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Publicado em 05/06/2022 01h24 Atualizado em 12/12/2025 15h09
    • Detecção precoce

      As estratégias para a detecção precoce do câncer são o diagnóstico precoce (abordagem de pessoas com sinais e/ou sintomas iniciais da doença) e o rastreamento (aplicação de teste ou exame numa população assintomática, aparentemente saudável, com o objetivo de identificar lesões sugestivas de câncer e, a partir daí, encaminhar os pacientes com resultados alterados para investigação diagnóstica e tratamento) (WHO, 2007). 

      Rastreamento

      O rastreamento do câncer é uma estratégia dirigida a um grupo populacional específico em que o balanço entre benefícios e riscos dessa prática é mais favorável, com maior impacto na redução da mortalidade. Os benefícios são o melhor prognóstico da doença, com tratamento mais efetivo e menor morbidade associada. Os riscos ou malefícios incluem os resultados falso-positivos, que geram ansiedade e excesso de exames; os resultados falso-negativos, que resultam em falsa tranquilidade para o paciente; o sobrediagnóstico e o sobretratamento, relacionados à identificação de tumores de comportamento indolente (diagnosticados e tratados sem que representem uma ameaça à vida); e os possíveis riscos do teste elegível (BRASIL, 2010, INCA,2021).

      Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de testículo traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado (WHO, 2007;  USPSTF, 2011).

      Diagnóstico Precoce

      A estratégia de diagnóstico precoce contribui para a redução do estágio de apresentação do câncer (WHO, 2017). Nessa estratégia, destaca-se a importância de a população e os profissionais estarem aptos para o reconhecimento dos sinais e sintomas suspeitos de câncer, bem como haver acesso rápido e facilitado aos serviços de saúde. 

      O diagnóstico precoce do câncer de testículo deve ser buscado com a investigação dos seguintes sinais e sintomas mais comuns (NICE, 2015): 

      • Qualquer aumento de tamanho, de forma ou textura de testículo

      Referências:

      BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Rastreamento. Cadernos de Atenção Primária, n. 29 Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_primaria_29_rastreamento.pdf Acesso em: 28 jun. 2023.

      INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA (INCA). Detecção precoce do câncer. – Rio de Janeiro : INCA, 2021. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document/deteccao-precoce-do-cancer_0.pdf . Acesso em: 27 jun. 2025.

        Gaddam SJ, Chesnut GT. Testicle Cancer. 2023 May 27. In: StatPearls. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan–. PMID: 33085306. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33085306/ Acesso em: 27 jun. 2025.

      NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE. NICE Guideline Suspected cancer: recognition and referral. Published: 23 June 2015. Disponível em:  https://www.nice.org.uk/guidance/ng12.  Acesso em: 28 Jun 2023.

      U.S. PREVENTIVE SERVICES TASK FORCE. Testicular Cancer: Screening. Published: 15 April 2011. Disponível em: https://www.uspreventiveservicestaskforce.org/uspstf/recommendation/testicular-cancer-screening.  Acesso em: 27 jun. 2025

      WORLD HEALTH ORGANIZATION. Early detection. Cancer control: knowledge into action: WHO guide for effective programmes; module 3. Geneva: WHO, 2007. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/43743 Acesso em: 27 jun. 2025.

      WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guide to cancer early diagnosis. World Health Organization, 2017. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/254500. Acesso em: 27 jun. 2025

    • Sinais e sintomas

      Na grande maioria das vezes o tumor de testículo se apresenta como uma massa indolor na bolsa testicular. Com frequência não desprezível podemos observar também massas dolorosas sugestivas de orquiepididimites. Um curso de antibióticos nunca deve ser implementado em quadros clínicos suspeitos de tumor germinativo porém pode ser pensado em casos de pacientes com dor e que não apresentem processo expansivo com a propedêutica adequada. Lembrando que a avaliação ultrassonográfica com Doppler faz parte da propedêutica inicial de casos suspeitos. Outros sinais como adenomegalias cervicais, supraclaviculares, tromboembolismo, massa retroperitonial e ginecomastia podem se apresentar em casos mais avançados.

