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INCA recomenda que população evite carnes processadas
O INCA defende a redução da exposição da população às carnes processadas por meio de políticas públicas integradas e intersetoriais. A estratégia proposta pela instituição para alcançar esse objetivo está descrita no Posicionamento do Instituto Nacional de Câncer acerca das carnes processadas.(abre em outra janela)
Alinhado a recomendações internacionais, o Instituto destaca seis caminho para enfrentar o problema: restrições de marketing, incluindo a proibição da publicidade de alimentos ricos em gorduras, açúcares e sal, bem como de outros produtos menos saudáveis, em meios como internet e televisão; medidas fiscais e legais, como a tributação de alimentos ricos em gordura, açúcar e sal, com reajustes periódicos pela inflação, e a concessão de subsídios voltados à ampliação do acesso a alimentos saudáveis; promoção de ambientes escolares saudáveis e seguros, por meio da adoção e monitoramento de padrões nutricionais de alta qualidade para refeições escolares, da restrição à oferta de alimentos e bebidas não saudáveis em cantinas, quiosques, máquinas automáticas e eventos escolares, e da oferta de refeições escolares saudáveis gratuitas ou subsidiadas para todos os estudantes, inclusive durante os períodos de férias; compras públicas, no planejamento e nos incentivos comunitários, com o estabelecimento de padrões nutricionais para compras governamentais compatíveis com dietas saudáveis; e aconselhamento nos serviços de saúde, recomendando a oferta de orientação nutricional na atenção primária à saúde e a capacitação dos profissionais para a promoção da alimentação saudável.
A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS), classifica as carnes processadas como carcinogênicas para seres humanos. O Fundo Mundial de Pesquisa em Câncer (WCRF) e o Instituto Americano para Pesquisa em Câncer (AICR) apontam evidências convincentes de que o consumo desses produtos aumenta o risco de câncer colorretal. Cada aumento de 50 gramas por dia no consumo desses produtos alimentícios está associado a um incremento aproximado de 16% no risco de desenvolvimento desse tipo de câncer.