Versão para população
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Estatísticas
Número de mortes (C21): 809, sendo 308 homens e 501 mulheres (2024 - Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM).
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O que aumenta o risco?
- Algumas infecções, como as causadas pelo HPV e pelo HIV
- Exposição a HPV tipo 16 e/ou 18 e/ou 33 e/ou HIV em atividades de trabalho
- Infecções sexualmente transmissíveis (IST), como condilomatose, gonorreia, herpes genital e clamídia
- Prática do sexo anal
- Tabagismo
- Fístula anal crônica (ligação anormal entre a superfície do canal anal e o tecido em volta do ânus, com secreção purulenta)
- Pacientes imunodeprimidos que se submeteram a transplantes de rim ou coração
- Condições precárias de higiene e irritação crônica do ânus
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Como prevenir?
Algumas infecções, como as causadas pelo papilomavírus humano (HPV) e pelo HIV (vírus da imunodeficiência humana), são apontadas como responsáveis pelo aumento da incidência de tumores anais. Nesse contexto, deve-se destacar que um grupo de trabalhadores estão mais vulneráveis ao desenvolvimento da doença, como os profissionais do sexo. Outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), como condilomatose, gonorreia, herpes genital e clamídia, assim como a prática do sexo anal, tabagismo e fístula anal crônica (ligação anormal entre a superfície do canal anal e o tecido em volta do ânus, com secreção purulenta) são relacionadas ao desenvolvimento desse tipo de câncer. Por isso, utilize o preservativo (camisinha) em todas as relações sexuais. O uso consistente da camisinha, controle do HIV, cuidado com lesões anais e acesso regular a serviços de saúde, são medidas ainda mais importantes para profissionais do sexo e pessoas vivendo com HIV, que têm maior risco de desenvolver o câncer anal. Não fume. E caso seja fumante, pare de fumar. Quanto mais cedo você parar de fumar, menos chances terá de adoecer por doenças tabaco relacionadas. Mas o melhor mesmo é nunca começar.
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Sinais e sintomas
Os sintomas podem ser confundidos com problemas comuns, como hemorroidas. Por isso, é importante ficar atento quando eles persistem.
Sintomas mais comuns
- Sangramento pelo ânus (principal sinal)
- Dor ou sensação de pressão na região anal
- Coceira ou ardor persistente
- Intestino irregular como diarreia ou prisão de ventre que se alternam (hábito intestinal irregular).
Sinais de alerta
- Presença de caroço ou nódulo no ânus
- Feridas que não cicatrizam
- Secreção anormal
- Dificuldade para controlar gases ou fezes
Importante: ter esses sintomas não significa câncer, mas é essencial procurar um médico para avaliação.
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Detecção precoce
A detecção precoce do câncer é uma estratégia utilizada para encontrar um tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento bem-sucedido.
A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópios ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença (diagnóstico precoce), ou de pessoas sem sinais ou sintomas (rastreamento), mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença.
Não há evidência científica de que o rastreamento do câncer de ânus traga mais benefícios do que riscos e, portanto, até o momento, ele não é recomendado.
Já o diagnóstico precoce desse tipo de câncer possibilita melhores resultados em seu tratamento e deve ser buscado com a investigação de sinais e sintomas como:
- Tumoração ou úlcera inexplicadas no ânus
- Sangramento anal
- Perda do controle intestinal.
Na maior parte das vezes, esses sintomas não são causados por câncer, mas é importante que eles sejam investigados por um médico.
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Diagnóstico
Se você apresenta uma ferida no ânus ou outros queixas que se mantém por mais de 2 semanas seguidas, deve procurar o médico de sua confiança para realizar:
- Exame físico (toque retal)
- Biópsia (retirada de um pequeno fragmento para análise)
- Exames de imagem, como ressonância ou tomografia
Esses exames ajudam a confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da doença.
Quando o câncer anal é descoberto cedo:
- As chances de cura são maiores
- O tratamento é menos agressivo
- É possível evitar cirurgias mais complexas
Grupos que precisam de maior atenção
Algumas pessoas têm maior risco e devem estar ainda mais atentas:
- Pessoas com infecção por HPV
- Pessoas vivendo com HIV
- Pessoas com baixa imunidade
- Pessoas que fumam
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Tratamento
Na maioria dos casos, o tratamento não é cirurgia.
O tratamento mais utilizado e recomendado pelo INCA é a quimiorradioterapia, que combina:
- Quimioterapia
- Radioterapia
Esse tratamento tem como objetivo eliminar o tumor e preservar o funcionamento normal do ânus. A cirurgia é indicada apenas quando o tumor não responde ao tratamento inicial, ou volta após o tratamento. Lembre-se, a radioterapia e a quimioterapia juntas fazem o tumor desaparecer em 2 a 3 meses após o término do tratamento, mas essa avaliação deve ser feita pelo seu médico.
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Acompanhamento pós-tratamento
Mesmo após o tratamento, é importante continuar o acompanhamento médico regular, principalmente nos primeiros anos, para:
- Avaliar a resposta ao tratamento
- Identificar precocemente qualquer sinal de retorno da doença
O câncer anal pode ser prevenido, diagnosticado precocemente e tratado com boas chances de cura. Fique atento aos sinais do seu corpo. Procure atendimento médico ao notar qualquer alteração. Vacine-se contra o HPV e incentive a vacinação
Cuidar da saúde é um direito de todos — e a informação é o primeiro passo.
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