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Iniciativa fomenta a leitura como caminho para dignidade, cidadania e retorno ao mercado de trabalho
FBN e TST assinam Acordo de Cooperação Técnica que prevê ações de reinserção social para pessoas que se encontram em situação prisional
Divulgação TST
O presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Marco Lucchesi, e o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Conselho Nacional da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, assinaram, nesta quarta-feira (18/03), em Brasília, o Acordo de Cooperação Técnica que tem por objeto a conjunção de esforços para promover a colaboração entre os órgãos para a promoção da leitura no ambiente socioeducativo, em escritórios sociais e no sistema prisional, incluindo a destinação de material de leitura para a formação e incremento de bibliotecas em tais espaços, bem como a formação de mediadores de leitura, em formato presencial e à distância, como forma de atuar diretamente no desenvolvimento de ações para a educação integral de pessoas que se encontrem em tais regimes.
A iniciativa fomenta a leitura como caminho para dignidade, cidadania e retorno ao mercado de trabalho, à medida que contribui para o desenvolvimento pessoal e amplia o acesso à educação. As diretrizes estão alinhadas às políticas públicas conduzidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como a Agenda Justiça Juvenil e o Plano Nacional Pena Justa.
A cerimônia contou também com a presença do coronel aviador, Luís Fonseca de Moura, representante da Assessoria Parlamentar e de Relações Institucionais do Comando da Aeronáutica (Aspaer). Para que os livros cheguem ao seu destino, o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) é essencial.
“Quando defendemos a cultura da paz, pensamos sempre a partir da instância da justiça. Boa parte dessa agenda, no Brasil, passa necessariamente pela defesa do trabalhador. E, como bem sabemos, a leitura e o trabalho coincidem com o destino mais profundo da cidadania. Daí a nossa alegria, hoje, de firmarmos um acordo de cooperação técnica entre a Biblioteca Nacional do Brasil e o Tribunal Superior do Trabalho, cada qual dentro de seu papel republicano, sob o signo da solidariedade, para humanizar as escolas prisionais. A leitura é um processo de renovação e esperança. A iniciativa do presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, nos dá muito orgulho”, afirma Marco Lucchesi.
“A Justiça do Trabalho, ao longo de sua história, tem se afirmado não apenas como garantidora de direitos, mas também como agente ativo de promoção da cidadania. E é exatamente nesse contexto que este acordo se insere. Promover o acesso à leitura é promover autonomia. É ampliar horizontes. É oferecer instrumentos para que cada indivíduo possa reconstruir sua trajetória com dignidade”, declara Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.