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Publicado em 05/06/2022 01h24 Atualizado em 19/12/2025 02h55
    • Detecção precoce

      As estratégias para a detecção precoce do câncer são o diagnóstico precoce (abordagem de pessoas com sinais e/ou sintomas iniciais da doença) e o rastreamento (aplicação de teste ou exame numa população assintomática, aparentemente saudável, com o objetivo de identificar lesões sugestivas de câncer e, a partir daí encaminhar os pacientes com resultados alterados para investigação diagnóstica e tratamento) (WHO, 2007).

      Diagnóstico Precoce

      A estratégia de diagnóstico precoce contribui para a redução do estágio de apresentação do câncer (WHO, 2017). Nessa estratégia, destaca-se a importância de ter a população e os profissionais aptos para o reconhecimento dos sinais e sintomas suspeitos de câncer, bem como o acesso rápido e facilitado aos serviços de saúde.

      Rastreamento

      O rastreamento do câncer é uma estratégia dirigida a um grupo populacional específico em que o balanço entre benefícios e riscos dessa prática é mais favorável, com maior impacto na redução da mortalidade. Os benefícios são o melhor prognóstico da doença, com tratamento mais efetivo e menor morbidade associada. Os riscos ou malefícios incluem os resultados falso-positivos, que geram ansiedade e excesso de exames; os resultados falso-negativos, que resultam em falsa tranquilidade para o paciente; o sobrediagnóstico e o sobretratamento, relacionados à identificação de tumores de comportamento indolente (diagnosticados e tratados sem que representem uma ameaça à vida) e os possíveis riscos do teste elegível (BRASIL, 2010).

      Não há evidência científica de que o rastreamento das Leucemias traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, não é recomendado (NICE, 2015; NCI, 2023).

      Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas mais comuns como (NICE, 2015):

      • Anemia (falta de glóbulos vermelhos): Pode causar fraqueza, cansaço
      • Adenomegalia generalizada
      • Leucopenia (falta de glóbulos brancos normais). Pode aumentar o risco de infecções
      • Neutropenia (baixos níveis de neutrófilos normais). Aumento do risco de contrair infecções bacterianas graves
      • Trombocitopenia (falta de plaquetas sanguíneas). Aumento do risco de hematomas ou sangramentos
      • Hepatoesplenomegalia

      Referências

      BRASIL. Ministério da Saúde. Rastreamento. Cadernos de Atenção Primária, n. 29. Brasília, 2010. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_primaria_29_rastreamento.pdf . Acesso em: 31 jul. 2023.

      NATIONAL CANCER INSTITUTE (NCI). Cancer types. Disponível em:  https://www.cancer.gov/types/leukemia  Acesso em: 31 jul. 2023.

      NATIONAL INSTITUTE FOR HEALTH AND CARE EXCELLENCE (NICE). NICE guideline Suspected cancer: recognition and referral. Published: 23 June 2015.  Last updated: 15 December 2021. Disponível em: https://www.nice.org.uk/guidance/ng12/chapter/Recommendations-organised-by-site-of-cancer#haematological-cancers Acesso em: 31 jul. 2023.

      WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Early detection. Cancer control: knowledge into action: WHO guide for effective programmes, module 3. Geneva: WHO, 2007. Disponível em: https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/43743/9241547338_eng.pdf?sequence=1.  Acesso em: 24 jul. 2023.

      WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guide to cancer early diagnosis. Geneva: World Health Organization; 2017. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241511940.  Acesso em: 24 jul. 2023.

      AMERICAN CANCER SOCIETY.Leukemia. Disponível em:  https://www.cancer.org/cancer/types/leukemia.html. Acessado em 03/08/2023

    • Sinais e sintomas

      Os principais sintomas decorrem do acúmulo de células leucêmicas na medula óssea, comprometendo a hematopoese, levando ao desenvolvimento de anemia, trombocitopenia e neutropenia, a despeito de em geral haver leucocitose às custas de linfócitos. A anemia pode se manifestar por sinais e sintomas tais como: fadiga, falta de ar, palpitação, dor de cabeça, entre outros. A neutropenia pode levar a predisposição de desenvolvimento de infecções, eventualmente severas. A trombocitopenia plaquetas ocasiona sangramentos, sendo os mais comuns na cavidade oral e fossas nasais, além de equimoses e petéquias na pele.

