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Biodiversidade na era digital
Registrar a ocorrência de uma planta rara na Floresta Amazônica, acompanhar a migração de aves pelo litoral brasileiro ou identificar novas espécies de insetos são tarefas que geram uma quantidade imensa de informações. O desafio é ainda maior: esses dados estão espalhados em museus, universidades, cadernos de campo e bases digitais, muitas vezes em formatos incompatíveis entre si. É nesse ponto que entra a Informática na Biodiversidade, uma área que une ciência da computação, ciência de dados e biologia para coletar, organizar, verificar e analisar informações sobre a vida no planeta.
No dia 15 de junho, às 14h, o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) promoverá um seminário sobre esse tema. O palestrante é Eduardo Couto Dalcin, tecnologista do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente (JBRJ/MMA). Ele fará uma viagem pela história da área: como surgiu, como se desenvolveu e os desafios do momento atual.
A apresentação também abordará os obstáculos que ainda precisam ser superados, como o chamado "impedimento taxonômico" (a dificuldade de identificar e classificar todas as espécies existentes) e a falta de padronização entre diferentes bancos de dados. Além disso, será discutido o papel estratégico dessa área diante de acordos internacionais, como o Acordo Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, que estabelece metas globais para a proteção da natureza. Ao final, o palestrante apontará oportunidades concretas de pesquisa na interseção entre computação científica e biodiversidade.
O seminário será realizado no Auditório A do LNCC, com transmissão simultânea pelo canal do YouTube do Laboratório.
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