Versão para população
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Estatísticas
Estimativa de novos casos no Brasil para 2026 a 2028: 16.450 novos casos, sendo 3.140 homens e 13.310 mulheres para cada ano do triênio (INCA, 2026)
Número de mortes (C73): 1.011, sendo 352 homens e 659 mulheres (Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM, 2024).
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O que aumenta o risco?
- História de irradiação (ter sido submetido à radioterapia) do pescoço, mesmo em baixas doses
- História familiar de câncer da tireoide
- Associação com dietas pobres em iodo
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Exposição a radiações ionizantes (raios-X e/ou gama; iodo radioativo, incluindo iodo-131) em sua rotina de trabalho, como os profissionais que atuam em serviços diagnósticos; técnicos/tecnólogos de radioterapia; entre outros.
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Como prevenir?
- Manter o peso corporal adequado.
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Uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs) pelos profissionais que lidam com radiações ionizantes em suas rotinas de trabalho.
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Sinais e sintomas
A glândula tireoide localiza-se na parte anterior e mais baixa do pescoço e possui a forma de uma borboleta. A tireoide é composta por dois lobos (direito e esquerdo) unidos pelo istmo.
Pode apresenta duas alterações: a funcional que produz hormônios tireoidianos e que pode causar hiperitreoidesmo (excesso de hormônio) ou hipotireoidismo (falta de hormônio) e a anatômica que pode se apresentar com nódulos.
A presença de nódulos tireoidianos é muito frequente e cerca de 70 a 80% das pessoas tem e não sabem. Apesar disso a chance de câncer é pequena (cerca de 12%). Nem todo nódulo tireoidiano merece ser tratado ou retirado. No entanto, a presença de nódulos tireoidianos em pacientes que já foram submetidos à radioterapia durante a infância ou entre aqueles que possuem história familiar de câncer de tireoide, merecem a avaliação de um médico especialista em cirurgia de cabeça e pescoço, pois tem maior risco de malignidade.
Nódulos na tireoide acompanhados de aumento dos gânglios do pescoço, rouquidão, falta de ar, aumento de tamanho dos nódulos num curto intervalo de tempo, dificuldade para engolir alimentos e massa visíveis no pescoço são sinais de alerta para malignidade e necessitam de avaliação médica.
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Detecção precoce
A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar o tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento.
A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.
Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de tireoide traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado.
Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer possibilita melhores resultados em seu tratamento e deve ser buscado, principalmente, com a investigação de algum nódulo inexplicado na tireoide. A conduta diante dos nódulos tireoideanos está bem estabelecida e vai levar em consideração a idade, o sexo, a apresentação do nódulo e sua evolução, a realização da ultrassonografia e do exame de sangue. Com essas informações, é avaliada a necessidade ou não da realização de punção aspirativa do nódulo para melhor definição de suspeita.
Na maior parte das vezes, a presença de um nódulo na tireoide não é câncer, mas é importante que ele seja investigado por um médico.
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Diagnóstico
O diagnóstico do câncer da tireoide começa com a história clínica e o exame físico. Grande parte das vezes, em tumores pequenos, os pacientes não possuem nenhum sintoma. O diagnóstico normalmente é feito após realização de ultrassonografia do pescoço em que é identificado um nódulo com características suspeitas. O diagnóstico é confirmado com a análise do material colhido pela punção do nódulo através de uma agulha e caso haja suspeita ou confirmação de malignidade o paciente deverá ser submetido a uma cirurgia.
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Tratamento
O tratamento do câncer da tireoide é cirúrgico. A retirada da glândula pode ser total ou parcial dependendo de cada caso. Nos casos em que há comprometimento dos gânglios do pescoço, pode haver necessidade de uma cirurgia que inclua a retirada desses linfonodos cervicais.
Em alguns casos, nos tumores mais comuns que são do tipo papilífero ou folicular, dependendo da agressividade do tumor, há necessidade de tratamento complementar com iodo radioativo.
Os carcinomas do tipo medular são menos comuns, porém mais agressivos, justificando a necessidade da retirada da glândula tireoide e dos gânglios do pescoço, mesmo quando diagnosticado em fases iniciais. O tratamento e acompanhamento dos pacientes com carcinomas medulares deve ser realizado por médico especialista e algumas vezes a família deverá ser investigada, pois muitos casos estão relacionados com alterações genéticas.
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Acompanhamento pós-tratamento
Depois de ser definido o tratamento, o mais importante é o seguimento com cirurgião de cabeça e pescoço e endocrinologista. O tempo do acompanhamento depende de cada caso e deve ser feito com dosagem de exames de sangue e exames de imagem como ultrassonografia.
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