Versão para população
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Estatísticas
Número de mortes (C60): 557 (Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM, 2024).
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O que aumenta o risco?
- Baixas condições socioeconômicas e educacionais.
- Má higiene íntima;
- Estreitamento do prepúcio (fimose), que impede uma adequada exposição da glande (¨cabeça¨ do pênis) e sua adequada higiene. Homens que não se submeteram à circuncisão (remoção do prepúcio, a pele que reveste a glande) têm maior predisposição ao câncer de pênis;
- Infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano);
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Exposição a papilomavírus humano tipo 16 e/ou 18; e/ou HIV em atividades de trabalho.
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Como prevenir?
Para prevenir o câncer de pênis, é necessário fazer a limpeza diária do órgão com água e sabão, principalmente após as relações sexuais e a masturbação. É fundamental ensinar aos meninos desde cedo os hábitos de higiene íntima, que devem ser praticados todos os dias.
A cirurgia de fimose (quando a pele do prepúcio é estreita ou pouco elástica e impede a exposição da cabeça do pênis, dificultando a limpeza adequada) é outro fator de prevenção. A operação é simples e rápida e não necessita de internação. Também chamada de circuncisão ou postectomia, a cirurgia de fimose é normalmente realizada na infância. Quando a circuncisão é realizada na infância, há redução do risco de desenvolver esse tipo de câncer. Bons hábitos de higiene reduzem o risco tanto em homens que realizaram quanto nos que não realizaram a cirurgia.
A utilização do preservativo é imprescindível em qualquer relação sexual, já que a prática com diferentes parceiros sem o uso de camisinha aumenta o risco de desenvolver a doença. O preservativo diminui a chance de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como o vírus HPV, por exemplo.
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Sinais e sintomas
A manifestação clínica mais comum do câncer de pênis é uma ferida ou úlcera persistente, ou também uma tumoração localizada na glande, prepúcio ou corpo do pênis. A presença de um desses sinais, associados a uma secreção branca (esmegma), pode ser um indicativo de câncer no pênis.
Algumas dessas lesões podem estar escondidas debaixo do prepúcio, quando o paciente não consegue expor a glande (fimose). E outra situação que deve levar à suspeição de câncer é a presença de ferida inicialmente diagnosticada como infecção sexualmente transmissível porém sem melhora após o tratamento.
Além da tumoração no pênis, a presença de gânglios inguinais (ínguas na virilha), pode ser sinal de progressão da doença (metástase).
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Detecção precoce
A detecção precoce do câncer é uma estratégia utilizada para encontrar um tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento bem sucedido.
A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópios ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou de pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.
Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de pênis traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado.
Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer possibilita melhores resultados em seu tratamento e deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas como:
- Tumor ou úlcera em pênis na ausência de uma doença sexualmente transmissível ou persistente após seu tratamento;
- Espessamento ou mudança na cor da pele do pênis ou prepúcio.
Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em alguns dias.
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Diagnóstico
Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer de pênis apresenta elevada taxa de cura. No entanto, mais da metade dos pacientes demora até um ano após as primeiras lesões aparecem para procurar o médico. Todas as lesões ou tumorações penianas, independentemente da presença de fimose (dificuldade ou incapacidade de exposição da glande, por estreitamento da pele), deverão ser avaliadas por um médico, principalmente aquelas de evolução lenta e que não responderam aos tratamentos convencionais. Essas lesões deverão passar por biópsia (retirada de um fragmento de tecido) para análise, quando será dado o diagnóstico final.
Exames de imagem como a Ressonancia Nuclear Magnética e a Tomografia Computadorizada podem ser úteis para avaliar a pronfundidade da lesão (invasão das diferentes partes anatômicas do pênis) e, em caso de doença avançada, para avaliação de metástases.
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Tratamento
O tratamento depende da extensão local do tumor e do comprometimento dos gânglios inguinais (ínguas na virilha). A terapêutica das lesões iniciais abrange medicações para aplicação sobre as mesmas, ablação com laser, cirurgia para retirada apenas da lesão com margens negativas e radioterapia. Contudo, as lesões invasivas exigem medidas mais agressivas, como a retirada da glande, retirada de parte do pênis ou amputação total. O comprometimento dos linfonodos inguinais implicará em cirurgia para ressecá-los. E a quimioterapia também poderá ser utilizada nos casos mais avançados.
A cirurgia é o tratamento mais eficaz e frequentemente realizado para controle local da doença. É importante enfatizar que o objetivo do tratamento é a remoção completa da lesão primária com a maior preservação possível do órgão, sem comprometer o controle do câncer.
O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o crescimento desse tipo de câncer e a posterior amputação total do pênis, que traz consequências físicas, sexuais, sociais e psicológicas graves ao homem. Por isso, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura e menos traumático será o tratamento.
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Acompanhamento pós-tratamento
O acompanhamento irá depender a modalidade de tratamento primário. Entretanto, de uma maneira geral pacientes com lesões submetidas a tratamento local com linfonodos negativos deverão ser submetidos a exame físico do Pênis e das regiões inguinais, pensando em uma possível recidiva local / regional. Este exame físico deverá acontecer a cada 3 meses nos primeiros 2 anos. Após este período semestralmente até completar 5 anos. Nestes casos, exames de imagem adicionais não tem benefício comprovado. A biópsia deve ser realizada para avaliar estado livre de doença naqueles submetidos a tratamento com laser ou quimioterapia tópica.
Aqueles pacientes com lesões penianas e linfonodos inguinais metastáticos que foram submetidos a linfadenectomia com intenção curativa deverão ser acompanhados com tomografia computadorizada ou Ressonância Nuclear Magnética de tórax, abdome e pelve a cada 3 meses por dois anos. Após este período, estes exames de imagem devem ser realizados a cada 6 meses por mais 3 anos, completando assim um total de 5 anos de acompanhamento após o tratamento inicial.
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