      O paciente pode apresentar gânglios linfáticos inchados, mas sem dor, principalmente na região do pescoço e das axilas; febre ou suores noturnos; perda de peso sem motivo aparente; desconforto abdominal (provocado pelo inchaço do baço ou fígado); dores nos ossos e nas articulações. Caso a doença afete o Sistema Nervoso Central (SNC), podem surgir dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação.

      Depois de instalada, a doença progride rapidamente, exigindo que o tratamento seja iniciado logo após o diagnóstico e a classificação da leucemia.

    • Diagnóstico

      As manifestações clínicas da leucemia aguda são secundárias à proliferação excessiva de células imaturas (blásticas) na medula óssea, gerando sintomas de falência medular e/ou pela infiltração de blastos em diferentes tecidos do organismo, tais como: amígdalas, linfonodos, pele, baço, rins, Sistema Nervoso Central (SNC) e outros.

      A suspeita do diagnóstico é reforçada pelo exame físico. O paciente pode apresentar palidez, febre, aumento do baço (esplenomegalia) e sinais decorrentes da trombocitopenia, tais como epistaxe (sangramento nasal), hemorragias conjuntivais, sangramentos gengivais, petéquias (pontos violáceos na pele) e equimoses (manchas roxas na pele).

      Diante da suspeita clínica de leucemia é necessário a solicitação de hemograma completo, estudo da coagulação (TAP, PTT, fibrinogênio), análises bioquímicas (função renal, hepática, eletrólitos), culturas de sangue na presença de febre, cultura de urina ou outros líquidos biológicos diante da suspeita de infecções associadas e exames de imagem de tórax e abdome diante de sintomas respiratórios e gastrointestinais, respectivamente. As alterações esperadas nesses exames são: hiperleucocitose, neutropenia, anemia, plaquetopenia, aumento de escórias nitrogenadas (uréia e creatinina), aumento de LDH e ácido úrico, distúrbios eletrolíticos relacionados à síndrome de lise tumoral (hipercalemia, hiperfosfatemia, hipocalcemia), alargamento das provas de coagulação, hipofibrinogenemia, dentre outros.

      Nas leucemias agudas, mesmo antes da confirmação diagnóstica é muito importante fornecer suporte clínico com  hidratação venosa; antibióticos de amplo espectro com cobertura para pseudômonas aeruginosa nos casos de neutropenia febril; transfusões de hemocomponentes de acordo com as manifestações clínicas (hemácias em caso de anemia sintomática, plaquetas em caso de hemorragias e plasma fresco congelado em caso de alteração da coagulação e hemorragias) e uso de alopurinol para diminuir o risco de nefropatia aguda pelo ácido úrico.   

      A confirmação diagnóstica deverá ser feita por um hematologista e o paciente deverá ser encaminhado para um centro de tratamento especializado no atendimento de pacientes com leucemias agudas.

      Os exames utilizados para o diagnóstico de certeza são:

