      Radioterapia: A dose varia, em geral, entre 45 e 54 Gy, conforme o estágio e a resposta ao tratamento. A técnica IMRT é preferida por reduzir efeitos colaterais nos tecidos saudáveis ao redor.

      Quimioterapia adicional: Não há indicação de quimioterapia antes (indução) ou após (adjuvante) a quimiorradioterapia nos casos localizados.

      Como saber se o tratamento com Radioquimioterapia foi eficiente?

      Um dos aspectos mais críticos no manejo do câncer anal é o tempo de avaliação da resposta ao tratamento. Evidências do estudos clínicos randomizados demonstram que a resposta completa pode ocorrer de forma lenta e tardia.

      Período de Avaliação

      Taxa de Resposta Completa

      Implicação Clínica

      11 Semanas

      52%

      Avaliação precoce pode ser inconclusiva.

      18 Semanas

      71%

      Observa-se regressão contínua do tumor.

      26 Semanas

      78%

      Momento ideal para definir falha de tratamento.

      Após o tratamento, é importante respeitar o tempo adequado para avaliação da resposta tumoral, que pode ser lenta. Recomenda-se aguardar até 6 meses (26 semanas) antes de considerar falha terapêutica. Biópsias realizadas precocemente devem ser evitadas, pois podem apresentar resultados falso-positivos devido a alterações inflamatórias causadas pela radioterapia. O seguimento deve incluir exame de toque retal e anuscopia periódicos, especialmente nos primeiros dois anos, período de maior risco de recidiva. A doença pode retornar de forma local, regional ou à distância, sendo fígado e pulmões os locais mais comuns de metástases. Nos casos de recidiva local, o tratamento padrão é a ressecção abdominoperineal, que envolve a retirada do reto e do ânus, com necessidade de colostomia definitiva.

      Que fazer se o tratamento com radioquimioterapia falhar?

      O INCA é hoje a maior experiência mundial de tratamento quando falha a radioquimioterapia no câncer anal. Se o tratamento com quimiorradioterapia não for eficaz, seja por persistência ou recidiva da doença, a principal opção é a cirurgia de resgate, chamada ressecção abdominoperineal, que envolve a retirada do reto e do ânus, com colostomia definitiva. Nessa situação, fatores analisados no exame do tumor removido, como margens cirúrgicas comprometidas, invasão perineural ou linfovascular e acometimento dos linfonodos. Estes fatores ajudam a estimar o prognóstico e orientar a necessidade de tratamentos adicionais, permitindo uma abordagem mais individualizada para cada paciente.

      Desafios da Imunossupressão e HIV

      Pacientes vivendo com HIV apresentam maior risco de desenvolver câncer anal, frequentemente em idades mais precoces e com doença mais agressiva. Nesses casos, a detecção e o tratamento de lesões precursoras são fundamentais. Evidências recentes mostram que o tratamento de lesões intraepiteliais de alto grau pode reduzir a progressão para câncer invasivo, reforçando a importância do acompanhamento regular com exames como citologia anal e anuscopia de alta resolução nesse grupo específico.

    • Acompanhamento pós-tratamento

      O seguimento do paciente que tratou adequadamente o câncer anal com quimiorradioterapia (esquema Nigro modificado) deve ser conduzido com muita atenção. A doença apresenta um comportamento peculiar, caracterizado por resposta tumoral lenta. A primeira avaliação clínica (toque retal e anoscopia) deve ocorrer entre 8 e 12 semanas, mas a ausência de resposta completa nesse momento não deve ser interpretada como falha terapêutica. O tempo ideal para definição de resposta é de até 26 semanas (≈6 meses), sendo recomendada conduta expectante em lesões residuais sem progressão evidente. O principal objetivo do seguimento é detectar precocemente recidivas potencialmente curáveis, especialmente nos primeiros 2 a 3 anos, período de maior risco.

      Etapa

      Conduta

      0–6 meses pós-tratamento

      Avaliar resposta (8–12 semanas), aguardar até 6 meses antes de definir falha

      0–2 anos

      Consulta + toque retal + linfonodos inguinais a cada 3–6 meses

      3–5 anos

      Consulta a cada 6 meses

      Anoscopia

      A cada 6–12 meses nos primeiros 3 anos

      Imagem (Estágio II–III)

      TC anual por 3 anos

      Após 3 anos

      Seguimento principalmente clínico

      Sempre avaliar

      Função intestinal, sexual, saúde óssea, HPV e saúde mental

    • Estudos clínicos abertos

      Confira os estudos clínicos abertos para inclusão de pacientes no INCA.

Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
  • Acesso à informação
    • Institucional
      • Estrutura
      • Competências
      • Quem é quem
      • Atendimento no INCA
      • Atuação internacional
      • Concurso público
      • Contrato temporário
      • Programa de estágio
      • Voluntariado
    • Agenda de autoridades
    • Ações e programas
    • Participação social
      • Consultas públicas
      • Conselho consultivo (Consinca)
    • Auditorias
    • Convênios e transferências
    • Receitas e despesas
      • 2026
      • 2025
      • 2024
      • 2023
      • 2022
      • 2021
      • 2020
    • Licitações e contratos
      • Licitações
      • Contratos
      • Contratações anuais
      • Orientações para fornecedores
    • Servidores
    • Informações classificadas
    • Serviço de Informação ao Cidadão - SIC
    • Perguntas frequentes (FAQ)
      • Atendimento no INCA
      • Câncer
      • Câncer e coronavírus (Covid-19)
      • Direitos sociais da pessoa com câncer
      • Doação de medula óssea
      • Doação de plaquetas
      • Doação de sangue
      • Educação a distância
      • Estudos clínicos
      • Formol
      • HPV
      • Processo de pré-qualificação de marcas
      • Quimioterapia
      • Radioterapia
      • Sangue de cordão umbilical
      • Tabagismo
      • Tabagismo e coronavírus (Covid-19)
      • Transplante de Medula Óssea
      • Voluntariado
      • Exame Nacional de Residência (Enare)
      • Atendimento no INCA
      • Câncer
      • Câncer e coronavírus (Covid-19)
      • Direitos sociais da pessoa com câncer
      • Doação de medula óssea
      • Doação de plaquetas
      • Doação de sangue
      • Educação a distância
      • Estudos clínicos
      • Formol
      • HPV
      • Processo de pré-qualificação de marcas
      • Quimioterapia
      • Radioterapia
      • Sangue de cordão umbilical
      • Tabagismo
      • Tabagismo e coronavírus (Covid-19)
      • Transplante de Medula Óssea
      • Voluntariado
      • Exame Nacional de Residência (Enare)
    • Dados abertos
    • Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)
      • Encarregado de dados
      • Glossário
      • Princípios da LGPD
      • Publicações
    • Transparência e prestação de contas
      • Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI)
      • Plano Estratégico
      • Painel Público de Indicadores do INCA
      • Relatórios de gestão
      • Programa de Projetos de Pesquisa e Ensino de Desenvolvimento Institucional
  • Assuntos
    • Notícias
    • Campanhas
      • 2022
      • 2023
      • 2024
      • 2025
      • 2026
    • Câncer
      • O que é câncer?
      • Como surge o câncer?
      • Tipos de câncer
      • Tratamento do câncer
      • Orientações aos pacientes e familiares
      • Números de câncer
    • Causas e prevenção do câncer
      • O que causa o câncer?
      • Como prevenir o câncer
      • Alimentação
      • Atividade física
      • Bebidas alcoólicas
      • Exposição à radiação
      • Exposição no trabalho e no ambiente
      • Exposição solar
      • HPV e outras infecções
      • Hereditariedade
      • Peso corporal
      • Tabagismo
      • Dicas
      • Mitos e verdades
    • Ensino
      • Cursos
      • Educação a distância
      • Residências
      • Mestrado e doutorado
      • Estágios de pós-graduação
      • Visita técnica
      • INCA de portas abertas
      • Rede de Bibliotecas
    • Eventos
    • Gestor e profissional de saúde
      • Controle do Câncer de Mama
      • Controle do Câncer do Colo do Útero
      • Observatório da Política Nacional de Controle do Tabaco
      • Programa Nacional de Controle do Tabagismo
      • Programa de Qualidade em Mamografia
      • Programa de Qualidade em Radioterapia
      • Envio de amostras de exames citopatológico e histopatológico
    • Pesquisa
      • Pesquisa básica e experimental
      • Pesquisa clínica e desenvolvimento tecnológico
      • Pesquisa translacional e aplicação diagnóstica
      • Plataformas multiusuário
      • Comitês e comissões
      • Ensaios clínicos
      • Banco Nacional de Tumores
      • Programa de bolsas em pesquisa oncológica
      • Ciclo de Palestras da Coordenação de Pesquisa e do Programa de Pós-graduação em Oncologia
      • Inovação
      • Oportunidades Internacionais
      • International Meeting in Oncology Research
  • Canais de atendimento
    • Fale conosco
    • Ouvidoria
      • Ouvidoria-Geral
      • Ouvidoria HC II
      • Ouvidoria HC III/IV
    • Comunicação
      • Solicitação de uso de marca
    • Imprensa
      • Releases
  • Centrais de conteúdo
    • Aplicativos
      • Meu INCApp
      • INCAConecta
      • Atlas de Mortalidade por Câncer
      • Armazém da Saúde
    • Áudios
    • Exposições
      • A mulher e o câncer de mama no Brasil
      • A mulher e o câncer do colo do útero
      • Saber Saúde: 20 anos
      • Caminhos da agroecologia: cultivando a vida
      • INCA: 80 anos de história na saúde pública do Brasil
      • O controle do tabaco no Brasil: uma trajetória
      • Coletânea Saúde do Homem
      • Solicitação de download de exposição
    • Infográficos
    • Repositório Institucional (Ninho)
    • Publicações
    • Revistas
      • Revista Brasileira de Cancerologia (RBC)
      • Rede Câncer
    • Vídeos
  • Composição
  • Serviços
Redefinir Cookies
Redes sociais
  • YouTube
Acesso àInformação
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons Atribuição-SemDerivações 3.0 Não Adaptada.
Voltar ao topo da página
Fale Agora Refazer a busca