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MISSÃO TÉCNICA
ANSN cumpre agenda na Rússia com visitas a reatores e encontro com órgão regulador
Especialistas da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) cumpriram, entre segunda e quarta-feira desta semana, uma intensa agenda técnica na Federação Russa, acompanhando a delegação brasileira em Moscou e São Petersburgo. A programação incluiu visita à Central Nuclear de Leningrado, onde duas unidades de Reatores VVER-1200 de geração III+ estão em operação.
Localizada a cerca de 70 km a oeste da cidade de São Petersburgo, às margens do Golfo da Finlândia, a central opera com reatores refrigerados a água leve, como os de Angra, mas que incorporam sistemas passivos e melhorias adicionais de segurança.
Na sequência, a delegação visitou o Estaleiro Báltico, em São Petersburgo, responsável pela construção de navios quebra-gelo com propulsão nuclear. O projeto de reator utilizado é semelhante ao instalado no navio Akademik Lomonosov, primeira usina nuclear flutuante do mundo, que fornece energia e calor para a cidade de Pevek, no Círculo Polar Ártico Russo.
Trata-se de um reator modular pequeno (SMR), refrigerado a água leve, com sistemas passivos de segurança típicos da geração III+. Já existem três unidades desse tipo em operação na Rússia, todas flutuantes, com potencial de aplicação também em terra.
Ainda durante a missão, ocorreu uma reunião entre os órgãos reguladores brasileiro (ANSN) e russo (Rostekhnadzor), com vistas à celebração de um acordo bilateral. O encontro contou com a presença do presidente da Rostekhnadzor e sua diretoria. A ANSN reiterou o interesse em estabelecer cooperação voltada ao licenciamento de SMRs e de instalações de produção de radiofármacos.
O coordenador-geral de Reatores da ANSN, Dr. Daniel Palma, destacou a relevância da aproximação institucional: “A troca de experiências entre as instituições pode contribuir para um processo mais efetivo e célere no licenciamento dessas instalações. Com a criação do novo órgão regulador brasileiro, independente e consolidado, o prognóstico para que, finalmente, esse acordo bilateral seja firmado, é positivo”, afirmou Palma.