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Conselhão reúne empresários e sindicalistas para discutir igualdade salarial de gênero no mercado de trabalho
O Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável – CDESS, o Conselhão, reuniu representantes do empresariado e sindicalismo para debater caminhos para a efetiva implementação da Lei nº 14.611, de 3 de julho de 2023, conhecida como Lei da Igualdade Salarial, que estabelece critérios de igualdade remuneratória entre mulheres e homens.
"Tenho certeza que, ouvindo todos os lados e ponderando seus pontos de vista, vamos pavimentar um caminho para consolidar a igualdade salarial entre homens e mulheres" Paulo Pereira
Nesta segunda (15), os debates aconteceram em dois momentos distintos na cidade de São Paulo. Pela manhã, na sede da Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN, o secretário-executivo do Conselhão, Paulo Pereira, junto ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e a secretária-executiva do Ministério das Mulheres, Maria Helena Guarezi, se reuniram com empresários. Durante a tarde, o encontro das autoridades se deu junto aos sindicalistas, e ocorreu no Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - DIEESE.
Paulo Pereira ressaltou a importância de avançar na questão da igualdade salarial de gênero com ampla participação de todos atores envolvidos. “Essa reunião é um passo importante para a efetivação da lei. Trazer empresários, sindicalistas, a sociedade civil como um todo, para o centro do debate, como sempre frisado pelo ministro Padilha e o presidente Lula, é o modo desse governo trabalhar. Tenho certeza que, ouvindo todos os lados e ponderando seus pontos de vista, vamos pavimentar um caminho para consolidar a igualdade salarial entre homens e mulheres”, pontuou o secretário-executivo.
Diversos conselheiros compareceram aos encontros, entre eles, Adriana Marcolino, Caio Magri, Airton Cano, Mônica Veloso, Ricardo Patah, Miguel Torres, Sérgio Nobre e Maria Auxiliadora dos Santos. Além disso, representantes de diversas instituições, como Febraban, Ambev, Coca-Cola, Carrefour, Itaú, Magazine Luiza, Natura, PwC, Shell, Sompo, Unilever e Ypê, compareceram e apresentaram contribuições.
Adriana Marcolino, conselheira e diretora do DIEESE, destacou o caráter de diálogo entre os muitos atores. “A atividade foi um espaço de diálogo na busca por caminhos para avançar na implementação da lei e conseguir efetivamente eliminar as desigualdades de gênero no mercado de trabalho. Foi um momento importante para que as empresas, o movimento sindical e a sociedade pudessem conversar com o governo pensando em caminhos para essa finalidade”.

- Paulo Pereira, Secretário-Executivo do Conselhão. Foto: FEBRABAN
Já Caio Magri, que também é conselheiro e presidente do Instituto Ethos, avaliou positivamente o encontro. “A reunião foi bastante positiva. Em primeiro lugar porque todas as empresas que foram convidadas participaram do diálogo, o que eu acho que é um indicador bastante positivo. Em segundo lugar porque foi um espaço de escuta genuíno, onde contribuições apareceram e elas precisam ser sistematizadas, o que significa que a gente tem que dar um outro passo de organizar esse processo para que a gente consiga acelerar e implementar a Lei de Igualdade Salarial”, finalizou.
Sobre o Conselhão
Criado por lei em 2003, o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável teve uma exitosa experiência em seus mais de 15 anos de existência, até ser extinto em 2019. O novo Conselho que foi recriado no início de maio do ano passado ganhou em seu nome o termo “Sustentável”, para chamar atenção sobre a potencialidade ambiental do país no atual cenário de mudanças climáticas.
A recriação do Conselho fortaleceu as instituições e a democracia brasileira, contribuindo para a representação da sociedade brasileira, em sua complexidade, heterogeneidade e diferentes visões de mundo no processo de formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento econômico-social sustentável.
Tradicionalmente foi integrado por representantes da sociedade civil de diversos segmentos, em uma composição ampla e plural. No novo formato, tornou-se ainda mais representativo da sociedade, contando com cidadãs e cidadãos de diferentes grupos e classes sociais, com aumento da participação feminina e maior busca por diversidade étnico-racial e territorial.