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MEIO AMBIENTE
4ª Semana do Meio Ambiente do IEC debate saúde ambiental e ações climáticas na Amazônia Oriental
Mesa de abertura da 4ª Semana de Meio Ambiente do IEC.
Nos dias 2 e 3 de junho, o Instituto Evandro Chagas (IEC) realizou a 4° Semana do Meio Ambiente, evento científico que promove o debate acerca dos principais desafios climáticos e ambientais na Amazônia Oriental. O evento contou com a participação de diversos pesquisadores, profissionais e estudantes.
Durante os dois dias do evento, a Semana do Meio Ambiente contou com palestras e mesas redondas para discutir temas como mudanças climáticas, educação ambiental, contaminantes ambientais e políticas públicas de segurança ambiental.

- Integraram a mesa de abertura do evento, da esquerda para a direita: Kelson Faial, Bruno Carneiro e Aline Imbeloni
Terça-feira
A programação da Semana do Meio Ambiente teve início às 9 horas da manhã na terça-feira (02), com credenciamento dos participantes e cerimônia de abertura. A primeira mesa do evento teve a temática: Qualidade da água na região Portuária de Belém e Barcarena (Estado do Pará) e seus desafios, riscos e implicações para a saúde ambiental, com o palestrante Dr. Bruno Santana Carneiro, pesquisador e Coordenador da Qualidade da Seção de Meio Ambiente do IEC. O pesquisador destacou a importância do debate como uma questão de saúde pública, ressaltando que zonas portuárias em Belém não são isoladas e as populações que vivem nas proximidades utilizam nas águas para consumo e subsistência. Em seguida iniciou a mesa “Bacia do Rio Maguari-Açu: Urbanização, Vulnerabilidade Ambiental e Saúde na Amazônia”, com os palestrantes Me. Neuton Trindade Vasconcelos Junior e Dr. Kelson do Carmo Freitas Faial (SEAMB/IEC). Os pesquisadores mostraram como as ações antrópicas como o descarte irregular de lixo têm contribuído para a degradação do espaço físico, dificultando o ecossistema aquático e a população local.
“A intenção da nossa apresentação foi justamente apresentar para a sociedade, para aqueles que estão presentes no evento, quais são os parâmetros de avaliação da qualidade da água da região do Rio Maguariaçu. O rio passa por uma por uma área muito antrópica, principalmente por influência de pessoas que residem ao redor. Então a gente visa justamente conscientizar e entender quais são os processos que podemos fazer para mitigar ou minimizar os impactos gerados por uma poluição como essa.” reforçou o Dr. Kelson do Carmo Freitas Faial, membro da Seção de Meio Ambiente.
Pela tarde, a primeira mesa abordou os riscos e os danos da introdução de espécies exóticas invasoras para o ecossistema na região Norte. A Mesa redonda contou com a moderação da Dra. Eliane Brabo de Sousa do Instituto Evandro Chagas e contou com palestras da Dra. Mara Rubia Barros (CEPNOR- ICMBio) sobre revisão de espécies exóticas que ameaçam a biodiversidade aquática amazônica; Dr. Weverton Jonh dos Santos (CEPNOR- ICMBio) sobre os impactos da espécie exótica Melanoides tuberculata na saúde da população e ; Dr. Rafael Anaisce das Chagas (UFPA- Campus Bragança) que explicou sobre a invasão do Mexilhão-Dourado e os novos desafios para a Amazônia. Cada uma delas evidenciou os impactos da introdução de fauna exótica em locais como a região Norte, possuidora de vasta biodiversidade. Além de problemas de saúde, a introdução também afeta em outras esferas, como o sustento através da pesca e aquicultura.

- Dr. Rafael Anaisce das Chagas (UFPA- Campus Bragança) explicou sobre a invasão do Mexilhão-Dourado
“Falar sobre a invasão, ela é importante não só na semana de meio ambiente, mas em qualquer momento, porque a invasão de espécies é importante não só para o meio ambiente, mas para a economia e a sociedade.” Explica o pesquisador Rafael Anaisce de Chagas que tem estudado o impacto da introdução do Mexilhão-Dourado em comunidades pesqueiras.
A segunda mesa, moderada pelo Dr. Kelson do Carmo Freitas Faial, abordou os contaminantes e seus impactos na saúde ambiental da Amazônia. A primeira palestra, realizada pelo Dr. Rosivaldo de Alcântara Mendes (SEAMB/IEC), tratou sobre contaminantes ambientais em manguezais amazônicos. A segunda palestra, realizada pela Dra. Izis Mônica Carvalho Sucupira (SEPAR/IEC), abordou o impacto do uso de MILDs (Mosquiteiros Impregnados com Inseticida de Longa Duração) na saúde ambiental. A última palestra da mesa abordou as ações de pesquisa e prevenção com as populações vulneráveis ao mercúrio na bacia do rio Purus, Acre e foi realizada pela Dra. Iracina Maura de Jesus (PPGEVS/IEC).
Quarta-feira
No dia 3 de junho (quarta-feira), foram realizadas duas mesas redondas, com início da programação às 8h30 da manhã. A primeira mesa “Água, Justiça Socioambiental e Ações Climáticas na Amazônia”, moderada pelo Dr. Bruno Santana Carneiro (IEC), contou com três palestras. A primeira, “Desafios da gestão de recursos hídricos na Amazônia frente aos eventos climáticos" , foi realizada por Me. Verônica Jussara Costa Bittencourt (Coordenadora de Informação e Planejamento Hídrico-CIP/DIREH/SEMAS). A segunda palestra "Proteção das águas amazônicas e atuação institucional frente às mudanças climáticas", foi ministrada por Dr. José Godofredo Pires dos Santos (Coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente- MPPA). A última palestra da mesa, “Eventos extremos na Amazônia Brasileira - Resiliência Climática como premissa para formulação de Políticas Públicas", foi realizada pelo palestrante Me. Arthur Barros (ABES - PA).
Após o intervalo, iniciou-se a segunda mesa redonda, “Águas Sons e Saberes”, moderada pela Dra. Samara Cristina Campelo Pinheiro, contando também com três palestras: Educação ambiental voltada aos resíduos sólidos recicláveis, realizada pela engenheira ambiental Ana Mara Farias Araújo (SEGBQ/IEC). A segunda palestra “Minha escola foi o banco do meu barco: Etnografia do Carimbó”, foi realizada pelo palestrante Me. Rogério Raimundo Rodrigues Bordó (Grupo O Bendito Carimbó). A última palestra da mesa “Sonoridades: patrimônio humano e ambiental” foi realizada pelo Me. Fábio Fonseca da Silva (UEPA).

Programação Cultural
A programação da manhã da terça-feira encerrou com a apresentação do grupo Cordão de Pássaro Urubu do Fidélis como atração cultural. O grupo folclórico é oriundo da Ilha de Outeiro e conta com a participação de brincantes das mais diversas idades. Já no segundo dia contou como encerramento a atração cultural de apresentação do grupo tradicional O Bendito Carimbó.
Além disso, o evento também contou com um espaço de venda de produtos artesanais e sustentáveis, como biojóias, acessórios e utensílios feitos à mão, além da venda de alimentos e produtos naturais.