    • Diagnóstico

      O diagnóstico se dá por meio do exame físico (nódulo palpável), do exame ultrassonográfico da bolsa escrotal, que evidencia lesões nodulares hipoecóicas, geralmente com hiperfluxo ao doppler e por meio da dosagem sanguínea dos marcadores tumorais (alfafetoproteína, beta-HCG e LDH). A tomografia computadorizada do tórax, abdômen e pelve é de fundamental importância para o correto estadiamento da doença e definição de conduta terapêutica pós-orquiectomia.

    • Classificação e estadiamento

      Classificação

      Tumores de células germinativas representam cerca de 95% dos tumores malignos de testículo e costumam serem classificados em seminomas e não seminomas. Os tumores não seminomas são menos comuns que os seminomas, porém têm comportamento mais agressivo e frequentemente incluem diversos tipos celulares em sua constituição. Os quatro tipos de tumores não seminomas são: carcinoma embrionário, coriocarcinoma,seio endodérmico, teratoma. A maioria dos tumores não seminoma são um misto destes quatro subtipos.

      Estadiamento

      O estadiamento do tumor de testículo é baseado na extensão da doença ao diagnóstico e nos níveis de marcadores tumorais (beta HCG, alfa-feto proteína e LDH) pós orquiectomia

      O sistema TNM é internacionalmente aceito para o estadiamento do tumor de testículo e tem influência fundamental no prognóstico e tratamento. O sistema também incorpora a letra S refere ao nível dos marcadores tumorais no cenário pós orquiectomia.

    • Tratamento

      Em linhas gerais, o tratamento dos tumores de testículo se baseia nos estadiamento, tipo histológico e classificação de risco.

      Estadio I (exceto EI S), Seminoma e Não seminoma

      Pacientes no estádio I apresentam doença local ou restrita ao testículo e cordão espermático e têm bom prognóstico. Nesse grupo, o risco de metástases durante o acompanhamento é de cerca de 20%. Assim, pode-se considerar que cerca de 80% dos pacientes serão curados apenas com a orquiectomia radical. Considerando os elevados índices de cura de pacientes com metástases quando tratados com quimioterapia, hoje adota-se como terapia padrão a vigilância ativa desse grupo com protocolos de imagem variados.

      A quimioterapia adjuvante, na forma de carboplatina, para os seminomas, e esquemas poliquimioterápicos, para os não seminomas, configura alternativa com elevado índice de cura, mas que, assim como os métodos de tratamento locais, carregam um elevadíssimo índice de overtreatement, sendo considerada opção para pacientes com fatores de risco em tumor inicial ou que não desejam a vigilância ativa.

      Estadio II A ou B/ Não seminoma

      Em pacientes com tumores não seminomatosos, doença retroperitoneal limitada (< 5cm) e marcadores tumorais normais existem duas opções de tratamento, com bom prognóstico. Nos dias de hoje, a estratégia mais utilizada é a quimioterapia inicial com posterior abordagem cirúrgica de massa retroperitoneais residuais significativas.

      Essa abordagem está associada a elevados índices de cura e, por isso, ganhou muito espaço nas últimas décadas. Além disso, por se utilizar método de tratamento sistêmico, a incidência de metástases a distância também é reduzida, diminuindo a necessidade de vigilância no pós-operatório.

      No entanto, recentemente vêm sendo observados efeitos tardios desses esquemas quimioterápicos, o que vem encorajando grupos a recorrer à cirurgia retroperitoneal como forma de limitar a exposição à quimioterapia. Essa é uma alternativa válida para profissionais com grande experiência em cirurgia retroperitoneal e em casos específicos.

      Estadio II A ou B / Seminoma

      No caso dos seminomas, a alternativa à quimioterapia se materializa na radioterapia em doses mais elevadas do que as ministradas para o estadio I, com bom prognóstico. É importante, no entanto, ressaltar que, tal como a poliquimioterapia, a radioterapia também está associada a efeitos tardios, como malignidades secundárias.

      No caso dos seminomas, a linfadenectomia de retroperitônio é menos estudada e, portanto, não povoa os livros e guidelines, o que não significa que não possa ser utilizada em casos selecionados, nos quais tanto a quimioterapia quanto a radioterapia estejam contraindicadas.

      Estadio II C, III e IS  / Seminoma e Não seminoma

      Ao contrário da vasta maioria dos tumores sólidos, a taxa de cura de pacientes com tumor testicular e doença metastática de grande volume pode chegar a 90%, dependendo da classificação de risco. Isso se dá graças ao desenvolvimento dos esquemas quimioterápicos baseados em cisplatina.

