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RIO DE JANEIRO - 2ª Feira do Cooperativismo da Agricultura Familiar amplia acesso da produção fluminense aos mercados institucionais
Agricultores e agricultoras familiares que acessam os mercados institucionais por meio das políticas públicas executadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participaram da 2ª Feira do Cooperativismo da Agricultura Familiar do Rio de Janeiro, realizada no Hortomercado Humaitá na última sexta-feira (12). Organizado pela União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado do Rio de Janeiro (Unicafes/RJ), o evento contribuiu para a divulgação e comercialização dos produtos da agricultura familiar fluminense.
A Companhia foi representada pelo superintendente regional no Rio de Janeiro, Paulo Roberto Batista dos Santos, e pela gerente de Operações e Técnicas, Ana Paula Lima. Também estiveram presentes o superintendente Federal do Desenvolvimento Agrário no estado (SFDA/MDA), Victor Tinoco de Souza, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e lideranças de associações e cooperativas das regiões dos Lagos, Costa Verde e Noroeste, que acessam projetos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) executados pela Conab.
Além de vegetais, como banana e mandioca, a feira também contou com a venda de mel, alimentos beneficiados e produtos do artesanato local. Destaque para a banana passa produzida pela agricultura familiar de Paraty (RJ), que conquistou o terceiro lugar, na categoria alimentos saudáveis e orgânicos, na 20ª Bio Brazil Fair, maior feira de alimentos naturais e orgânicos da América Latina, realizada em São Paulo entre os dias 10 e 13 de junho.
Durante a apresentação, o superintendente regional da Conab ressaltou a importância do Hortomercado Humaitá para a ampliação das compras públicas, especialmente pelo PAA. “Antigamente o produtor plantava e só vendia para o atravessador. Agora ele tem o preço justo que o Governo Federal paga, o preço de varejo. Nosso objetivo, ao disponibilizar o espaço da Conab para a feira, é trazer o campo e o que é feito lá para a cidade, pois muita gente não vê o produtor. As pessoas veem a mercadoria que chega, mas não conhecem a luta que eles têm para trazer essa mercadoria. A cidade precisa conhecer na essência as pessoas do campo que aqui estão vendendo seus produtos”, destacou.
A necessidade de ampliar a rede de empreendimentos coletivos inscritos no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), obrigatório para acessar as políticas públicas direcionadas ao setor, também foi pontuada na abertura do evento. O registro ativo no CAF é fundamental para promover ações de incentivo à transição agroecológica e à produção orgânica de alimentos, aumentando a capilaridade das redes de acesso aos mercados institucionais.
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