Versão para população
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Estatísticas
Estimativa de novos casos: 10.990, sendo 8.200 homens e 2.790 mulheres (2022 - INCA)
Número de mortes (C15): 8.488, sendo 6.722 homens e 1.766 mulheres (Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM, 2023). -
O que aumenta o risco?
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O consumo frequente de bebidas muito quentes, em temperatura de 65ºC ou mais, pode levar ao câncer de esôfago. No Brasil, em algumas regiões é comum o consumo do chimarrão.
- O consumo de bebidas alcoólicas pode causar câncer de esôfago, não havendo níveis seguros de ingestão. É importante destacar que, não só o consumo regular, como também o consumo excessivo e esporádico de qualquer tipo de bebida alcóolica.
- Excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade). O referido excesso também facilita o desenvolvimento da doença do refluxo gastroesofagiano (DRGE), importante fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer.
- O tabagismo causa câncer de esôfago. O risco aumenta com a quantidade de cigarros consumida. Mesmo as pessoas que já fumaram, mas interromperam, possuem risco aumentado de desenvolver este câncer quando comparadas aos que nunca fumaram. É importante lembrar que o uso de produtos de tabaco não fumados também é fator de risco para este tipo de câncer.
- História pessoal de câncer de cabeça, pescoço ou pulmão.
- Infecção pelo Papilomavírus humano (HPV).
- Tilose (espessamento da pele nas palmas das mãos e na planta dos pés), acalasia (falta de relaxamento do esfíncter entre o esôfago e o estômago), esôfago de Barrett (crescimento anormal de células do tipo colunar para dentro do esôfago), lesões cáusticas (queimaduras) no esôfago e Síndrome de Plummer-Vinson (deficiência de ferro).
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Atividades de trabalho com exposições a agentes usados nos processos de limpeza a seco; agentes químicos usados no processo de produção da borracha, incluindo processo de vulcanização; agentes químicos usados na produção e beneficiamento de tecidos, bem como exposição a radiações ionizantes (raios-X e/ou gama) podem aumentar o risco de desenvolver câncer de esôfago.
REFERÊNCIA
OTERO, Ubirani Barros et al. Câncer relacionado ao trabalho: relato de experiência do Instituto Nacional do Câncer na atualização da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho do Ministério da Saúde no Brasil. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, [s. l.], vol. 50, p. edoc1, 2025.
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Como prevenir?
- Não fumar e não usar produtos de tabaco sem fumaça. O melhor é nunca começar. E se já usa, parar sempre vale a pena, em qualquer momento da vida, mesmo que já esteja com alguma doença causada pelo tabagismo
- Evitar o consumo bebidas alcoólicas.
- Manter o peso corporal adequado.
- Identificar e tratar a doença do refluxo gastroesofagiano (DRGE).
- Não consumir bebidas muito quentes (devido a temperatura e não ao tipo de bebida). Recomenda-se consumi-las em temperaturas inferiores a 60ºC. Para garantir a temperatura adequada para consumo, após atingir o ponto de fervura, deve-se esperar em torno de cinco minutos para ingerir a bebida. No Brasil, é comum o consumo do chimarrão.
- Utilizar camisinha durante a relação sexual.
- Utilizar equipamentos de proteção individual (EPI) adequados às ocupações que aumentam a exposição de trabalhadores a agentes cancerígenos pode diminuir o número de casos de câncer de esôfago relacionado ao trabalho.
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Sinais e sintomas
Em sua fase inicial, o câncer de esôfago é silencioso. Porém, com a progressão da doença, podem surgir sintomas tais como dificuldade ou dor ao engolir (disfagia), dor retroesternal (atrás do osso do meio do peito), dor torácica, sensação de obstrução à passagem do alimento, náuseas, vômitos e perda do apetite.
Na maioria das vezes, a dificuldade de engolir (disfagia) já sinaliza doença em estado avançado. A disfagia progride de alimentos sólidos até pastosos e líquidos, e pode levar a importante perda de peso.
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Detecção precoce
A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar um tumor em fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento.
A detecção pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópicos ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou com o uso de exames periódicos em pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.
Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de esôfago traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado.
Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer é possível em apenas parte dos casos, pois a maioria só apresenta sinais e sintomas em fases mais avançadas da doença. Os sinais e sintomas mais comuns e que devem ser investigados são:
- Dificuldade em engolir.
- Refluxo.
- Dor epigástrica (parte alta do abdômen).
- Perda de peso.
Na maioria das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico, principalmente se não melhorarem em poucos dias.
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Diagnóstico
É feito por meio da endoscopia digestiva, um exame que investiga o interior do tubo digestivo e que permite a realização de biópsias para confirmação do diagnóstico. Quando o tumor é detectado precocemente, as chances de cura aumentam muito.
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Tratamento
De forma geral, o tratamento pode ser feito com cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada, de acordo com o estágio da doença e das condições clínicas do paciente. Casos selecionados de tumores iniciais podem ser tratados por ressecção local durante a endoscopia, sem a necessidade de procedimento cirúrgico formal.
Nos casos em que o objetivo é a cura, os pacientes são inicialmente submetidos a um tratamento combinado com quimioterapia e/ou radioterapia, seguida por cirurgia. Para os tumores muito avançados ou no caso de pacientes muito debilitados, o tratamento tem caráter paliativo (sem finalidade curativa) e é feito por radioterapia combinada ou não à quimioterapia.
Outras opções de tratamento paliativo estão disponíveis com o objetivo de melhorar a disfagia e permitir a alimentação por via oral. Entre elas, destacam-se as dilatações e a colocação de próteses autoexpansivas, ambas realizadas por endoscopia, e a braquiterapia, um tipo de radioterapia local.
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Acompanhamento pós-tratamento
Após a realização do tratamento, seja ele quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, os pacientes são seguidos em consultas ambulatoriais regulares. Nesses atendimentos são solicitados exames para acompanhamento da doença e dos resultados do tratamento. Esse acompanhamento deve ser realizado por pelo menos 5 anos e é de fundamental importância para diagnosticar um eventual retorno da doença.
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