      A combinação mais utilizada consiste de bleomicina, etoposide e cisplatina (BEP). O número de ciclos irá depender da classificação de risco, podendo-se realizar três ciclos em pacientes de bom prognóstico, e idealmente quatro ciclos em pacientes com prognósticos intermediário e ruim.

      Nesses casos, as ressecções cirúrgicas de massas retroperitoneais ou em outros sítios, fica reservada para casos de doença residual pós-quimioterapia. Em seminomas, apenas em casos de doença residual maior que 3 cm e com captação no PET TC, enquanto nos não seminomas devem ser operados todos os tumores residuais maiores que 1 cm.

      Quimioterapia

      Existem diversos esquemas quimioterápicos descritos para o tratamento do câncer de testículo. Os principais são:

      Primeira linha:

      • BEP (bleomicina,etoposideo e cisplatina)
      • EP (etoposide e cisplatina)
      • VIP (etoposide, ifosfamdia e cisplatina)
      • PVB (cisplatina, vinblastina e bleomicina)

      Segunda linha:

      • TIP (paclitaxel, ifosfamida, cisplatina)
      • VeIP (vinblastina, ifosfamida e cisplatina)
      • CE (carboplatina e etoposide) em alta dose + transplante de MO

      Radioterapia

      O tratamento radioterápico nos tumores testiculares fica reservado aos tumores seminomatosos, que são extremamente radiossensíveis. Sua aplicação fica restrita a tumores localizados (Estadio I), forma de radioterapia primária, e tumores retroperioneais de baixo volume (Estadios II a e b).

      A radioterapia primária é aplicada em dois tipos de modelo, o chamado "dog-leg" que compreende, além da área adjacente os grandes vasos com extensão para os vasos ilíacos ipsilaterais, e o denominado AP, que fica restrito ao retroperitônio. Em ambos os casos as doses vão de 20 a 30 Gy, com fracionamento variando entre 10 e 15 aplicações. Na radioterapia para tratamento de lesões retroperitoneais, a modalidade mais utilizada é o “dog-leg” com dose de 25 a 30Gy e adicional de 5 a 10 Gy em área acometida.

      Orquiectomia radical

      Isoladamente, é responsável pela cura da maioria dos pacientes. A abordagem recomendada é por meio de inguinotomia com isolamento e clampeamento precoce do cordão espermático. A ressecção deve englobar testículo, epidídimo e cordão espermático até o nível do orifício inguinal interno.

      O implante de prótese testicular pode ser feito no mesmo tempo cirúrgico, desde que seja implantada também por via inguinal e que os cuidados com assepsia relacionados ao implante sejam respeitados.

      Orquiectomia parcial

      A orquiectomia parcial consiste da ressecção de tumores testiculares isoladamente, preservando o parênquima testicular. Deve ser indicada em tumores menores que 2 cm na ausência de testículo contralateral ou déficit funcional acentuado devido a elevado risco de recorrência local. Apresenta elevado taxa de recorrência quando usada de forma isolada, portanto recomenda-se avaliar radioterapia local adjuvante

      Violação escrotal

      A abordagem transescrotal está associada a risco de alteração da drenagem linfática testicular, elevando o risco de metástases inguinais e pélvicas.

      Linfadenectomia Retroperitoneal

      A linfadenectomia retroperitoneal pode ser realizada como método de tratamento primário associada à orquiectomia radical, quando é denominada LR primária, ou como resgate cirúrgico após o tratamento quimioterápico, quando recebe o nome de LR pós-quimioterapia.

      A LR pós-quimioterapia recebe ainda outras denominações, de acordo com o cenário de sua aplicação: LR de salvamento ou resgate, quando utilizada após quimioterapia de segunda linha; LR desesperada, quando realizada em vigência de marcadores tumorais positivos; e LR reoperativa, quando esta é feita como forma de resgate cirúrgico após a primeira ressecção.