      • Hematoscopia: confirma a presença de blastos circulantes no sangue periférico.
      • Imunofenotipagem do sangue periférico: confirma o percentual de blastos e o fenótipo dos blastos, permitindo caracterizar o subtipo, de acordo com a presença de marcadores linfoides ou mieloides.
      • Mielograma: confirma o percentual de blastos na medula óssea além de permitir a avaliação de características displásicas nos diferentes setores hematopoiéticos.
      • Imunofenotipagem da medula óssea: confirma o percentual de blastos e o fenótipo dos blastos, permitindo a caracterização do subtipo celular.
      • Citogenética da medula óssea: a avaliação do cariótipo das células permite a pesquisa da presença de alterações cromossômicas estruturais e/ou numéricas que permitem a classificação e estratificação de risco, essenciais para avaliação prognóstica e para escolha terapêutica adequada.
      • FISH (fluorescence in situ hybridization) para determinadas alterações citogenéticas (ex.:PML-RARA, BCR-ABL): permite a pesquisa de alterações citogenéticas específicas que mudam a escolha da terapia inicial.
      • PCR (polimerase chain reaction) para alterações genéticas recorrentes: essencial para a classificação de acordo com a organização Mundial de saúde (WHO 2016) e para a estratificação de risco, que orienta o prognóstico e a escolha do tratamento.
    • Classificação e estadiamento

      A classificação das leucemias de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), também conhecida como classificação da OMS, é amplamente utilizada como referência para o diagnóstico e tratamento dessas doenças. Essa classificação, atualizada pela última vez em 2016, leva em consideração vários aspectos, incluindo características morfológicas, imunofenotípicas, citogenéticas, moleculares e clínicas das células leucêmicas.

      As leucemias são agrupadas em quatro principais categorias com base no tipo de célula sanguínea afetada: leucemia mieloide aguda (LMA), leucemia linfoblástica aguda (LLA), leucemia mieloide crônica (LMC) e leucemia linfocítica crônica (LLC). Vamos explorar cada uma delas:

      1. Leucemia Mieloide Aguda (LMA): A LMA é caracterizada pelo crescimento descontrolado de células mieloides imaturas na medula óssea. Ela é classificada em subtipos com base na morfologia das células, características citogenéticas e alterações moleculares específicas. Esses subtipos incluem a LMA com maturação, promielocítica, mielomonocítica, monocítica, eritroide, megacariocítica e outras variantes menos comuns.
      2. Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA): A LLA é caracterizada pelo crescimento descontrolado de células linfoides imaturas na medula óssea. Ela também é classificada em subtipos com base na morfologia, imunofenotipagem e características citogenéticas. Os principais subtipos de LLA incluem a LLA de células B precursoras e a LLA de células T precursoras.
      3. Leucemia Mieloide Crônica (LMC): A LMC é caracterizada pela presença de uma alteração cromossômica específica conhecida como cromossomo Philadelphia (Ph), que resulta da translocação entre os cromossomos 9 e 22. Essa translocação gera um gene de fusão chamado BCR-ABL1, que promove o crescimento descontrolado das células mieloides. A LMC tem três fases distintas: crônica, acelerada e crise blástica.
      4. Leucemia Linfocítica Crônica (LLC): A LLC é caracterizada pelo acúmulo de linfócitos B maduros anormais na medula óssea, sangue periférico e outros órgãos linfoides. A LLC é classificada com base na presença ou ausência de determinadas alterações genéticas e fatores prognósticos, como a presença de mutações em genes como TP53 e IGHV.

      Além dessas categorias principais, a classificação da OMS também inclui outros subtipos de leucemias menos comuns, como a leucemia basofílica crônica, leucemia eosinofílica crônica, leucemia de células NK (Natural Killer) e outras variantes raras.

    • Tratamento

      O tratamento das leucemias varia de acordo com o tipo específico. De forma mais resumida podemos diferenciar:

      • Leucemia Linfocítica Crônica: o tratamento é baseado na atualidade no emprego da imunoquimioterapia, que é uma associação de um medicamento imunoterápico com quimioterápicos.
      • Leucemia Mielóide Crônica: o tratamento é baseado no emprego de medicamentos alvo específicos da classe dos inibidores de tirosino-quinase. São medicamentos administrados por via oral.
      • Leucemia Mielóide Aguda e Leucemia Linfoblástica Aguda têm tratamentos baseados em protocolos de quimioterapia infusional.

