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Valorização do salário mínimo
O poder de compra do salário mínimo em janeiro de 2015 é o maior visto no país desde agosto de 1965, superado apenas pelo registrado no período de julho de 1954 a julho de 1965, segundo o Banco Central. Esse avanço, o maior em quase 50 anos, se deve à política de valorização do salário mínimo, que repercute tanto sobre o poder de compra dos assalariados em geral, quanto dos beneficiários da previdência social.
No país, o rendimento da população ocupada com renda de até um salário mínimo cresceu 52% a mais do que o salário mínimo (36% no Norte, 48% no Nordeste, 49% no Sul, 56% no Centro-Oeste, e 60% no Sudeste). Da mesma forma, o aumento dos rendimentos da faixa de um a um e meio salário mínimo superou o do salário mínimo em 1% (6% no Nordeste, Sul e Centro-Oeste). A análise das variáveis indica, portanto, que elevações reais dos rendimentos do trabalho em anos recentes – em especial nas faixas de menor rendimento – foram determinadas, em parte, pela valorização do salário mínimo.
Em continuidade à política de valorização do salário mínimo, cujas diretrizes foram instituídas pela Lei nº 12.382, de 25 de fevereiro de 2011, o salário mínimo foi elevado de R$ 678,00 para R$ 724,00, em 2014, representando aumento real de 1,16%.
A elevação contínua do valor do salário mínimo tem contribuído para o aumento real de outros indicadores de rendimentos, incidindo particularmente nas faixas de menor renda e, consequentemente, contribuindo para a redução da desigualdade.
Para 2015, o valor fixado pelo Decreto nº 8.381, de 29 de dezembro de 2014, é de R$ 788,00, representando aumento real de 2,49%. O novo valor do salário mínimo, que passou a vigorar a partir de janeiro deste ano, é de R$ 788, o que representa um aumento de 8,8% em relação a 2014 e incremento de renda de R$ 38,4 bilhões na economia, segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) .