Piauí
A programação começou no Theatro 4 de Setembro, com uma solenidade de abertura, e terminou com uma feira de economia criativa e solidária na Praça Pedro II e a eleição da delegação que representará o estado na 6ª Teia Nacional - Pontos de Cultura pela Justiça Climática, em Aracruz (ES).
As atividades do segundo dia ocorreram no Blue Tree Towers Rio Poty e foram dedicadas a debates, construção coletiva de propostas e reflexões sobre os rumos da política Cultura Viva no estado.
A primeira mesa teve como tema “Plano Nacional de Cultura Viva: o que o Piauí quer para os próximos 10 anos?”. A segunda, intitulada “Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade: viver de cultura é possível?”, procurou discutir caminhos para fortalecer a economia da cultura e ampliar as políticas públicas voltadas ao setor.
À tarde, as pessoas participantes do fórum se dividiram em grupos de trabalho para debater propostas relacionadas aos eixos temáticos do encontro (governança, trabalho e sustentabilidade), além do tema central desta edição da Teia, “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”.
No último dia, foi a vez de consolidar as propostas construídas ao longo do encontro e de eleger os representantes que vão compor a nova Comissão Estadual dos Pontos de Cultura. Nos três dias do evento, as atividades foram intercaladas por apresentações artísticas realizadas por pontos de cultura.
5ª Teia Estadual dos Pontos de Cultura do Piauí
Onde: Teresina - Blue Tree Towers Rio Poty, Theatro 4 de Setembro e Praça Pedro II Quando: de 13 a 15 de março de 2026
Quantas pessoas inscritas: 504
Quem realizou o encontro: Secretaria de Estado da Cultura do Piauí (Secult), em parceria com a Rede Estadual dos Pontos de Cultura e a Representação Estadual do Ministério da Cultura no Piauí (MinC).
Representantes do MinC presentes: Márcia Rollemberg, secretária de Cidadania e Diversidade Cultural, e Leandro Anton, coordenador-geral de Articulação da Política Nacional Cultura Viva

- Fotos: Anna Júlia Melo
Delegação eleita para a 6ª Teia Nacional:
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Anderson Luís Vale Alves - Associação Cultural Matutos Elegantes (Campo Maior)
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Andressa Silva Santos Vieira - Companhia de Teatro Jovens em Cena (Teresina)
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Adalto da Silva Melo - Nossa Gente, Nosso Talento (Campo Maior)
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Ana Amélia da Silva - Nossas raízes (Batalha)
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João da Cruz Rodrigues de Sousa - Federação das Quadrilhas Juninas do Piauí (Teresina)
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José Augusto de Araujo Venção - Associação da Juventude Praticante da Cidadania (Altos)
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Glauber Alves dos Santos - Associação Cultural Junina Teresina Show (Teresina)
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Debora Vilma Carvalho Messias - Associação de Dança e Folclore Fuzaca de Uruçuí (Uruçuí)
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Raimunda Maria Melo de Sousa - Instituto Eficiente (Teresina)
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Suzane Oliveira Jales de Carvalho - Associação Quintal das Artes Miriam Jales (Cajueiro da Praia)
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Francisco Ribeiro de Sousa - Associação de Dança e Folclore Fuzaca de Uruçuí (Uruçuí)
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Margareth Sales Leite - Associação Quintal das Artes Miriam Jales (Coqueiro da Praia)
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Rosangela Maria de Macedo Silveira e Santos - Ponto de Cultura Resgatando Nossa Cultura (Jaicós)
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Luís Carlos Machado do Vale - Organização Ponto de Equilíbrio (Teresina)
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Ryck Araújo Costa - Coletivo Cabaça (Jaicós)
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Maria Geangela da Silva Cardoso - Nossas Raízes (Batalha)
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Nara Maria Teles Vieira - Ponto de Cultura Comunidade Capoeira (Simplício Mendes)
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Dinayana Kelly Uchôa do Nascimento - Associação dos Povos Indígenas Tabajara e Tapuio Itamaraty - APIN (Lagoa de São Francisco)
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Maria Irene de Souza - Afoxé Vó Antonina - Associação de Artesãos da Comunidade Quilombola dos Potes (São João da Varjota)
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Antônia Luísa da Conceição - Quilombos Cana Brava dos Amaros - Vovó Luísa (Paquetá)
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Maria das Dores Nonato dos Santos Ribeiro Silva- Associação dos Moradores do Residencial Osvaldo Santos Parente - Bela Vista III (Teresina)
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Iraci da Costa e Silva - Companhia Os Tais do Teatro - Ponto de Cultura Arte e Expressão (Floriano)
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Leonardo Alves da Silva - Ponto de Cultura Fundação Sebastião Alves da Silva (Redenção do Gurguéia)
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Rondinele dos Santos Silva - Santuário Sagrado Pai João de Aruanda (Teresina)
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Adalmir de Miranda Moura - Grupo de Teatro Oficinão (Elesbão Veloso)
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Welison Gregório de Sousa Silva - Fundação Pedro Coelho de Resende (Boa Hora)
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Carlos Matheus dos Santos Veras - Rádio Comunitária de Lagoa do Sítio
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Evaiston Rodrigues de Sousa Leite - Associação Sociocultural Pró Capoeira Piauí (Oeiras)
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Romulo Hyago de Sousa - Coletivo Cultural Junina Nova Geração (Floriano)
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Anizia do Nascimento Carvalho - Associação das Quadrilhas Juninas de Floriano - Asquajuf (Floriano)
Propostas aprovadas no fórum estadual:
Eixo 1 – Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos 10 anos
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Desbloqueio do saldo remanescente do MinC para os Pontos de Cultura, possibilitando a efetivação em direitos garantidos. Por conseguinte, assegurar o repasse anual de recursos financeiros aos Pontos de Cultura, visando à sua manutenção e à continuidade de suas ações e atividades.
