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PARADESPORTO
IBC divulga nota em solidariedade aos paratletas do Clube de Regatas do Flamengo
Card: Fundo azul com elementos gráficos abstratos em amarelo e branco nas laterais e no topo. No centro, há um grande círculo azul-escuro. Em letras amarelas e brancas “Nota de Repúdio. O Instituto Benjamin Constant manifesta solidariedade aos paratletas e questiona a decisão do Clube de Regatas do Flamengo, que encerrou as atividades da equipe de remo paralímpica”.
O Instituto Benjamin Constant manifesta profundo repúdio ao encerramento das atividades de paradesporto do Clube de Regatas do Flamengo, decisão que representa um grave retrocesso na promoção da inclusão, da acessibilidade e do direito ao esporte para pessoas com deficiência.
O paradesporto não se limita à prática esportiva: ele é instrumento fundamental de cidadania, autonomia, saúde, educação e dignidade humana. Ao longo de décadas, iniciativas dessa natureza contribuíram de forma decisiva para a visibilidade das pessoas com deficiência, para a quebra de barreiras atitudinais e para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Causa especial preocupação que uma instituição de grande relevância social e projeção nacional e internacional, o Clube de Regatas do Flamengo, opte por descontinuar um projeto que simboliza compromisso com a diversidade, a inclusão, a acessibilidade esportiva e a responsabilidade social. A decisão de encerrar as atividades da equipe de remo paralímpico, contraria princípios consagrados na Constituição Federal, na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que asseguram o acesso ao esporte e ao lazer em igualdade de condições.
O Instituto Benjamin Constant reafirma sua solidariedade aos atletas, familiares, profissionais e a toda a comunidade do paradesporto, diretamente impactados por essa medida, e conclama o Flamengo a rever sua decisão, restabelecendo as atividades e reafirmando seu papel social perante a sociedade brasileira.
A inclusão não pode ser tratada como acessória ou descartável. Ela é um dever ético, social e institucional.
Mauro Conceição
Diretor-Geral do Instituto Benjamin Constant