      O transplante alogênico de medula óssea é um procedimento terapêutico complexo que têm sua indicação clínica para as leucemias agudas nos casos em que ao diagnóstico são identificados fatores clínicos e/ou laboratoriais que se correlacionam com pior prognósticos, ou para aqueles pacientes que receberam tratamento prévio, mas que tenham desenvolvido recidiva da doença.

      No caso das leucemias crônicas o transplante de medula óssea é recomendado apenas para os pacientes que tenham falhado a diversas linhas de tratamento, e que tenham condição clínica satisfatória e idade inferior a 60 anos.

      Principais procedimentos médicos no tratamento da leucemia:

      • Mielograma: exame de grande importância para o diagnóstico (análise das células) e para a avaliação da resposta ao tratamento, indicando se, morfologicamente, as células leucêmicas foram erradicadas da medula óssea (remissão completa medular). Esse exame é feito sob anestesia local e consiste na aspiração da medula óssea seguida da confecção de esfregaços em lâminas de vidro, para exame ao microscópio. Os locais preferidos para a aspiração são a parte posterior do osso ilíaco (bacia) e o esterno (parte superior do peito). Durante o tratamento são feitos vários mielogramas.
      • Punção lombar: Consiste na aspiração do líquor (líquido claro que circula entre as membranas que forram a medula espinhal) para exame citológico e para injeção de quimioterapia com a finalidade de impedir o aparecimento (profilaxia) de células leucêmicas no SNC ou para destruí-las quando existir doença (meningite leucêmica) nesse local. É feita na maioria das vezes com anestesia local e poucas vezes com anestesia geral, indicada para crianças que não cooperam com o exame.
      • Cateter Venoso Central: Como o tratamento da leucemia aguda pode durar até três anos e requer repetidas transfusões e internações, recomenda-se a implantação de um cateter de longa permanência em uma veia profunda, para facilitar a aplicação de medicamentos e derivados sanguíneos, além das frequentes coletas de sangue para exames, evitando punções venosas repetidas e dolorosas.
      • Transfusões: Durante o tratamento, principalmente na fase inicial, os pacientes recebem, quase diariamente, transfusões de hemácias e de plaquetas enquanto a medula óssea não recupera a hematopoese (produção e maturação das células do sangue) normal.
    • Acompanhamento pós tratamento

      A rotina de acompanhamento pós-tratamento para pacientes com leucemia é essencial para monitorar a resposta ao tratamento, detectar possíveis recidivas e gerenciar quaisquer efeitos colaterais ou complicações tardias.

      Consulta inicial e subsequentes pós-tratamento:

      • Realizar uma consulta inicial após o término do tratamento para discutir o resultado do tratamento e fornecer informações sobre o acompanhamento a longo prazo.
      • Revisar o histórico médico completo do paciente, incluindo o diagnóstico inicial, tipo de leucemia, tratamentos recebidos e efeitos colaterais relatados durante o tratamento.
      • Discutir e esclarecer quaisquer dúvidas ou preocupações do paciente e de seus familiares.
      Exames laboratoriais regulares:
      • Solicitar exames de sangue periódicos, como hemograma completo, contagem de células sanguíneas, perfil bioquímico e exames de coagulação.
      • Monitorar marcadores específicos da leucemia, como contagem de células leucêmicas, imunofenotipagem e análise molecular, se aplicável.
      • A frequência dos exames dependerá do tipo de leucemia, do estágio da doença e do tratamento prévio recebido.
      Exames de imagem:
      • Realizar exames de imagem, como radiografias, ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM), para avaliar a resposta ao tratamento e detectar sinais de recidiva.
      • A periodicidade dos exames de imagem dependerá do tipo de leucemia, do estágio da doença e das preferências do paciente
      Monitoramento dos sintomas:
      • Avaliar regularmente o paciente em relação a sintomas relacionados à leucemia, como fadiga, perda de peso inexplicada, suores noturnos, febre recorrente, dor óssea ou linfonodos aumentados.
      • Investigar quaisquer novos sintomas relatados pelo paciente que possam sugerir uma possível recidiva da leucemia ou complicações tardias.
      Acompanhamento psicossocial:
      • Encorajar o paciente a participar de grupos de apoio ou a buscar aconselhamento psicológico, se necessário.
      • Avaliar o impacto emocional do diagnóstico e tratamento da leucemia e fornecer suporte emocional adequado ao paciente e à família.
      Vacinação e cuidados gerais de saúde:
      • Garantir que o paciente esteja atualizado com as vacinações recomendadas, levando em consideração seu histórico de tratamento e sistema imunológico comprometido.
      • Promover hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada, atividade física regular e sono adequado.
      • Discutir a importância da prevenção de infecções e orientar o paciente sobre medidas preventivas, como lavagem das mãos e evitando contato com pessoas doentes.
      É importante lembrar que essa rotina de acompanhamento pós-tratamento pode variar de acordo com a situação individual de cada paciente. Portanto, é essencial adaptar o acompanhamento de acordo com as necessidades específicas de cada caso e seguir as diretrizes clínicas atualizadas para o tratamento da leucemia.
    • Estudos clínicos abertos