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Garantir a oferta de editais destinados tanto aos Pontos de Cultura formalizados, com CNPJ, quanto àqueles não formalizados, sem CNPJ, de modo a ampliar o acesso às políticas de fomento. E assim garantir editais com linguagem acessível e menos burocrática, reduzindo exigências nos formulários de inscrição acessíveis, como formulário de inscrição oral também, e assegurando melhores condições de participação para pontinhos, pontos e pontos de cultura.
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Disponibilizar espaços públicos para Pontos de Cultura certificados pelo MinC que não possuem sede própria, assegurando sua utilização para o desenvolvimento das atividades culturais do próprio ponto, mediante termo de cessão de uso com prazo mínimo de 10 anos, e propor editais destinados à manutenção e à aquisição de equipamentos e materiais permanentes necessários à gestão, estruturação e funcionamento dos Pontos de Cultura
Eixo 2 – Governança da Política Nacional de Cultura Viva
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Instituir mecanismo normativo que destine um percentual do orçamento próprio (nacional e estadual) para a criação de um fundo ou programa intersetorial, de forma compartilhada entre as Secretarias de Cultura, Comunicação, Meio Ambiente, Turismo, Educação, Saúde e Assistência Social, com gestão compartilhada com uma comissão da rede de Cultura Viva, eleita por seus pares, voltado ao financiamento de projetos estratégicos desenvolvidos pelos Pontos de Cultura para descentralização cultural nos territórios.
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Instituir a lei de implementação da Rede de Comunicação Cultural dos Pontos de Cultura, baseada em rádios comunitárias e plataformas de difusão sonora, para fortalecer a comunicação territorial, a circulação de saberes e o intercâmbio de experiências entre os Pontos de Cultura no âmbito da Política Nacional Cultura Viva, com a implementação de, pelo menos, uma rádio comunitária vinculada a um Ponto de Cultura em cada município que possua pontos certificados.
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Reformulação do Conselho Estadual de Cultura do Piauí, assim como rege a Lei Nº 14.835, de 4 de abril de 2024, que institui o marco regulatório do Sistema Nacional de Cultura (SNC), para garantia dos direitos culturais, organizado em regime de colaboração entre os entes federativos para gestão conjunta das políticas públicas de cultura com a garantia de, pelo menos, uma cadeira para a rede de Pontos de Cultura do Piauí, eleita por seus pares.
Eixo 3 – Cultura Viva, Trabalho e Sustentabilidade da Criação Artística
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Valorização dos fazedores de cultura e fortalecimento dos pontos de cultura por meio de políticas públicas permanentes, com editais de fomento com linguagem simples e objetiva, investimentos e reconhecimento do trabalho de mestres, artistas e artesãos, garantindo a inclusão e acessibilidade.
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Aquisição e criação de espaços permanentes para grupos culturais. Esta proposta visa a criação de um programa público de investimento em infraestrutura cultural comunitária, destinado à aquisição, construção ou adequação de espaços físicos para grupos culturais e coletivos artísticos. O objetivo é garantir que grupos culturais tenham locais adequados para ensaios, criação artística, armazenamento de figurinos e cenários, realização de oficinas e atividades comunitárias. O programa poderá funcionar por meio de editais ou convênios com associações culturais, permitindo a compra de sedes próprias ou a revitalização de espaços comunitários. Além de fortalecer a continuidade das atividades culturais, a iniciativa contribuirá para a descentralização das políticas culturais, garantindo que bairros e comunidades tenham equipamentos culturais ativos e acessíveis.
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Criação de programas permanentes de formação e qualificação para agentes e trabalhadores de cultura, garantindo acesso ao conhecimento sobre leis culturais, editais e gestão de projetos, fortalecendo a participação dos pontos de cultura e ampliando as oportunidades de acesso às políticas públicas.
Tema central do fórum: Pontos de Cultura pela Justiça Climática
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Criação de um Plano Integrado de Gestão Territorial e Ambiental, construído de forma participativa entre o poder público e a sociedade civil, garantindo a escuta e a inclusão das comunidades de fazedores de cultura. A proposta busca promover justiça socioambiental e orientar políticas públicas mais sustentáveis e alinhadas às realidades locais.
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Inclusão, nos editais de fomento, de pontuação adicional (bonificação ou acréscimo de pontos) para projetos que integrem educação ambiental em suas ações culturais. Essa pontuação pode contemplar iniciativas que promovam o conhecimento sobre o bioma local, a valorização da biodiversidade, a redução de resíduos e o incentivo ao consumo consciente nas atividades dos Pontos de Cultura. Também é importante considerar a apresentação de um plano de contingência ou de redução de impactos ambientais nos projetos, estimulando práticas responsáveis que articulem cultura, território e cuidado com o meio ambiente, contribuindo para a formação de consciência ecológica nas comunidades.
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Valorização e fortalecimento da cultura alimentar tradicional como estratégia de justiça climática, incentivando práticas agroecológicas, saberes ancestrais, sistemas alimentares locais e a preservação da biodiversidade. A proposta busca promover segurança alimentar, reduzir impactos ambientais e reconhecer o papel das comunidades e dos povos tradicionais na proteção dos territórios e na construção de soluções sustentáveis para a crise climática.
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Incentivo financeiro para as comunidades que salvaguardam sementes crioulas e mata nativa.
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Promoção de oficinas sobre educação ambiental nas comunidades de fazedores de cultura.
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