      É importante ainda que se diferencie em aspectos técnicos a ressecção isolada de massas, que pode estar indicada em situações específicas, da LR aplicada na forma de templates previamente descritos Os limites do template bilateral completo englobam  ressecção de tecido linfático  até as artérias renais e crura diafragmática superiormente, os ureteres lateralmente e o cruzamento dos ureteres com os vasos ilíacos, inferiormente. A abordagem é normalmente feita através de incisão mediana, podendo também ser feita por via minimamente invasiva (robótica ou laparoscópica)

      Outros templates modificados para englobar apenas a zona de drenagem de cada testículo especificamente respeitando sua lateralidade podem ser utilizados em situações específicas (massas < 5 cm, restritas à zona de drenagem unilateral e com marcadores negativos) visando reduzir a morbidade do procedimento e, em especial, preservar a ejaculação anterógrada. A utilização de técnicas de preservação nervosa associadas a templates unilaterais modificados pode atingir a preservação da ejaculação em até 99% dos casos.

    • Acompanhamento pós-tratamento

      O acompanhamento pós tratamento em geral é individualizado respeitando-se o estágio em que a doença se encontrava no momento do diagnóstico. Dessa forma podemos implementar o seguinte cronograma:

      Seminoma

      Estagio 1 : Consultas para exame físico a cada 3-6 meses no 1º ano, a cada 6 meses no segundo ano e anualmente a partir do 3º-4º ano. Exames de Tomografia de abdome, pelve e tórax em 4- 6 meses no 1º ano, anualmente a partir do 3º ano.

      A partir do estagio 2 as consultas podem ser mais frequentes a cada 3 meses no 1º ano, e a cada 6 meses a partir do 2º ano, assim como os exames de tomografia que podem se iniciar em 3 meses e serem refeitos no 9-12º mês do início do tratamento. A partir daí com exames
      anuais.

      É importante salientar que um único plano de follow up não é apropriado para todos os pacientes , eles nos fornecem um guia e podem ser modificados em bases individuais além de poderem ser estendidos para mais de 5 anos de acordo com a preferência do médico assistente.

      Não Seminoma

      Estagio 1 : Consultas e marcadores tumorais a cada 2 meses no 1º ano, a cada 3 meses no 2º ano, a cada 6 meses no 3º e 4º anos e anualmete a partir do 5º ano. Tomografias de abdome pelve e tórax a cada 6 meses nos primeiros três anos e anualmente a partir do 3º ano.

      Em pacientes com tumor não seminoma a partir do estagio 2 o cronograma será adaptado de acordo com o tratamento inicial recebido. Em pacientes submetidos à quimioterapia com linfadenectomia retroperitonial de resgate ou não após QT podem seguir esquema semelhante ao apontado acima sem prejuízo de seguimento.

    • Prevenção e Fatores de Risco

      Evidências recentes indicam que determinadas exposições ocupacionais podem estar associadas ao desenvolvimento do câncer de testículo. É importante ressaltar que essa neoplasia é mais comum em faixas etárias jovens e, portanto, pode apresentar relação estreita com a exposição ocupacional a agentes carcinogênicos durante a idade produtiva. Trabalhadores da indústria expostos à N,N-dimetilformamida, agricultores expostos a agrotóxicos organoclorados, como o DDT, e bombeiros, entre os quais se destaca a exposição ao ácido perfluorooctanóico, substância presente em espumas de combate a incêndio e em resíduos de processos de combustão, são profissionais que podem estar mais propensos ao desenvolvimento dessa neoplasia. Estudos reconhecem o câncer de testículo como relacionado ao trabalho em função das exposições mencionadas.

      A prevenção desses agravos no contexto ocupacional envolve o reconhecimento precoce dos riscos, a adoção de medidas coletivas de controle da exposição, a substituição de substâncias perigosas sempre que possível e o uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs). Além disso, o treinamento contínuo em segurança do trabalho, a vigilância em saúde ocupacional e o acompanhamento clínico periódico dos trabalhadores expostos são fundamentais para reduzir riscos, identificar precocemente agravos à saúde e prevenir o adoecimento relacionado ao trabalho.

      Referências:

      IARC. List of classifications by cancer sites with sufficient or limited evidence in humans, IARC Monographs Volumes 1–138. [S. l.]: International Agency forResearch on Cancer, 2025. Disponível em: https://monographs.iarc.who.int/wp- content/uploads/2019/07/Classifications_by_cancer_site.pdf. Acesso em: 22 jun. 2025.

      OTERO, Ubirani Barros et al. Câncer relacionado ao trabalho: relato de experiência doInstituto Nacional do Câncer na atualização da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho do Ministério da Saúde no Brasil. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, [s. l.], vol. 50, p. edoc1, 2025.

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