Início do itinerário da Real Biblioteca no Brasil, com a chegada de D. João VI e sua corte ao Rio de Janeiro, como consequência da invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão Bonaparte. Junto com a comitiva desembarcaram cerca de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas.
1808 - 1820
- 1808 Chegada do acervo inicial
- 1810 Fundação da Real Biblioteca
Por decreto de 27 de julho, o acervo foi acomodado nas salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, na Rua Direita, hoje Rua Primeiro de Março. Em 29 de outubro, data oficial da fundação da Real Biblioteca, um novo decreto determinava que “nas catacumbas do Hospital do Carmo se erija e acomode a Real Biblioteca e instrumentos de física e matemática, fazendo-se à custa da Fazenda Real toda a despesa conducente ao arranjo e manutenção do referido estabelecimento”.
- 1810 a 1821 Nomeação dos primeiros dirigentes
Frei Gregório José Viegas e padre Joaquim Dâmaso são nomeados os primeiros dirigentes da Biblioteca, cargo então denominado como “prefeito ou encarregado do arranjamento e conservação”.
- 1810 Abertura aos estudiosos
O decreto de 29 de outubro determina que a Real Biblioteca seja aberta aos estudiosos.
- 1811 Chegada do segundo lote de livros
Com o bibliotecário Luís Joaquim dos Santos Marrocos chega ao Rio de Janeiro, em junho, o segundo lote de livros da Real Biblioteca. Em novembro, com José Lopes Saraiva, chegam os últimos 87 caixotes de livros.
- 1811 Doação da Coleção Frei Veloso
Doação dos impressos e manuscritos do Frei José Mariano da Conceição Veloso, botânico e desenhista, com cerca de 2.500 volumes, manuscritos originais e pranchas gravadas em cobre.
- 1812 Ampliação do espaço da Biblioteca
A Real Biblioteca passa a ocupar também o pavimento térreo do prédio na rua Direita, devido ao acréscimo de livros vindos de Lisboa.
- 1814 Abertura ao público para consultas
Franqueamento ao público da Real Biblioteca, que antes era restrita apenas a estudiosos, mediante consentimento régio.
- 1815 Mais obras para o acervo
Aquisição do espólio de Manuel Inácio da Silva Alvarenga, com 1.576 volumes.
- 1818 Incorporação de obras italianas
Compra da coleção do arquiteto José da Costa e Silva, com desenhos originais, livros, manuscritos, estampas gravadas e camafeus, sendo muitas obras de artistas italianos.
- 1819 Chegada de mais uma coleção
Compra da coleção do conde da Barca, denominada Coleção Araujense, com 2.365 obras em 6.329 volumes.