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Funarte reverencia Benito di Paula
Reprodução Instagram
A Fundação Nacional de Artes (Funarte) reverencia Benito di Paula (1941-2026), cantor, compositor e pianista que construiu uma trajetória singular na música popular brasileira, marcada pela combinação entre samba, piano e melodias românticas. Com estilo próprio e interpretação inconfundível, o artista conquistou o público a partir da década de 1970 e marcou diferentes gerações com suas composições.
Nascido em Nova Friburgo (RJ), Benito estabeleceu o piano como um dos principais elementos de sua identidade artística, desenvolvendo uma sonoridade que aproximava o samba de influências românticas e jazzísticas. O reconhecimento nacional ganhou força em 1973, com o lançamento do álbum “Um Novo Samba”, que trouxe a canção “Retalhos de Cetim”, um de seus maiores sucessos. A música tornou-se um clássico do repertório brasileiro. Nos anos seguintes, Benito emplacou outras composições que atravessaram gerações, como “Charlie Brown", “Mulher Brasileira”, “Do Jeito Que a Vida Quer” e “Tudo Está no Seu Lugar”.
É considerado o criador do chamado samba-joia, denominação utilizada para caracterizar a mistura entre o samba, arranjos de piano e melodias românticas. Com presença marcante nos palcos e uma identidade artística autêntica, o cantor conquistou popularidade, levando sua música a públicos de diferentes regiões do país.
Benito di Paula também atuou na televisão, apresentando o programa “Brasil Som 75”, na TV Tupi. Suas composições passaram a integrar a memória afetiva brasileira e foram interpretadas por diferentes artistas, reafirmando a força de seu repertório na história da música nacional.
Em 2021, ao completar 80 anos, lançou o projeto “Benito 80: Novo Samba Sempre Novo”, em parceria com o filho, o músico Rodrigo Vellozo. O trabalho revisitou canções de sua trajetória e reuniu artistas convidados, aproximando diferentes gerações em torno de sua obra.
A Funarte se solidariza com familiares, amigos, colegas de profissão, artistas e admiradores do cantor, compositor e pianista, que foi um ícone da música popular brasileira. Sua obra, marcada pela originalidade e pela fusão de sonoridades, permanece viva no repertório cultural do país e na memória de gerações.