A. ÍNDICE INTEGRADO DE SECA (IIS3 por pixel e por município): OUTUBRO/2026

- IIS3
Segundo o Índice Integrado de Seca na escala de três meses (IIS-3), as condições de seca no Brasil apresentaram atenuação entre setembro e outubro de 2026, embora permaneçam críticas no leste do Nordeste. O número de municípios nas classes Seca Severa e Seca Extrema passou de 276 para 222 (−19,6%). A Seca Extrema teve a maior redução, de 54 para 33 municípios (−38,9%), e a Seca Severa caiu de 222 para 189 (−14,9%).
Apesar da redução no total, a seca se agravou em parte do Nordeste. Quinze municípios passaram de Seca Severa para Seca Extrema, todos em Sergipe (8), a maioria no sul do estado, e na Bahia (7), no entorno de Feira de Santana. Com isso, Sergipe passou a concentrar o maior número de municípios em Seca Extrema (15), seguido de Bahia e Alagoas (9 cada). Na Bahia, 30 municípios entraram em Seca Severa, a maioria no Recôncavo e na Região Metropolitana de Salvador.
Na região Norte, Roraima segue em intensificação: os municípios em Seca Severa passaram de 11 para 13, entre eles a capital, Boa Vista, e todos os 15 municípios do estado estão em Seca Moderada ou pior. No Amazonas houve redução, de 13 para 7 municípios em Seca Severa.
A seca severa e extrema permanece concentrada em áreas com déficit persistente: dos 222 municípios nessas classes em outubro, 211 (95%) apresentam alguma condição de seca desde julho, ou seja, há pelo menos quatro meses consecutivos.
Na escala de um mês (IIS-1), que reflete apenas as condições de outubro, o sinal é oposto: o número de municípios em Seca Severa ou Extrema passou de 84 para 132 (+57%), indicando déficit de chuvas no último mês. O agravamento concentra-se em Sergipe, onde os municípios nessas classes passaram de 24 para 60, incluindo Aracaju, e onde estão todos os 6 casos de Seca Extrema do país; no Recôncavo baiano, que também piora no IIS-3; e em Rondônia, que passou de nenhum para 20 municípios em Seca Severa, no centro do estado, numa seca de instalação rápida ainda não refletida na escala de três meses. A convergência das duas escalas em Sergipe e no Recôncavo aponta essas áreas como prioritárias para o monitoramento contínuo, assim como Rondônia.
Quer saber como está a situação da seca no seu município? Acesse a Plataforma Alerta-Secas para visualizar e fazer o download dos dados: PLATAFORMA ALERTA-SECAS.
B. MONITORAMENTO DA SECA EM ÁREAS INDÍGENAS: OUTUBRO/2026

- Monitoramento da Seca em Áreas Índigenas
Em relação às condições de seca nas áreas indígenas, entre setembro e outubro de 2026, observou-se expansão da seca nos polos-base monitorados: o número de polos com alguma condição de seca passou de 170 (61,8%) para 199 (72,4%) dos 275, e o número de polos em seca moderada passou de 57 para 73 (aumento de 16). Ao todo, 36 polos base pioraram para seca moderada ou mais intensa no período.
O agravamento mais intenso ocorreu em Roraima, onde estão todos os 18 polos que passaram para seca severa ou extrema, com cerca de 28,3 mil pessoas. No DSEI Leste de Roraima, 16 polos passaram de seca moderada para seca severa, e o total do DSEI nessa classe subiu de 7 para 23. No DSEI Yanomami, o polo Apiaú passou para seca extrema, o primeiro caso nessa classe entre os polos base, e Ajarani passou de seca moderada para severa. Com isso, Roraima concentra 46 dos 63 polos em seca severa ou extrema do país, sobretudo nos DSEIs Yanomami (29) e Leste de Roraima (23).
A seca moderada também avançou para novas áreas: 18 polos entraram nessa classe vindos de seca fraca ou de condição normal, principalmente no Pará (DSEIs Guamá-Tocantins, Kaiapó do Pará, Rio Tapajós e Altamira), no Acre (Alto Rio Juruá e Alto Rio Purus) e no Maranhão.
C. MONITORAMENTO DA SECA EM ASSENTAMENTOS RURAIS: OUTUBRO/2026

- Monitoramento da Seca em Assentamentos Rurais
Em relação aos assentamentos rurais, entre setembro e outubro de 2026, observou-se intensificação da seca para as classes severa ou mais intensa em 83 assentamentos, que abrigam cerca de 8,8 mil famílias. Em outubro, 3.570 dos 7.289 assentamentos monitorados (49,0%) apresentaram alguma condição de seca.
O Pará concentrou o maior número de casos de intensificação para seca severa ou mais intensa (38 assentamentos, com cerca de 6,3 mil famílias), sobretudo no sudeste do estado (São Félix do Xingu, Novo Repartimento, Marabá, Xinguara e Eldorado dos Carajás) e no Baixo Tocantins (Barcarena, Muaná e Abaetetuba). Com isso, o número de assentamentos paraenses nessas classes passou de 29 para 61. A intensificação para a classe de seca extrema concentrou-se em Sergipe, com 14 dos 19 casos, sendo 8 em Indiaroba e os demais em Lagarto, Umbaúba, Arauá, Estância e Cristinápolis; os outros casos ocorreram na Bahia (3), no Amapá (1) e em Alagoas (1).
D. MONITORAMENTO DA SECA EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO: OUTUBRO/2026

- Monitoramento da Seca em Unidades de Conservação
Em relação às Unidades de Conservação (UCs), entre setembro e outubro de 2026, observou-se intensificação da seca para a classe severa em 3 unidades, todas provenientes de seca moderada: a Reserva Extrativista Marinha da Baía do Iguape (BA), a Reserva Extrativista Arapiranga-Tromaí (MA) e o Refúgio de Vida Silvestre do Sauim-de-Coleira (AM), que somam cerca de 212 mil hectares. Não houve registro de intensificação para a classe de seca extrema; a Floresta Nacional do Parima (RR) permanece como a única UC nessa classe. Em outubro, 162 das 327 unidades de conservação monitoradas (49,5%) apresentaram alguma condição de seca.
E. MONITORAMENTO DOS IMPACTOS DA SECA EM ÁREAS AGROPRODUTIVAS: OUTUBRO/2026

- Monitoramento da Seca em Áreas Agroprodutivas
Com relação aos possíveis impactos da seca em áreas potencialmente agroprodutivas (atividades agrícolas e/ou pastagens), o Índice Integrado de Seca indica que 259 municípios apresentaram pelo menos 40% de suas áreas agropecuárias potencialmente impactadas no mês de outubro de 2026, ante 317 em setembro. Desse total, 157 municípios foram enquadrados na classe de impacto extremo (mais de 80% da área agropecuária potencialmente afetada), 49 na classe muito alto (entre 60% e 80%) e 53 na classe moderado (entre 40% e 60%). Em relação a setembro, houve aumento de municípios nas classes muito alto (de 45 para 49) e moderado (de 44 para 53).
F. MONITORAMENTO DOS IMPACTOS DA SECA: RECURSOS HÍDRICOS
G. PREVISÃO SAZONAL E SUBSAZONAL PARA O BRASIL
REGISTRO DE IMPACTOS : Gostaria de contribuir registrando ocorrência de eventos de secas no seu município? Sua informação é bem-vinda, mesmo ocorrências de pequenos impactos são de extrema importância. Você pode enviar suas informações pelo link: REGISTRO DE IMPACTOS DE SECAS .
Para mais informações fale conosco: secas@cemaden.gov.br