Versão para população
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O que aumenta o risco?
Os tumores neuroendócrinos de pulmão têm relação com tabagismo. Não há uma causa específica para o tumor neuroendócrino de outros tipos.
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Como prevenir?
Evitar o tabagismo é uma forma de prevenção dos tumores neuroendócrinos de pulmão.
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Sinais e sintomas
Como os tumores neuroendócrinos são muito heterogêneos, os sinais e sintomas podem ser muito variados a depender do seu local de origem e da forma de apresentação da doença. A maioria dos tumores possui um crescimento muito lento causando muito poucos sintomas e, portanto, podendo causar um longo atraso no seu diagnóstico. No entanto, nos casos em que a doença se apresenta de forma agressiva, a perda de peso é uma queixa comum, acompanhada de dor abdominal (nos casos de tumores localizados em órgãos do abdome) ou sangramento (pelo tubo digestivo ou trato respiratório, a depender da sua localização).
Outro ponto a ser destacado é que em até 20% dos casos os tumores neuroendócrinos podem produzir diferentes tipos de hormônios de uma forma excessiva e anormal. Nesses casos, os sintomas variam de acordo com o tipo de hormônio produzido em excesso. Nos casos mais comuns, crises de diarreia e rubor facial decorrentes do excesso de serotonina produzida pelo tumor fazem parte do que chamamos de “síndrome carcinoide”. Alterações cardíacas podem ocorrer decorrentes do efeito desses hormônios no coração no longo prazo.
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Detecção precoce
Não existe um protocolo ou programa para detecção precoce destes tumores.
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Diagnóstico
O diagnóstico de tumor neuroendócrino deve ser guiado através de história clínica e exame físico que levarão a exames de imagem e dosagens hormonais específicas a cada caso dependendo da possível localização do tumor no organismo e características de produção hormonal. A confirmação do diagnóstico, no entanto, deve ser feita através de biópsia. Além de confirmar o diagnóstico, os dados obtidos através da biópsia serão úteis na decisão quanto ao melhor tratamento para cada caso.
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Tratamento
O tratamento dos tumores neuroendócrinos é definido de acordo com o estágio em que a doença se encontra. Nos casos iniciais, sempre que possível, a cirurgia é a melhor estratégia com capacidade de cura.
Nos casos em que a doença já se apresenta de forma avançada com metástases à distância, a cura não é mais possível e dessa forma toda terapia empregada passa a ter como objetivo retardar o crescimento da doença, aliviar os sintomas relacionados e tentar aumentar a sobrevida do paciente. Nesses casos, a quimioterapia tradicional, os medicamentos conhecidos como análogos de somatostatina, terapia com materiais radioativos, radioterapia, e terapias por radiologia intervencionista são opções disponíveis.
A escolha da melhor terapia deve ser definida caso a caso. Nos casos em que há excesso de produção hormônios, é importante também buscar o controle hormonal.
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Acompanhamento pós-tratamento
Considerando que se trata de doença rara em que muitos aspectos estão envolvidos, o acompanhamento após o tratamento deve ser realizado idealmente em centro de referência por equipe multidisciplinar, incluindo oncologista clínico, endocrinologista, cirurgião entre outros profissionais. Exames de imagem e dosagens hormonais são ferramentas utilizadas periodicamente de forma individualizada a cada caso.
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O que aumenta o risco?