      Confira os estudos clínicos abertos para inclusão de pacientes no INCA.

    • Prevenção e Fatores de Risco

      De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), a leucemia relacionada ao trabalho está diretamente associada à exposição a agentes cancerígenos, entre os quais se destacam o benzeno, o formaldeído, o 1,3-butadieno, o fósforo-32, o tório-232 e a radiação ionizante (raios X e gama), além de esquemas quimioterápicos específicos, como o MOPP e outras quimioterapias combinadas que incluem agentes alquilantes (IARC, 2025). Também estão incluídas exposições relacionadas à indústria de fabricação de borracha, ao refino de petróleo em contextos ocupacionais, aos radioiodos, incluindo o iodo-131, e ao radônio-222 com seus produtos de decaimento. Outros agentes, como biscloroetil-nitrosoureia, etoposídeo, mitoxantrona, teniposídeo, cloranfenicol, diazinona e mostarda de nitrogênio, também estão associados ao aumento do risco de leucemia.

      Destaca-se, ainda, a exposição à gasolina automotiva. Trabalhadores de postos de revenda de combustíveis e da indústria petroquímica encontram-se particularmente vulneráveis aos efeitos carcinogênicos dessa exposição e, consequentemente, apresentam risco elevado para o desenvolvimento de leucemia. O Instituto Nacional de Câncer (INCA), como instituição nacional de referência, recomenda a redução progressiva da exposição ocupacional à gasolina automotiva, sua substituição por agentes de menor toxicidade, a adoção de sistemas estruturados de recuperação de vapores nas bombas de abastecimento e a implementação de processos de trabalho mais modernos. Essas medidas visam evitar a exposição excessiva dos trabalhadores, reduzir riscos e danos à saúde e contribuir para a prevenção dos cânceres relacionados à exposição à gasolina automotiva, especialmente entre os grupos ocupacionais mais expostos (INCA, 2025).

      REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

      IARC. List of classifications by cancer sites with sufficient or limited evidence in humans, IARC Monographs Volumes 1–140a. International Agency for Research on Cancer, 2025. Acesso em: 21 nov. 2025.  Disponível em: < https://monographs.iarc.who.int/wp-content/uploads/2019/07/Classifications_by_cancer_site.pdf>.

      Madeira, et al. Cânceres Hematológicos Relacionados ao Trabalho Identificados em Pacientes do Hospital do Câncer I, no Instituto Nacional de Câncer, RJ, Brasil. Revista Brasileira de Cancerologia 70 (4), 2024. Acessado em 07 de dezembro de 2025. Disponível em: https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2024v70n4.4710. 

      Instituto Nacional do Câncer. Coordenação de Prevenção e Vigilância. Posicionamento acerca da classificação da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer sobre a gasolina automotiva e seus compostos/aditivos oxigenados. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Câncer; 2025.

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