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Berzoini participa de ato com PSD; "conto com o partido para a reforma política", diz Dilma
Brasília (DF) - O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, participou, nesta quarta-feira (5), de uma cerimônia de apoio do PSD ao governo da presidenta da República, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Foi o primeiro ato público da presidenta depois de reeleita. Na cerimônia, Dilma Rousseff colocou a reforma política como prioridade para seu próximo mandato.
"Conto com o PSD para de fato efetivar uma reforma política. (sem a reforma) Nós estaremos aquém da sociedade e da representação. É óbvio que a reforma política passa pelo Congresso, mas é óbvio que não podemos descuidar dos interesses populares expressados nas eleições", disse. "Não pretendo ter a fórmula pronta de como isso se dará, mas é preciso ter a convicção de que isso precisa ser encaminhado", afirmou Dilma.
"Minha primeira palavra é de reconhecimento e de agradecimento pela luta que tivemos ao longo do governo", disse Dilma. O PSD apoiou informalmente a presidenta durante seu primeiro mandato, e deve se juntar oficialmente à base aliada a partir da próxima legislatura.
"O Guilherme Afif (ministro-chefe da Secretaria de Micro e Pequena Empresa) é um parceiro excepcional do meu governo, contribuindo para uma política das mais importantes - que é a valorização do empreendedor", afirmou a presidenta, que elogiou a "sobriedade pedagógica" do partido aliado durante a disputa eleitoral.
Além de Afif, a celebração reuniu o ex-prefeito de São Paulo e presidente do partido, Gilberto Kassab, e diversas lideranças da sigla, como o governador eleito do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, e o ex-governador paulista Cláudio Lembo. Também participou o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.
Eleições - A presidenta disse ainda que "faz parte do jogo democrático" perder ou ganhar as eleições. "A atitude do ganhador não pode ser de soberba, de quem não faz necessária a construção de consensos e de pontes", afirmou Dilma. "Qualquer tentativa de retaliação por parte de quem ganhou ou de quem perdeu é uma incompreensão do processo democrático. O que devemos defender é um diálogo com base em propostas. Ninguém precisa abrir mão de suas convicções", disse.
"O PSD é um exemplo de relacionamento político sóbrio e concreto", disse Dilma, que afirmou ver a legenda como "protagonista do processo" de mudanças que pretende implementar em seu novo mandato. "Eu farei as mudanças que todos nós temos escutado sistematicamente. Elas serão resultado da vontade e do trabalho dos partidos que integram o governo e da base aliada", disse.
Além da reforma política, a presidenta citou ainda como prioridades a reforma tributária, a ampliação do acesso e da qualidade da saúde e da educação, a reforma tributária e uma nova política de segurança pública que delegue responsabilidades também ao Governo Federal.