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Coleções da Seção de Manuscritos | Senador Alencar
O titular desta coleção foi padre, jornalista e político, esteve envolvido em movimentos separatistas e na maioridade de D. Pedro II.
José Martiniano Pereira de Alencar (Crato, CE, 1794 – Rio de Janeiro, 1860) nasceu numa família de grandes proprietários de terra. Estudava no seminário de Olinda quando tomou parte na revolução de Pernambuco e na Confederação do Equador, ao lado de seus irmãos e sua mãe, Bárbara de Alencar. Isso lhe rendeu alguns anos de prisão. Ao recuperar a liberdade, participou do movimento da independência do Brasil, o que lhe garantiu um bom capital político. Ocupou seu primeiro cargo em 1822, como suplente na representação do Ceará, e concluiu seus estudos sacerdotais. Mais tarde se tornou senador, em vários mandatos, e por duas vezes foi presidente da província do Ceará.
A par de sua atuação política, José Martiniano publicou artigos, memórias históricas e discursos. Embora ordenado padre, manteve por muito tempo um relacionamento amoroso com sua prima, Ana Josefina, com quem teve sete filhos reconhecidos em testamento. Entre eles, José de Alencar, um dos mais conhecidos escritores do Romantismo brasileiro, e Leonel Martiniano, político e diplomata que receberia de D. Pedro II o título de Barão de Alencar.
A Coleção Senador Alencar na Divisão de Manuscritos foi adquirida por compra às famílias de Mário de Alencar, em 1926, e Leonel de Alencar, em 1956. Consiste em documentos e correspondência do titula, bem como do escritor José de Alencar, na ocasião em que ocupava o Ministério da Justiça – com destaque para os bilhetes enviados por D. Pedro II – e ainda de Leonel Martiniano de Alencar.
A coleção está organizada e tem digitalizados alguns documentos, que podem ser acessados por meio da BN Digital. Este é o recibo da venda de um escravizado, Ignacio, passado em nome de um parente do Senador Alencar.
https://objdigital.bn.br/objdigital2/acervo_digital/div_manuscritos/mss1593312/mss1593312.jpg
Alencar, Rivadavia Pereira de. Recibo de venda de escravo em nome de Antonio da Franca Alencar. Rio de Janeiro, 1851.
Ana Lúcia Merege
(Divisão de Manuscritos)