Versão para população
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Sinais e sintomas
Os sintomas geralmente aparecem conforme o tumor cresce. Entre os sinais mais comuns estão o aumento do volume abdominal, presença de massa ou “caroço” na barriga, dor abdominal, perda de apetite, perda de peso, náuseas e vômitos, cansaço, febre, icterícia (pele e olhos amarelados) e anemia ou palidez. Algumas crianças podem apresentar poucos sintomas no início, o que pode atrasar o diagnóstico.
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Detecção Precoce
A detecção precoce do câncer é uma estratégia utilizada para encontrar um tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento bem sucedido.
A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópios ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou de pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.
Não há evidência científica de que o rastreamento do hepatoblastoma traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado.
Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer possibilita melhores resultados em seu tratamento e deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas, que dependem do tamanho do tumor, sendo os mais comuns:
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aumento e dor abdominal;
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perda de peso e perda de apetite;
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náuseas e vômitos;
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febre;
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icterícia (coloração amarelada dos olhos e pele) e algumas vezes puberdade precoce em meninos.
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Diagnóstico
O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica associada a exames complementares. Podem ser solicitados exames de sangue, incluindo marcadores tumorais como a alfa-fetoproteína, além de ultrassonografia abdominal, tomografia computadorizada ou ressonância magnética e radiografia ou tomografia de tórax para avaliação de possível disseminação da doença. Em muitos casos, também é necessária a realização de biópsia do tumor para confirmação diagnóstica. Esses exames ajudam a definir a extensão da doença e a planejar o tratamento mais adequado.
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Tratamento
O tratamento depende da extensão da doença, da idade da criança e das características do tumor. De forma geral, pode incluir quimioterapia, cirurgia para retirada do tumor e, em casos selecionados, transplante hepático. Frequentemente, a quimioterapia é realizada antes e/ou após a cirurgia com o objetivo de aumentar as chances de cura.
Devido a complexidade do tratamento melhores resultados são obtidos em pacientes tratados em centros especializados em câncer pediátrico
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Acompanhamento pós-tratamento
Após o término do tratamento, a criança deve manter acompanhamento regular com a equipe médica para monitorar possível retorno da doença, avaliar efeitos tardios do tratamento e acompanhar crescimento e desenvolvimento. Esse seguimento geralmente inclui consultas periódicas, exames de sangue e exames de imagem conforme orientação da equipe assistente.
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Sinais e sintomas