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IA-CM
CGU celebra avanço na capacidade de auditorias internas de sete instituições públicas
Estatal alcançou nível 4 do modelo com a implementação massiva de tecnologia, entre outras ações. Foto: Kenzo Suzuki/CGU
Sete instituições públicas foram reconhecidas pela Controladoria-Geral da União (CGU) pelos avanços na adoção do Modelo de Capacidade de Auditoria Interna (IA-CM). Entre os destaques está a Petrobras, primeira instituição governamental brasileira a alcançar o nível 4 do modelo. O reconhecimento ocorreu durante a 22ª edição do Canal UAIG, realizada nesta quarta-feira (04/11), na sede da CGU, em Brasília (DF).
O IA-CM é um modelo internacional, desenvolvido em 2009 pelo Instituto dos Auditores Internos (IIA), com apoio do Banco Mundial. O índice é utilizado para avaliar e desenvolver a capacidade da auditoria interna. Os níveis indicam o quanto as auditorias são capazes de aprimorar processos organizacionais, tornando-os mais confiáveis, fortalecendo a governança, a prevenção de riscos, falhas e fraudes, e aumentando a eficiência da instituição.
Por meio da Rede de Facilitação e Fomento das Avaliações de Qualidade das Unidades de Auditoria Interna Governamental do Poder Executivo Federal, a Rede Qualifica UAIG, a CGU apoia o aprimoramento das auditorias e reconhece aquelas que alcançam novos níveis do IA-CM.
Nesse processo de evolução, seis instituições foram reconhecidas por alcançar o nível 2, durante o evento: Empresa Gestora de Ativos (Emgea), Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Centro de Controle Interno da Aeronáutica (Cenciar), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Trensurb - Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb). A Petrobras, por sua vez, recebeu o reconhecimento pelo nível 4, e se tornou a primeira unidade de auditoria interna governamental do Brasil a alcançar esse patamar. A conquista representa um marco para a atividade no setor público brasileiro.
Na abertura do evento, o secretário Federal de Controle Interno da CGU, Ronald da Silva Balbe, ressaltou que os avanços alcançados pelas unidades de auditoria interna criam um ambiente de integridade inclusive a nível internacional. “Essas instituições acabam criando referência para tantas outras organizações no Brasil e até mesmo fora daqui, como Mercosul e países de língua portuguesa, e, dessa maneira, parte das boas práticas adotadas aqui também são adotadas em outros países”.
A coordenadora-geral de Métodos, Capacitação e Qualidade da Secretaria Federal de Controle Interno da CGU, Marcela Jacominy de Amorim Mendes, ressaltou a atuação da Rede Qualifica UAIG, criada pela CGU em 2024. Ela enfatizou que, ao desenvolver práticas mais estruturadas e maior capacidade de avaliar processos, identificar riscos e contribuir para a governança, as UAIGs apoiam o aperfeiçoamento da gestão pública e o uso adequado dos recursos. “Gera valor não só para a UAIG, mas para a organização como um todo e, consequentemente, para a sociedade”.
Após a apresentação, foram entregues as placas de reconhecimento a cada uma das sete instituições contempladas.
Petrobras
A programação também contou com a apresentação “Rota para a evolução: o papel dos modelos de maturidade na transformação da auditoria interna”, conduzida por André da Costa Santos, chefe da Auditoria Interna da Petrobras, e Sávio Frederico de Oliveira, responsável pela coordenação do processo de avaliação. Os representantes compartilharam a trajetória da empresa e destacaram aprendizados.
O diretor de Governança e Conformidade da Petrobras ressaltou que a empresa alcançou o nível 4 de maturidade principalmente com o uso massivo de tecnologia. Ele enfatizou que o reconhecimento é motivo de orgulho. "Isso significa que, na prática, a Petrobras está muito mais fortalecida e protegida nas suas tomadas de decisão sobre onde investir, seus projetos e também em relação a mitigação de riscos e seus controles. É mais uma demonstração de que integridade é um dos principais valores da Petrobras".
Níveis do IA-CM
O modelo IA-CM é dividido em cinco níveis progressivos de maturidade: Inicial (1), quando as práticas ainda não são sustentáveis e dependem de esforços individuais; Infraestrutura (2), caracterizado pela existência de práticas e procedimentos sustentáveis e repetíveis; Integrado (3), quando as práticas de gestão e auditoria são aplicadas de maneira uniforme; Gerenciado (4), estágio em que a auditoria interna integra informações disponíveis na organização para contribuir com o aperfeiçoamento da governança e do gerenciamento de riscos; e Otimizado (5), que pressupõe aprendizado contínuo, com contribuições da própria organização e de agentes externos.