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Ministro Alexandre Padilha e membros do Conselhão debatem integração entre tecnologia e sustentabilidade durante painel paralelo ao G20 Social
Durante um café promovido pela Google na manhã do último sábado (16), no Rio de Janeiro, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, debateu a temática "Do G20 a COP-30: o papel da tecnologia na sustentabilidade", junto aos conselheiros Marilene Corrêa, Fábio Coelho e Rodrigo Dienstmann.
O encontro discutiu o papel do Brasil na transição energética e a convergência entre inovação digital e agendas de sustentabilidade, que também foi tema de artigo publicado na Folha de São Paulo nesta segunda-feira (18). Além deles, os conselheiros Nayana Rizzo, Caio Magri e Benazira Djoco, ao lado do secretário-executivo e da secretária-adjunta do Conselhão, Paulo Pereira e Raimunda Monteiro, respectivamente, prestigiaram o evento.
O ministro fez a abertura do evento ressaltando o avanço da chamada agenda verde no país e destacando o marco regulatório do mercado de carbono, aprovado no Senado Federal por meio do Projeto de Lei 182/2024, que institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases do Efeito Estufa (SBCE).
"A COP-30, que marca historicamente a agenda enfrentamento às mudanças climáticas, vai ser fundamental para o nosso país. Esse evento acontecerá na rota de uma série de iniciativas que fortalecem a agenda verde no Brasil. Estamos terminando essa semana com o importante anúncio que foi a aprovação no Senado Federal o novo marco regulatório de crédito de carbono, constituindo formalmente um mercado regulado de crédito de carbono e garantindo segurança jurídica para o mercado voluntário, sobretudo na região amazônica brasileira e no conjunto de entidades", afirmou o ministro, antes de enumerar outras iniciativas atinentes.
"Isso se soma a outros marcos regulatórios do que nós chamamos o nosso plano de transformação ecológica, que foram aprovados nesse um ano e dez meses. Combustível do futuro, hidrogênio verde. Mecanismos de debêntures de infraestrutura para a transformação ecológica que permitiram captar no mercado privado o primeiro leilão. Foram R$ 46 bilhões atraídos pra projetos de transformação ecológica. Além de crédito, desenvolvimento também pra projetos de sustentabilidade do BNDES. Ou seja, novos marcos regulatórios foram aprovados e estão criando já um ambiente regulatório muito positivo pra que a gente efetive esse compromisso do Brasil em apoiar uma iniciativa de transformação ecológica no nosso país e incidir sobre o esforço mundial com um ambiente seguro para os investimentos privados, sejam nacionais, sejam internacionais", pontuou Padilha.
Em seguida, o conselheiro e presidente da Google no Brasil, Fábio Coelho, fez um panorama do cenário brasileiro relacionado à transição energética e à atuação da big tech no país.
"Pela primeira vez o Google consegue estar presente de uma forma tão intensa dentro do processo de transformação de nosso país. Quando a gente analisa as vantagens estratégicas de cada país, o Brasil se encontra numa posição extremamente favorável. No momento atual, do G20 caminhando para a COP-30, fica muito claro que é uma oportunidade única para gente poder trazer a tecnologia para dentro de vetores universais em que o Brasil tem uma situação vantajosa. Olhando para o Brasil hoje, nesse movimento de transição energética e entendendo a necessidade de energia para criar condições de construir datacenters locais, com uma expectativa de investimentos na faixa de R$ 120 bilhões, a gente tem que entender como otimizar a estratégia logística de datacenters por meio da distribuição desses centros pelo país. Esses movimentos possibilitam energia acessível, utilizando uma matriz energética que já é limpa e com a perspectiva de ampliar essa qualidade", ressaltou Coelho.
A conselheira Marilene Corrêa, que é também professora-titular da Universidade Federal do Amazonas, fez uma reflexão sobre os dinamismos relacionados à região amazônica.
"A Amazônia mudou de configuração. Não somos nós apenas os interessados no desenvolvimento, preservação e real controle das políticas públicas sobre os territórios, os povos e as culturas da Amazônia. Nas últimas décadas, houve uma mudança substantiva no paradigma científico necessário. A relação homem-natureza deixou de ser apenas mítica e de populações tradicionais e originárias. Ela foi transferida, por imposição e por necessidade, numa transformação de território brasileiro que ainda espera do desenvolvimento futuro para biomas e ecossistema. O que prevalece é o conceito de relação homem-natureza em que os biomas vão precisar muito mais de políticas preservacionistas, do que políticas de inclusão Estado-sociedade", finalizou.