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ANSN retoma desenvolvimento da Ameaça-Base de Projeto para instalações nucleares brasileiras
Equipe da ANSN presente na CNAAA: retomada da ABP é uma política de Estado estratégica.
A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), por meio da Diretoria de Instalações Radiativas e Controle (DIRC), retomou as atividades do Processo de Desenvolvimento e Implementação da Ameaça-Base de Projeto (ABP) para as instalações do Programa Nuclear Brasileiro. A etapa mais recente foi realizada entre os dias 28 e 30 de abril, na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), em Angra dos Reis (RJ).
A iniciativa integra o esforço do Brasil para consolidar sua aderência aos princípios estabelecidos na Emenda de 2005 da Convenção sobre a Proteção Física de Materiais Nucleares (A/CPPNM), da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA), instrumento vinculante ao país desde 2016, conforme o Decreto nº 11.188/2022.
Atualmente na fase 4, o processo da ABP reuniu especialistas da ANSN e da Eletronuclear para a discussão de cenários de ataque com base nas ameaças definidas na etapa anterior. O objetivo é avaliar e fortalecer a capacidade de resposta das instalações frente a possíveis atos intencionais que possam comprometer a segurança física e operacional.
Participaram, pela ANSN, o coordenador-geral de Segurança, Transporte e Rejeitos, Josélio Monteiro; o chefe da Divisão de Licenciamento em Segurança Física e de Transporte, Maurício Santarosa; os especialistas em segurança física Luiz Fernando Torres, Ricardo Garcêz, Thais Maria Santos e Denis Piton; além do inspetor residente Richard Brandão, chefe da Divisão de Angra dos Reis. Pela Eletronuclear, participaram o chefe da Divisão de Segurança Empresarial, Gilberto Abreu, e o assistente da Diretoria de Operações, Carlos Alhanati.
A Ameaça-Base de Projeto constitui um instrumento estratégico para o fortalecimento da segurança física de instalações e atividades nucleares no país. Ao orientar o planejamento e a implementação de medidas de proteção, a ABP contribui para a otimização de recursos, o aprimoramento dos sistemas de defesa e a garantia de respostas eficazes a eventuais ameaças, em consonância com as melhores práticas internacionais.