Notícias
Funarte lamenta profundamente o falecimento de Cacá Diegues
Reprodução: Cacá Diegues (www.carlosdiegues.com.br)
A Funarte lamenta profundamente o falecimento de Cacá Diegues, um dos grandes arquitetos do cinema brasileiro. Nascido em Maceió, Alagoas, em 1940, sua obra construiu uma crônica sensível de um país em movimento, desafiando fronteiras entre o real e o imaginário, entre a urgência política e a poesia. Do Cinema Novo, do qual foi um dos fundadores ao lado de Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos, à imortalidade na Academia Brasileira de Letras, Cacá construiu uma cinematografia que permanece insubordinada ao tempo.
"Cacá Diegues, mestre do cinema brasileiro, projetou o Brasil no espelho da tela. Foi um combatente inventivo das artes, um visionário que narrou o povo que somos com coragem e beleza. Sua obra segue viva, como insurreição e legado. Sua partida é uma ausência irreparável, mas sua presença permanece em cada roteiro, cada cena que não se apaga das retinas do Brasil", afirma Maria Marighella, presidenta da Funarte.
Autor de mais de 20 longa-metragens e de clássicos como Ganga Zumba (1964), Xica da Silva (1976), Bye Bye Brasil (1980) e Orfeu (1999), Cacá Diegues denunciou desigualdades, celebrou resistências e imprimiu na história do cinema nacional um olhar genuinamente brasileiro, afirmando nossa identidade cultural.
A Funarte se solidariza com familiares e amigos e reconhece a trajetória e o legado de Cacá Diegues, que se despede deixando uma obra que nos convoca a imaginar outros futuros possíveis.