Versão para população
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Estatísticas
Estimativa de novos casos no Brasil para 2026 a 2028: 17.190 novos casos para cada ano do triênio (INCA, 2026)
Número de mortes (C00 a C10): 7.156, sendo 5.430 homens e 1.726 mulheres (Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM, 2024).
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O que aumenta o risco?
- Tabagismo: quem fuma cigarro ou utiliza outros produtos derivados do tabaco, como cigarro de palha, de Bali, de cravo ou kreteks, fumo de rolo, tabaco mascado, rapé, charutos, cachimbos e narguilé, entre outros, têm risco muito maior de desenvolver câncer de boca e de orofaringe do que não fumantes. Quanto maior o número de cigarros fumados, maior o risco de câncer.
- Consumo de bebidas alcoólicas: o consumo combinado de bebidas alcoólicas e de tabaco aumenta ainda mais o risco de desenvolver câncer de boca.
- Idade: na medida em que envelhecemos, o risco de desenvolver câncer aumenta. O câncer de boca é mais frequente em pessoas com mais de 50 anos.
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Exposição ao sol sem proteção representa risco importante para o câncer de lábios
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Excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade) aumenta o risco de câncer de boca.
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Infecção pelo vírus HPV está relacionado a alguns casos de câncer de orofaringe.
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Alguns tipos de trabalho podem aumentar o risco de câncer na cavidade oral. Entre os principais fatores de risco estão a exposição direta ao sol, comum em trabalhadores rurais, da construção civil e outros que atuam ao ar livre, e o contato com betume/asfalto, usado em obras de pavimentação e telhados. Também há risco para quem trabalha com radioiodos, como o iodo-131, especialmente em serviços de saúde, como medicina nuclear e serviços de radioproteção. A exposição ao papilomavírus humano (HPV) tipo 16 e/ou 18 em atividades de trabalho também deve ser considerada. Entender os riscos inerentes ao trabalho, ajuda profissionais e empregadores a adotarem medidas de proteção, como uso adequado de EPIs, redução da exposição ao sol e cuidados específicos em ambientes que utilizam materiais radioativos
REFERÊNCIAS:
IARC. List of classifications by cancer sites with sufficient or limited evidence in humans, IARC Monographs Volumes 1–140a. International Agency for Research on Cancer, 2025. Disponível em: < https://monographs.iarc.who.int/wp-content/uploads/2019/07/Classifications_by_cancer_site.pdf>. Acesso em: 21 nov. 2025
OTERO, Ubirani Barros et al. Câncer relacionado ao trabalho: relato de experiência do Instituto Nacional do Câncer na atualização da Lista de Doenças Relacionadas aoTrabalho do Ministério da Saúde no Brasil. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, [s. l.], vol. 50, p. edoc1, 2025.
Ministério da Saúde (BR). Portaria GM/MS nº 5.674, de 1º de novembro de 2024.Altera a Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017, e atualiza a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT). Diário Oficial União. 5 nov 2024.
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Como prevenir?
- Não usar qualquer produto de tabaco, fumado ou não fumado. Se você já usa, é importante parar. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para o tabagismo.
- Evitar o consumo de bebidas alcoólicas
- Manter o peso corporal adequado
- Manter boa higiene bucal
- Usar preservativo (camisinha) na prática do sexo oral
Converse sempre com um dentista ou médico sobre a sua saúde bucal.
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Detecção precoce
O câncer de boca pode ser detectado em fase inicial, quando o tratamento é mais efetivo, aumentando as chances de cura.
Para isso, é importante estar atento a qualquer alteração na boca, desde mudanças na coloração até o surgimento de lesões parecidas com aftas, que não cicatrizem em até 15 dias. Nesses casos, deve-se procurar imediatamente a unidade de saúde para ser examinado por um dentista ou médico.
Quando uma lesão suspeita é identificada, a biópsia (remoção de um pequeno pedaço da lesão para exame laboratorial) deve ser realizada para avaliação. Se confirmado o câncer, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para tratamento especializado.
Fumantes e pessoas que consomem bebidas alcóolicas frequentemente têm maior risco de desenvolver câncer de boca e por isso devem estar especialmente atentos a sinais e sintomas suspeitos.
Aproveite as consultas com o dentista ou médico para tirar dúvidas e, principalmente, relatar qualquer sinal ou sintoma diferente.
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Sinais e sintomas
O câncer de boca pode afetar qualquer parte da boca, incluindo lábios, gengivas, bochechas, língua, céu da boca e região abaixo da língua. Os principais sinais são:
- Lesões (feridas/úlceras) na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias. Essas lesões podem apresentar sangramentos e aumentar de tamanho.
- Manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas
- Nódulos (caroços) nos lábios, boca ou pescoço
- Rouquidão persistente
Nos casos mais avançados observa-se:
- Dificuldade para mastigar e/ou engolir
- Dificuldade para falar
- Sensação de que há algo preso na garganta
- Dificuldade para movimentar a língua
- Perda de peso
Fique atento a esses sinais e a qualquer mudança na coloração ou aspecto da sua boca. Se notar alguma anormalidade, procure um profissional de saúde para investigação diagnóstica. Esses sinais podem ser causados também por outras doenças e não significa que você tenha necessariamente câncer.
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Diagnóstico
O câncer de boca normalmente é identificado pelo exame clínico (visual). Caso o dentista ou médico suspeite de câncer de boca após o exame clínico visual, uma biópsia (retirada de um pequeno fragmento da lesão para exame laboratorial) será realizada. Esse procedimento, na grande maioria das vezes, pode ser feito de forma ambulatorial, com anestesia local, por um profissional treinado.
Outros exames como a tomografia computadorizada, ressonância magnética ou radiografia podem ser solicitados para auxiliar no diagnóstico e na avaliação da extensão do tumor.
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Tratamento
Na grande maioria das vezes o tratamento é cirúrgico, tanto para lesões menores, com cirurgias mais simples, como para tumores maiores. O cirurgião de Cabeça e Pescoço é o profissional que vai avaliar o estágio da doença. Essa avaliação, associada a exames complementares determinará o tratamento mais indicado. A radioterapia e a quimioterapia exclusivas são indicadas em alguns casos específicos.
A cirurgia normalmente consiste na retirada da área afetada pelo tumor associada à remoção dos linfonodos do pescoço e reconstrução quando necessário. Nas lesões mais simples, muitas vezes é necessário apenas a retirada da lesão. Nos casos mais complexos, além do tratamento cirúrgico, é necessária realização de radioterapia para complementar o tratamento. Em todas as etapas do tratamento é importante o aspecto interdisciplinar (com a participação de vários profissionais de saúde) visando a prevenir complicações e sequelas.
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Acompanhamento pós-tratamento
É importante manter o acompanhamento após tratamento com consultas de rotina com o cirurgião de cabeça de pescoço e equipe multidisciplinar e exames de imagem quando necessários principalmente nos primeiros 5 anos após o tratamento, período considerado na maioria das vezes o mais importante para o caso de recidiva, quando a doença pode retornar, mesmo em casos bem sucedidos.
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