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Wellington César toma posse como novo ministro da Justiça e da Segurança Pública
Imagem: Gil Ferreira - ASCOM/SRI
Brasília, 15/01/2026 – O advogado Wellington César tomou posse, na tarde desta quinta-feira (15), como novo ministro da Justiça e da Segurança Pública. A cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto e reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro da pasta Ricardo Lewandowski, a ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, além de autoridades.
Durante o evento, o presidente Lula reafirmou o compromisso do governo com o enfrentamento ao crime organizado. “Vamos mostrar que o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado. Já foram aprovadas muitas leis, e tenho confiança de que vamos aprovar a PEC da Segurança Pública para definir com clareza o papel da União na segurança pública do país”, afirmou.
A ministra Gleisi Hoffmann destacou a contribuição de Ricardo Lewandowski à frente da pasta e sua atuação na construção de medidas estruturantes. “Quero agradecer não apenas pela atuação no governo, mas também pela parceria como legislador na formulação da PEC da Segurança Pública, que tramita no Congresso e está bem encaminhada, além do Projeto de Lei Antifacção, duas iniciativas fundamentais no combate ao crime organizado”, ressaltou.
Em seu discurso de despedida, Ricardo Lewandowski afirmou que a gestão que se encerra buscou assegurar que a política de segurança pública fosse conduzida dentro dos limites constitucionais, com respeito aos direitos e garantias fundamentais. Ao destacar a trajetória de Wellington César como servidor do Estado, o ex-ministro reforçou a importância da continuidade desse compromisso na nova gestão.
Ao assumir o cargo, Wellington César afirmou que o enfrentamento ao crime organizado deve ser tratado como uma política de Estado, exigindo atuação coordenada e permanente entre as instituições públicas. Segundo o ministro, a complexidade do fenômeno ultrapassa a esfera do Poder Executivo e demanda o engajamento de todo o sistema de justiça.
“Ações isoladas, ainda que eficientes, não são suficientes para enfrentar estruturas criminosas complexas e financeiramente organizadas. O combate ao crime organizado não é tarefa apenas de governo, mas de Estado, e exige a participação do Ministério Público, do Poder Judiciário e de todos os órgãos do Executivo, em uma coordenação à altura do desafio”, concluiu.